origem
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009
Fünf!
Uma pessoa da minha família costuma ser responsável pelas deslocações das equipas alemãs a Portugal, nomeadamente para jogos ante equipas portuguesas. Eu, por acaso, costumo ter bilhetes à borla para os camarotes (geralmente entre os alemães) e, há uns tempos, cheguei mesmo a deslocar-me ao Alvalixo para apoiar o Bayern Munique num jogo que terminou - infelizmente - empatado.

Por isso, quando terminou o jogo de sábado passado, pensei em enviar uma mensagem à tal pessoa da minha família. Qualquer coisa do género: "diz aí aos senhores do Bayern que têm mais seis milhões de apoiantes e que menos de quatro é derrota". Por falta de tempo, acabei por não enviar nada. Ainda assim, o Bayern resolveu "make my day" e dar cinco, o que me permitiu comprovar que, para além das minhas várias e notórias qualidades, ainda possuo o dom da telepatia.

Creio ter ficado hoje demonstrada a razão pela qual os "feitos" de certos "grandes" não têm sequer lugar no Canal História. A não ser, claro, que de Munique cheguem mais cinco brindes. Nesse caso, tenho a certeza que a secção "Massacres" disponibilizará um lugar de imediato.
 
por JAS às 22:10 | Link | 21 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Fevereiro 21, 2009
Alguém já tentou isto, concerteza
Ao Mário Crespo

Façamos de conta que nada aconteceu nos últimos trinta anos. Façamos de conta que não houve viagens ao Brasil, Apitos Dourados, frutas e chocolates. Façamos de conta que o presidente do FC Porto é uma pessoa idónea, honesta e transparente. Façamos de conta que não nos partimos a rir quando escrevemos semelhante barbaridade. Façamos de conta que o Olegário é um sujeito decente. Façamos de conta que a bola do Petit entrou, que o "penalty" sobre o Lisandro não foi assinalado, que o Farías não se apoiou nas costas do jogador do Rio Ave para marcar golo, que o "penalty" de ontem foi mesmo penalty. Façamos de conta que o Sporting não está preso por uma trela, que Soares Franco não é o porta-voz da Nortada, que Miguel Sousa Tavares escreve livros legíveis. Façamos de conta que o campeonato ainda não está atribuído. Que ainda tudo está por decidir. Que o Sporting - Benfica de hoje à noite ainda poderá mudar alguma coisa. Façamos de conta que este campeonato ainda está a funcionar e joguemos. Joguemos, "já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas". Joguemos contra o Sporting, contra o Leixões, contra a Naval. Joguemos com ou sem qualidade, porque de facto já não interessa. Estamos só a fazer de conta que jogamos.
 
por JAS às 10:28 | Link | 20 tragédia(s) escrita(s)
Nemátodo
Tenho saudades do Fanã. Não necessariamente do homem em si, mas do tempo em que ainda conseguia escrever posts sobre o Benfica. Na altura, com maior dose de tempo e de entusiasmo, era capaz de conjugar análises tácticas e dichotes irónicos. Da sua postura às suas amizades, tudo era criticável. Fanã era o Sócrates dos blogues desportivos. Nessa altura, a ingenuidade ainda era suficiente para crer nos erros do meu clube. Era o Benfica que não jogava bem. Era o Benfica que falhava. Nossa culpa, nossa máxima culpa.

Hoje já não sou capaz desse exercício de auto-crítica. Não que o Benfica de Quique, tal como o de Fanã, não tenha pontos criticáveis (e críticos). Tem-nos e em larga escala. E, apesar de o sabermos, optámos e optamos por continuar a colocar em segundo plano as falhas da nossa equipa. Os leitores queixam-se. E os autores, francamente, também. Gostaríamos muito de poder continuar a dissertar sobre as árvores, mas seria criminoso (em toda a acepção do termo) permanecer na ignorância da floresta. Que, clarifique-se, está pejada de nemátodos, bicho que, para quem não sabe, mantém por fora o que corrói por dentro.

Quando vemos o que vimos no Dragão, tanto contra o Benfica, como contra o Rio Ave e depois de assistirmos a nova reinterpretação das regras no jogo de hoje ante a malta do Paços, consideramos - em plural majestático, naturalmente - não nos ser já possível continuar na ilusão de que vencer a Liga Portuguesa depende somente da qualidade da nossa equipa.

