origem
Sábado, Setembro 29, 2007
As faces do Sistema
Quando era pequeno, nunca quis ser árbitro. Não só sempre achei que o preto me caía mal, como dispensava os insultos e os impropérios proferidos sobre a senhora minha mãe e restantes membros da família. E, verdade seja dita, nunca poderia apitar os jogos do meu clube. Sejamos honestos: gosto demasiado do Benfica para expulsar um jogador benfiquista. As faltas seriam sempre demasiado suaves para o vermelho (caramba, camisola vermelha, cartão vermelho... era vermelho a mais), as quedas demasiado duras para seguir jogo e os adversários excessivamente ríspidos para não os pôr logo na ordem. Além disso, jamais poderia ser visto no Estádio da Luz, o que implicaria disfarces que o parco (para não dizer "miserável") subsídio de jogo jamais poderia comprar. Era uma desgraça.

O pior, porém, seria apitar jogos do FC Porto. Nada me daria mais prazer do que contrariar a ideia de que não se expulsa o cigano, no Dragão, aos vinte minutos de jogo. Ou que assinalar um penalty contra a equipa azul-e-branca, perante a fúria dos símios que usualmente habitam as bancadas. Não seria incorrecto, mas seria justo. Deliciosamente justo. Antevi cuidadosamente cada movimento. Nas semanas que antecedessem jogos com o FC Porto, telefonaria para a Judite a exigir ordens judiciais para andar sempre equipado com microfone e para pôrem o meu telefone e telemóvel sob escuta. Instalaria uma câmara escondida no balneário da equipa de arbitragem, caso alguém pretendesse fazer-me uma visita. E jamais - jamais! - pediria desculpa por qualquer decisão.

Foi por isso que me indignou profundamente o beija-mão de Duarte Gomes, a seguir ao jogo. Um árbitro, sendo humano, erra. Pode errar mais ou menos e por aí se definirá o seu nível de competência. O Duarte é, claramente, um incompetente profundo, daqueles para os quais não existe solução. E, para remediar a sua incompetência, pediu desculpa. Como muito bem dizia o SLB, que é feito das desculpas pedidas depois daquele erro grosseiro no derby? Não havia. Pois não. Não convinha. Sou contra as desculpas dos árbitros porque um árbitro erra sempre, muito ou pouco. E pedir desculpa é, uma vez mais, justificar a entrada em cena da "tecnologia", como dizia Daúto Faquirá, ideia que eu, pessoalmente, deploro e abomino. Porque o futebol, ao contrário do rugby, não tem pretensões de perfeição. E estas coisas acontecem. Se eu fosse árbitro e, por mero acaso, estivesse na situação do fiscal de linha ou de Duarte Gomes, não sei se o coração não se sobreporia à razão. Por isso é que não sou. Não é necessária corrupção. Basta existir uma paixão indefectível por um dos clubes em campo. Paixão essa que, muitas vezes, se torna difícil ignorar. E não há tecnologia que cure tal coisa.

Claro que há quem consiga. O estóico Pedro Proença é um excelente exemplo de alguém que abandonou por completo a paixão (diz-se que é do Benfica e eu tremo ao ouvi-lo) e a substituiu pela mais vincada imbecilidade. O homem não é só incompetente. O homem tem prazer em ser incompetente. E sabe que esse prazer tem as costas quentes. Por isso é que não só não pediu desculpa, como veio reforçar a qualidade da sua interpretação correctiva. Recordo uma história sobre um renomado professor de Direito da faculdade de Direito de Lisboa que, ao ver o carro de um aluno multado, se dirigiu ao polícia. Este retorquiu que era a lei, ao que o outro respondeu: "Você sabe lá o que é a lei! Quem faz a lei sou eu". Errar a favor do FC Porto elimina, de imediato, qualquer necessidade de penitência e justifica qualquer interpretação, por mais estapafúrdia que seja. Cá para mim, ainda vamos ver Proença a apitar a final da Champions. Se Deus, na pessoa do seu mais alto dirigente, quiser.
 
