3.
Nestas alturas saem à rua as crendices. Eu sei porque também já dei para esse peditório. Aliás, esta época já dei para vários: o do Roberto, o do médio direito, o dos árbitros, num registo digno da Santa Casa. Pedem-me agora que reaprecie o meu contributo. Não sei se já escrevi isto, mas se ando nestas coisas do futebol, não é, certamente, para perder. Aprecio abastança, como diz a patroa, o credo religioso e as vozes do dogma que se uniram à volta do filho do senhor. Infelizmente, não tenho perfil de acólito, senão juntar-me-ia certamente ao grupo dos que crêem. Talvez assim percebesse no que é que se crê por essa blogosfera fora. Talvez na passagem à final da Liga Europa? Ou será que é na vitória na Liga Europa? Jesus já disse, depois desta meia-final de sonho que a equipa fez hoje, que vai estar em Dublin. Pode ser que seja na bancada. Entendam-me como quiserem: não quero mal ao Benfica. Apesar da terceira humilhação que nos espera na Irlanda, gostaria muito de ter lá o meu clube. Se não creio é somente porque já vi fazer-se muita burrice desta crença. Ele é a crença no Roberto; a crença no Jara; a crença no Kardec. Este Jesus já não é só tangível: tornou-se entretanto profundamente previsível. Tal como o resultado irlandês. Contra o Fóculporto, é para perder. Outra vez. E copiosamente. E desta vez sem Proenças, Olegários e quejandos. Por lá, se lá formos, deve andar um inglês, um francês, um italiano, enfim, gente razoavelmente honesta e certamente competente. Que Jesus não se esqueça do Roberto, do Jara, do Kardec, do Menezes, enfim, dessa malta toda digna de um Sporting. Porque, não se enganem, senhores, é com isso que nos parecemos, porque é como isso que jogamos: como o Sporting.
Ps. Se antes o futebol eram 11 contra 11 e ganhava a Alemanha, agora são 11 contra 10 para que ganhe o Barcelona. O Dani Alves - depois do Alan - já merecia ser roykeanado.