Acreditem: ninguém, mais do que eu, gostaria de brincar aos directores do Porto Canal, vociferando semanalmente sobre - e contra - a causa benfiquista. Mas, para que tal acontecesse, precisava de árbitros cuja competência dificilmente fosse posta em causa. De um campeonato com intervenientes e supervisores com credibilidade mensal (só para começar). De uma lei que seja, de facto, igual para todos. Assim, talvez me sobrasse tempo para esquemas tácticos; para avaliações personalizadas; para o prazer de escrever sobre o Benfica.

Não creiam, porém, que pretendo a perfeição. Pelo contrário. Bastava-me, simplesmente, um campeonato sem bicho.
 
por JAS às 00:34 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
Palhaçada e Corrupção
Com que então o roubo das Antas "custou" ao Proença uma nota de 2,4, atribuída pelo observador. Este, na sua total diligência pré-frutinha, escreve que a nota é justificada por o tipo "não ter assinalado grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por falta do seu jogador n.º 6 [Reyes], que, dentro da sua área de grande penalidade, rasteirou o adversário n.º 8 [Lucho González]...". Mais: os outros erros mencionados são "um fora-de-jogo não assinalado a Lisandro López e um cartão amarelo poupado a Sidnei". Quanto ao lance do Lisandro, merece o "benefício da duvída".

Isto demonstra bem o que é o futebol português. Tirem as vossas conclusões. Agora só faltava mesmo era outro "Proença" ser nomeado para o Sporting-Benfica. Na impossiblidade deste, calhou o Olegário. O Olegário! Vão-se lixar.
 
por Mavs às 00:59 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
Paços
Seria um passo importante (desculpem a redundância forçada) para a conquista do campeonato ser pusessem o Amorim no meio, se retirassem o Martins e (principalmente) o Ribeiro da equipa e, finalmente, se jogassem os jogos contra as equipas mais acessíveis com 2 avançados + o Aimar. Podem começar por fazer tudo isto já no próximo sábado.
 
por Mavs às 17:06 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Fevereiro 14, 2009
14 de Fevereiro
Foi há pouco mais de 22 anos. Conhecemo-nos por intermédio de terceiros. Neste caso, o meu avô, responsável por esta união que, diga-se sem despudor, durará por toda a vida. Sim, as mulheres, os filhos, os canídeos Isso é tudo muito giro. Mas ser do Benfica ultrapassa em larga escala tudo o resto. O Benfica é a minha noção de eternidade. Quando morrer, o Benfica cá estará para prolongar o meu nome, tal como eu prolonguei o dele. Os netos dos filhos que nunca terei farão notar, de peito cheio, que o bisavô era um grande benfiquista. E o bisavô, se o tempo e a sorte o permitir, será um benfiquista ainda maior do que é hoje. E para sempre.

Em nome da única chama que nunca se apaga, acho que ainda não é tarde para declarar:

AMO-TE, BENFICA!
 
por JAS às 23:00 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009
Coelhinhos e caixinhas


Parafraseando o senhor da imagem acima* (o que indicia a gravidade ou a extrema gravidade da minha doença):

Imaginem os leitores que se colocam dois coelhos numa cova. De certeza que vão surgir coelhinhos. Se for um casal de coelhos, claro, que isto de chatear a Igreja em ano de eleições é coisa de suicida político. E se não for o Mourinho, que faz a festa sozinho; ou o Soares Franco, depois dum copinho de branco; ou o Olímpio Bento, que não tem “cojones” (para chamar as coisas pelos nomes). Mas experimentem pôr um processo contra Pinto da Costa numa caixinha da área do “grande” Porto.

Acham que vão sair condenações dessa caixinha?


*única vez em que tal imagem poderá aparecer neste blogue, postada por mim, em situação de não enxovalhamento
 
por JAS às 21:21 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009
Big Phil?




BIG PHLOP!

 
por JAS às 22:58 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Et Pluribus Unum
A última frase da crónica do D'Arcy na Tertúlia é esta:

"E eu lá estarei, para escarrar sobre a sua lápide."