por JAS às 11:10 | Link | 20 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Setembro 28, 2007
Política e Futebol
Depois do episódio da saída de Santana Lopes, em plena entrevista à SIC Notícias, por causa de uma "decisão editorial que foi a de ir ao aeroporto da Portela para acompanhar a chegada de José Mourinho a Lisboa":

O episódio Pedro Santana Lopes/SIC Notícias, com o sr. Mourinho e as suas malas pelo meio por causa dos "critérios editoriais", é apenas mais um episódio da derrota do pensamento em curso, aqui e um pouco por todo o mundo. Na Polónia, por exemplo, umas putas quaisquer concorrem à eleição, com o aplauso da Europa bruxelense, e qualquer dia ainda "descobrem" que os gémeos, afinal, eram artistas de circo e nunca foram eleitos. Nos EUA, riram-se às escâncaras do presidente do Irão, um pequeno louco perigoso, sem medirem as consequências do gesto e até ao dia em que apanharem com um míssil dele nos cornos. Tudo serve para acentuar a infantilização assassina que nos assola como uma praga a partir do Estado, do mundo, dos "media" e da "sociedade civil". Antes de Santana Lopes, a jornalista Lourenço - se fosse comigo tinha levado uma bofetada em directo naquele focinho aparvalhado - entrevistara dois paquidermes que jogam râguebi, de cujas boquinhas só brotaram disparates e banalidades. Já não se trata de o mundo estar simplesmente perigoso, oco, mal frequentado e insuportável. Trata-se de vivermos dentro de uma sociedade global de cretinos e de não sabermos como nos vermos livres deles.

João Gonçalves - Portugal dos Pequeninos

No dia das ditas directas para o PSD - com os candidatos que se conhecem - é caso para dizer, como já ouvi por aí, que... José Mourinho está livre.
 
por Mavs às 17:46 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Para Amanhã
Guarda-redes: Quim

Defesas: Nélson, Luisão, Edcarlos, Léo

Médios: Katsouranis e Rui Costa

Extremos: Rodriguez à direita e Di Maria à esquerda

Avançados: Nuno Gomes e Cardozo

Jogamos em casa e... contra o Sporting! Não há razão para jogarmos com 2 trincos, sacrificando, por isso, um dos avançados.
 
por Mavs às 15:20 | Link | 15 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 27, 2007
Miserável
Fomos beneficiados. Não tenho problema nenhum em admitir isso e não vou, sequer, como outros, dizer que é verdade que o jogador do Estrela levanta os braços (o que podia ter enganado o fiscal-de-linha dada a potência do remate, etc). Não vale a pena entrar por ir. Não posso é deixar de dizer - como se faz na Tertúlia - que este mesmo árbitro já nos tinha roubado de forma muito mais inacreditável num célebre lance do Jardel com o Caneira, já para não mencionar os roubos no Bessa contra o Leixões e na Luz contra o Guimarães. A partir do momento em que este jogo estiver a ser analisado pela equipa da procuradora Maria José Morgado responderei ao previsivel ladrar de anónimos que terei a comentar este post.

Passando àquilo que realmente interessa, o Benfica, fez uma exibição miserável. A terceira consecutiva. E não vamos pôr "paninhos quentes" a dizer que não jogámos com os titulares: esta defesa é muito mais titular que a de Braga ou de Milão (Luisão, Zoro, Nélson Vs Luís Filipe, Katsouranis adaptado e Edcarlos), o Gilles tem jogado, os uruguaios são indiscutíveis na Era Camacho, assim como o Di Maria.
Novidades novidades foram o Butt e o Yu Dabao. Ambos para esquecer. O guarda-redes, para mim, já nem na Taça jogaria mais: a sua displicência em formar a barreira, a deixar-se cair quando a bola ia em direcção à nossa baliza e o remate ridículo no penalty de quem afirma ser um especialista transbordou a minha paciência. O Dabao esforçou-se, é certo, mas nenhum lance lhe saiu bem talvez por ter estado desacompanhado na frente. De resto, a defesa - à excepção do "Luís Filipe da esquerda" que é o Miguelito - esteve bem. Não sei se o Zoro é ou não melhor que o Edcarlos mas, pelo menos para já, os lugares são do Luisão e do Katsouranis, a menos que este tenha de regressar ao meio-campo, o que é uma forte possibilidade (por exemplo, já para o jogo com o Sporting).
O Nuno Assis não comento, já nem vale a pena. Basta dizer que foi o pior de todos na miséria colectiva. O Pereira se calhar é isto que vale e não as boas exibições que efectuou na Madeira e contra a Naval. O Rodriguez parece ser bem melhor e o Di Maria tem de jogar à esquerda sob pena de não existir.

O que sobrou deste jogo foi, espero, o resgate do Adu (à semelhança do que aconteceu, no ano passado, com o Karagounis). O americano entrou bem, deixou de ser o palhacinho que foi contra o Copenhaga e foi o único a criar lances de perigo e a assumir a marcação do penalty quando todos se cortaram. Espero que Camacho tenha atenção a estes pormenores.

Com a derrota à Jesualdo do Porto (o dito Professor perde sempre estes jogos: Gondomar, pelo Benfica e Atlético no ano passado) e com outros 7 clubes de categoria bem inferior nesta competição que não interessa nada (seria bem melhor não terem mexido no número de equipas no campeonato ou então terem feito um novo modelo de campeonato com, por exemplo, 12 clubes a 4 voltas) só se pede uma coisa: ganhar com a mesma facilidade com que se exige que se ganhe no sábado.
 
por Mavs às 16:39 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 26, 2007
Hoje...
...frente ao Estrela da Amadora, iremos ver:

1- Se o Butt é ou não um novo Moretto.
2- Se o Luisão está ou não recuperado.
3- Se o Zoro consegue ser tecnicamente melhor que um tractor.
4- ...-nos livre do Luís Filipe!
5- Se o Miguelito serve, sequer, para jogar os jogos das taças.
6- Se o Bynia confirma a razoável boa exibição que teve frente ao Braga.
7- Se o Coentrão, aparte do estilo metrosexual a la Ronalda, consegue ter 1/1000000 do talento deste.
8- Se o Dabao pode ser alternativa a avançados desinspirados.
9- Se o Adu é algo mais do que um Beckham de raça africana.
10- Se precisamos mesmo do Rui Costa, em todos os jogos, para termos hipóteses de ganhar.
 
por Mavs às 18:24 | Link | 25 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 25, 2007
Evidência
«Saía duas a três vezes por semana no Benfica e fumo há 14 anos dois ou três cigarritos.» (Miguel)

Todos sabíamos que este tipo de comportamentos acontecia e acontece no Benfica. A miserável preparação física que os nossos "rapazitos" demonstram, jogo a jogo, só pode ter esta explicação.
 
por Mavs às 15:31 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Muito Pouco à Camacho
Foi mau demais aquilo que todos vimos no domingo em Braga. Foi de tal forma a desilusão que só hoje escrevo sobre ela. Nem ao próprio Camacho lhe apeteceu responder a perguntas idiotas feitas por um jornalista idiota numa dita flash-interview toda ela também idiota. Com mais dois jogos de descanso relativamente ao que o Braga teve, só se podia exigir uma coisa: a vitória. Mas, desde cedo, se viu que o Benfica não estava ali para ganhar. Aliás, desde cedo se viu um Benfica do tipo Fernando Santos - tristonho, sem garra, displicente e resignado.
Tirando o Quim que voltou a estar em grande, os menos-maus foram o Rodriguez e, a espaços, o Rui Costa. Também não foi pelo Gilles nem pelo Katsouranis que jogámos desta maneira . De resto, a começar pelo pior deles todos (Luís Filipe, pois claro), o Maxi Pereira (fez uma exibição miserável), o Di Maria (espero que não lhe tenha acabado o gás...) e os lentos, ou melhor, parados, Nuno Gomes e Cardozo fizeram exibições para esquecer. Camacho, com as suas substituições, também não ajudou mas acho que a sua ideia foi, de tão mau jogo que estávamos a fazer, já seria bom um resultado de 0-0.