Meu caro, é só para dizer que não irás ao Porto, nesse dia, sozinho. Melhor, não iremos sozinhos. Levamos - pelo menos - 6 milhões de escarras connosco.
 
por Mavs às 18:38 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Fevereiro 08, 2009
Nojo
Dividem a Nação, corrompem o futebol. Eles próprios o admitem. Sempre foi e hoje - cada vez mais, como este jogo comprova - é Porto é merda. E é por isto que ninguém celebra as vitórias destas bestas. É por isto que 6 milhões de portugueses os odeiam.

Nem vou aqui sequer falar do tipo que, na altura em que escrevo, está a deliciar-se com um café com leitinho no Majestic ou noutra casa do género. Dirijo-me antes ao "porta-voz" oficial destes corruptos, o sr. Franco e seus lacaios: Depois de virem dramatizar o fora-de-jogo do David Luíz contra o Braga como se fosse o escândalo do século, sempre quero ver e ouvir o que estes cãezinhos vão dizer do roubo efectuado pelos seus donos hoje. E é isso que consiste verdadeiramente o nojo que sinto por este futebol porque, em relação aos outros, com 30 anos disto, já nada surpreende.
 
por Mavs às 22:51 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Segundos que valem anos
Pensei em escrever qualquer coisa sobre o FC Porto - Benfica de hoje. Não vale a pena. Chega-me dizer que um só segundo - o segundo em que Lisandro simula descaradamente um penalty a um metro e meio do olhar "atento" e achocolatado de Pedro Proença - definiu trinta anos de "futebol" português. Trinta anos de furto, de mentira, de corrupção. Trinta anos "à Porto".

Ao meu clube, que se apresentou como é, combativo, eficiente, sólido, dou os meus imensos parabéns. Quando se compreende quão viscosa é a corja que se arrasta pelos relvados de Portugal, é um orgulho ainda maior perceber que não somos parte dela.



Ps. Aos primatas que quiserem sequer pôr a hipótese de discutir o lance em que Lucho González, um jogador com um grau de integridade claramente excessivo para o clube que representa, opta por seguir com a bola em vez de se deixar cair infantilmente, deixo a lembrança: o nosso delete está a postos.
 
por JAS às 21:37 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Da psique
Nutro particular admiração por futebolistas como Ricardo Quaresma. Saído do Sporting para o Barcelona, o Figo Cigano conseguiu a proeza de pôr a Catalunha a implorar ao Figo, Luís, que voltasse. Volvidos uns tempos a fechar discotecas com Ronaldinho, o FC Porto deu Deco e recebeu um Manitas despromovido às reservas. A grande esperança do Sporting voltava a ter hipótese de se promover. E promoveu-se, vencendo três campeonatos e causando orgasmos vocais aos comentadores televisivos sempre que fazia uma "trivela".

Do Quaresma "morcão" retive a inconstância, os brilhantes do relógio e a capa da Bola de violino na mão, naquele que foi mais um erro grosseiro dos jornalistas da casa, que só não pôr em causa as excelentes relações entre Portugal e a Roménia graças à presença constante de um romeno tocando acórdeão em cada esquina.

Foi-se Quaresma, ficaram os títulos. Depois de "Burro" na Catalunha, Quaresma foi "Mustang" e "Harry Potter" em Portugal. Se calhar sou só eu, mas mais ninguém vê aqui um vincado falocentrismo? Ele é burros, ele é cavalos, ele é miúdos com varinhas...

Adiante. Chegado ao Inter, tratou logo de fazer magia, vencendo o primeiro grande troféu pessoal da sua carreira recheada de anéis, brincos e relógios: il Bidone d'Oro. Não satisfeito com tão pujante começo, o nosso Ricardo resolveu provar ao nosso José que não é considerado o maior flop de sempre do futebol português porque ainda nos lembramos todos do Paulo Ferreira.

Ei-lo, então, emprestado ao Chelsea de Scolari. Confesso que, pese a ligação asinina entre ambos, acho que as coisas não correrão assim tão bem. Quando um jogador acabado de chegar a um clube afirma já não ter nada a provar (pelos vistos, para o Ricardo, "tamanho é documento"), isso costuma significar, nas doutas palavras de La Palisse, que não vai provar absolutamente nada.