Como, mais tarde, na conferência de imprensa o Camacho disse, "será muito difícil apanhar um Porto que não perde pontos e se não entrarmos na Champions pelo primeiro lugar, tentaremos entrar pelo segundo". Não sei o que é que o Presidente perspectiva - ou exige - a esta "melhor equipa dos últimos 10 anos" mas uma coisa é certa e custa: não temos futebol para, este ano, fazer qualquer coisa de relevante. A maneira estrondosa como perdemos em Milão e o facto de, à quinta jornada, termos já 6 pontos de desvantagem confirmam esta ideia. Talvez uma das taças seja possível. Amanhã saberemos se só restará uma: a de Portugal.

Apesar deste pessimismo todo, continuo a ter esperança em melhores resultados. Acho que não só devido a termos 4 titulares afastados que recuperarão e jogarão - espera-se - em breve (Luisão, David Luíz, Nélson e Petit) como por termos um bom treinador no banco (algo que não acontecia, por exemplo, o ano passado) ainda sinto aquela chamazinha que me faz acreditar que podemos ganhar a qualquer equipa, inclusivamente até a um Milan. Todavia, o trabalho de Camacho, esta temporada, é óbvio: tentar estar na Liga dos Campeões para o ano e, principalmente - à imagem do que fez na sua primeira época como treinador do nosso clube - preparar uma equipa para ser campeã.
 
por Mavs às 00:53 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 20, 2007
Entre o grande e o enorme
Felizmente, não sou o único a pensar desta forma. A Tertúlia, na pessoa de Artur Hermenegildo, também já fez saber o que pensa. Refiro-me, claro está, ao triste espectáculo dado pelo Cristy no Sporting - Manchester United.

Foi Fernando Santos que repetiu, ad nausea, que mais vale cair em graça do que ser engraçado. Ronaldo, incapaz de qualquer acto de humor (a não ser abrir a boca e, efectivamente, falar), tentou cair em graça. Infelizmente para ele, caiu mal. Diria mesmo mais: estatelou-se.

Os sportinguistas que o aplaudiram e os jornais que o "perdoaram" estarão convencidos. Talvez até embevecidos. Ter-se-á falado sobre maturidade. Quiçá "elegância". Estou certo que um ou outro terá até feito comparações. Pergunta-se: poderão fazer-se comparações? Honestamente, duvido.

Não me adianto mais sobre o assunto porque, francamente, a Tertúlia fê-lo por mim. Tudo o que lá foi dito foi, letra por letra, aquilo que eu pretendia dizer. Felizmente, a coisa cabe numa frase: nem todos podem ser Rui Costa. Mesmo abdicando de todo e qualquer profissionalismo.
 
por JAS às 22:27 | Link | 54 tragédia(s) escrita(s)
Pessoal:
JÁ LERAM A ENTREVISTA?
 
por JAS às 18:22 | Link |
E o castigo é...
"O seleccionador português de futebol, Luiz Felipe Scolari, foi hoje suspenso pela UEFA por quatro jogos, na sequência dos os incidentes no final do jogo Portugal-Sériva, e falha o que resta da qualificação para o Euro2008.
Além dos quatro jogos de suspensão, a agressão ao jogador sérvio Dragutinovic no final do jogo do Grupo A de apuramento para o Europeu, valeu ao técnico brasileiro uma multa de 20.000 francos suíços (cerca de 12.000 euros).
A Comissão de Controlo e disciplina da UEFA, que se reuniu hoje em Nyon, Suíça, puniu o defesa sérvio com dois jogos de suspensão pelo seu envolvimento com Scolari no final do encontro disputado no Estádio José Alvalade, em Lisboa, a 12 de Setembro."

via Lusa


Depois do relatório do árbitro, e dos observadores da UEFA, não se podia esperar mais do que isto, honestamente.
 
por Jota às 12:19 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Problema Resolvido
Mourinho de saída do Chelsea

Com o castigo de Scolari a ser anunciado daqui a poucas horas, será que já temos seleccionador?
 
por Mavs às 02:06 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 19, 2007
Driblas assim, levas trancada!
A «foca» de Kerlon, gesto técnico em que o jovem médio do Cruzeiro vai progredindo com a bola praticamente colada à sua cabeça, continua a ser o tema central do futebol brasileiro.
Nesta quarta-feira, um defesa do Fluminense fez questão de avisar que seria tão ou mais violento que Coelho, lateral do Atlético Mineiro que viu a cartolina encarnada por agredir Kerlon:

"Podem ter a certeza que eu iria bater no Kerlon, se estivesse no lugar do Coelho. Posso ter problemas com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, mas é o que eu penso. É uma falta de respeito para os colegas de profissão"

O lançe da agressão é o seguinte:

 
por Jota às 22:43 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
A má desculpa de Scolari, segundo RAP (funciona...)
Na véspera da decisão sobre o castigo a aplicar a Scolari, mais uma opinião inflamada:


 
por Jota às 22:18 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
É já amanhã!
Eu sei, eu sei: estamos a ser chatos. Mas tentem perceber: não damos entrevistas todos os dias. Nem sequer todos os meses. Vá lá, este ano já demos uma. Mas quem é que me garante que, para o ano, damos outra?

Por isso, amanhã, mais do que trabalhar, mais do que regojizar-nos com o fabuloso resultado do Sporting (embora, para mim, qualquer vitória do Homem-Bacanal seja, per se, uma derrota), mais do que sonhar, pelo dia fora, com a patroa, de ligas, deitada na secretária, leiam a entrevista. Leiam de manhã, pelo cafézinho e com o donut. Releiam à tarde, para não falharem os detalhes que vos escaparam de manhã. E, por fim, leiam-na uma terceira vez à noite, para vos deixar com aquele bom humor que permite prolongamento e penálties. Se quiserem, mostrem-na à respectiva, que a dor de cabeça passa logo.

E é isto. Amanhã. Sem falta. GLORIOSA FÚRIA VERMELHA. É o blogue onde vai estar a entrevista. Não percam. A qualquer hora. Upa, upa.


A Ilíada Benfiquista
 
por JAS às 21:40 | Link |
De Cabeça Levantada
É certo que toda e qualquer derrota, para um clube como o Benfica, será sempre algo de negativo. Todavia, apesar de triste, não fiquei desapontado com a nossa equipa. Jogámos o primeiro jogo para a Liga dos Campeões, em casa só do detentor do título, "a melhor equipa do mundo" que esteve na máxima força, inclusivamente, com o melhor jogador do mundo. Uma derrota por 2-1 - e são estes os números que ficarão para a História - não pode levantar severas críticas.

Para mais, jogámos sem 4 titulares: Luisão, David Luíz, Nélson e Petit. Os seus substitutos, Miguel Vitor (18 anos), Edcarlos (22 anos), o Luís Filipe (nestes jogos é que se percebe porque é que este tipo é, para mim, o pior jogador do plantel. Será que me dão licença de não gostar desta abécula ou só por ele ser jogador do meu clube não tenho esse direito?) e o Maxi Pereira (que andou perdido durante todo o jogo, uma vez que não estava na sua posição) não deram as garantias necessárias para podermos sonhar com algo mais frente ao poderosíssimo Milan.
Se bem que concedo que o Milan não "carregou muito no acelerador", o primeiro golo foi um frango do Quim (se bem que depois fez 3 ou 4 defesas muito boas, como que a redimir-se), o Cardozo atirou uma bola ao poste de forma absolutamente inacreditável (se fosse o nº 21, o que seria...) e sofremos o segundo golo num mau passe do miúdo ainda na grande área contrária, após um canto a nosso favor.
Em termos individuais, o nosso melhor jogador voltou a ser o Rui Costa - para não variar - seguido de muito perto pelo Rodriguez que mostrou ser um dos nossos jogadores mais valiosos. O Di Maria esteve uns furos abaixo (é diferente ter um Nesta ou um defesa da Naval pela frente) e faltou-nos um Petit no meio-campo além de um Cardozo mais disponível.