Verdadeiramente admirável é, porém, o facto de ser esta frase proferida por alguém que falhou em Barcelona, em Milão e, presume-se, em Londres. Admirável, por indiciar insanidade profunda; admirável, por demonstrar uma estupidez a toda a prova. Admirável, por, pela primeira vez na história da psicanálise, um narciso admitir que não vale um caracol. Freud erguer-se-ia em aplauso.
 
por JAS às 11:16 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009
Busca, busca, mata, mata!

Cães que nunca ladram, mas já mordem.

Lá foi a Taça de Portugal para o galheiro este ano.

 
por JAS às 19:30 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009
Quando ganhar já não é um hábito
O Dr. Jesualdo recomenda:

Para uma protecção eficaz das cáries dentárias.
 
por JAS às 23:44 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Fevereiro 03, 2009
Sit, Francu, sit. Good dog.



Filipe Soares Franco veio a terreiro garantir que o Sporting não tem qualquer aliança com o FC Porto. Confesso que não percebo esta necessidade contínua de constatar o óbvio. Toda a gente sabe que o que une Porto e Sporting não é uma simples aliança, mas um cordão de amizade fortíssimo, também conhecido por "trela".


 
por JAS às 11:07 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009
Anedota
Mourinho também erra. E o problema é que não aprende. Pena é que os seus erros só favoreçam um clube, o dos corruptos. Depois de ter sido enganado na compra do "melhor defesa-direito da história do futebol (que não o Secretário)", o Paulo Ferreira por 20 milhões, agora foi o Quaresma que já foi despachado do Inter. Quem se fica a rir é o corrupto-mor que encaixa mais de 25 milhões por um jogador que mais não é do que simplesmente ridículo. O que vale é que quando o cigano for também despachado do Chelsea, não sairá sozinho... Há um brasileiro que sairá com ele.
 
por Mavs às 17:00 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Fevereiro 01, 2009
O Xamãa da Tribo
Pessoalmente, sempre achei a fé uma coisa de lagartos. A razão é sobejamente conhecida: um clube que nunca ganhou nada que se visse, que aos 102 anos faz história por ultrapassar a fase de grupos numa competição em que nunca sequer cheirou a final e que anda constantemente a reboque de uma "mistress" azul-e-branca, sempre me pareceu um acto de crença incomprovável.


Aliás, a ideia de acreditar em coisas que não podem ser empiricamente comprovadas, num contexto como o do futebol português, não poderia nunca deixar de remeter para realidades inusitadas, como a "educação" de Jorge Jesus, a "imparcialidade" de Jorge Coroado ou a "transparência" do FC Porto. Daí o meu cepticismo. Ainda para mais pertencendo a um clube cuja mística tem por pilar um facto indesmentível, que se traduz numa única palavra: vitória.



Por isso é que, quando Pedro Mantorras despiu o equipamento no banco de suplentes, no jogo contra o Rio Ave, me perguntei se Quique, um treinador da lógica e do pragmatismo, se tinha tornado crente. O Estádio, necessitado de vitórias e de ídolos como de pão para a boca, aplaudia com fervor. Eu levei as mãos à cabeça. Quando o Benfica precisa de Mantorras para vencer um jogo, pensei eu, significa que voltámos a bater no fundo.



As reacções dos meus consócios não se fizeram esperar. Marcado o golo, ao invés de festejarem, viraram-se para mim e atiraram-me à cara toda a sua crença no "milagre", bem como os trinta dinheiros verbais que eu havia recebido para dizer mais uma vez mal de um nosso jogador, nomeadamente daquele que, por tanto ter prometido e por tanto se ter crucificado (onde é que já ouvimos todos isto?), ficará para sempre na memória benfiquista.



Confesso que sorri. Os benfiquistas não compreendem - não compreenderão nunca - o quão desagradável é que um jogador com o potencial, o carisma, a vontade e a qualidade de Pedro Mantorras se tenha tornado num simples caso de crença; num acto de misticismo; num bálsamo subjectivo e circense para moles humanas desesperadas.


O meu grande problema é exactamente esse: ter visto jogar Pedro Mantorras. Porque é exactamente por tê-lo visto então em campo que hoje me custa continuar a vê-lo. Por ser insuportável perceber quanto talento se perdeu. Por isso é que a fé, neste caso, não faz para mim qualquer sentido. Eu vi o que é que Mantorras poderia ter dado. E hoje estou a ver no que não deu.
 
por JAS às 12:07 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)