Tenho estado a ouvir muitas críticas à forma como Camacho dispôs a equipa tacticamente, sempre no já generalizado preconceito formado pelos adeptos benfiquistas do "Camacho é fraco na táctica". Meus caros, numa defesa em que só o defesa-esquerdo é o titular, o que é que queriam que o homem fizésse? Falar depois do jogo é fácil mas, antes, não teriam posto exactamente a mesma equipa? Ah, já sei, teriam jogado, em Milão, da mesma forma como jogámos, em casa, frente à Naval, ainda que com o Pereira a fazer de Petit. Realmente, uma equipa com Pereira, Rui Costa, Di Maria, Rodriguez, Nuno Gomes e Cardozo seria bem mais avançada. Se perdéssemos por 15-0 não havia problema. Ou se calhar havia, e eram os mesmos "doutos" a dizer isso. Não há paciência...

A nossa qualificação não passava nunca por San Siro. O facto de termos conseguido até marcar um golo (pelo nº 21, o segundo consecutivo!) foi bom, nem que seja para elevar a moral. Saímos de Itália com a cabeça bem levantada e com o Rui Costa a demonstrar porque é que é o único jogador a nível mundial que é endeusado em todos os clubes por onde passa.
Bativémo-nos quanto podémos mas há que aceitar uma realidade: neste momento o Milan é melhor equipa que nós. Pode ser que, na segunda volta, no nosso Estádio, já não seja.
 
por Mavs às 15:45 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 18, 2007
A nossa vez
Desta vez, os entrevistados somos nós. É verdade. O JAS, o Jota e o Mavs aceitaram o repto da Gloriosa Fúria Vermelha e deram uma entrevista que, por não ser proveniente de massas cinzentas onde habitam apenas o Tico e o Teco (casos de João Vieira Pinto, entre outros), é um pouco maior que um flash interview.

Assim, esta quinta-feira (20 de Setembro) será publicada a primeira parte. Na sexta (dia 21), a segunda. O texto é completamente diferente de tudo aquilo que já viram, leram, ouviram ou experimentaram com qualquer outro dos sentidos em falta. A prosa é cuidada, mas acutilante. Como diria a rapariga maxmen de uma das semanas da TVI, é "como o fogo a queimar lenha". Para alguns, estou certo que também nós ficaríamos bem numa "fógueira".

Agradecemos, óbvia e repetidamente, o convite do duo da Gloriosa Fúria Vermelha, que muito nos inchou. Podem crer, que é verdade!

Por essa razão, caríssimos leitores e prezadas leitoras, estejam atentos à entrevista que surgirá naquele blogue. E, já que por lá passam, vejam o resto. Estamos certos que se tornarão fãs.

A Ilíada Benfiquista
 
por JAS às 18:55 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Setembro 17, 2007
Esperança
Para os muitos que, depois de terem criticado Fernando Santos, vieram dizer que "o seu despedimento não era justo e que não resolvia todos os problemas do Benfica" esta vitória sobre a Naval por 3-0 (a segunda consecutiva por estes números) deve ter sido angustiante. É certo que "todos os problemas do Benfica" não ficaram resolvidos com a saída daquela espécie de treinador mas, ainda assim, houve outros que parecem estar bem encaminhados para a resolução: por exemplo, passámos a jogar um futebol atacante, atractivo, retirando todas as potencialidades do segundo melhor jogador português de sempre e, o principal de tudo, ganhámos esperança. Amanhã não iremos entrar derrotados em San Siro e, lá bem no fundo fundo, até acredito numa vitória.

Com um Quim e um Léo em super forma, e com a entrada na equipa do Di Maria (tem tudo para ser bem melhor que o próprio... Simão), do Maxi Pereira (que parece ser uma versão melhorada do Maxi Rodriguez) e do Christian Rodriguez (é bem melhor que todos os jogadores do PSG juntos e, mesmo assim, foi despedido!), este "Benfica de Camacho" voltou a ganhar confiança e entrámos, desde já, numa onda de entusiasmo só quebrada pela maldita lesão do Petit.
Apesar disto tudo, o que é que Camacho tem a dizer? Que jogámos mal nos primeiros 20 minutos e que não conseguimos manter a posse de bola na parte final do jogo. É esta a cultura de exigência que Camacho trouxe e que, desde a sua saída, nunca mais tivemos. E é por essa razão que niguém me poderá internar quando digo, de forma sincera, que podemos realisticamente ganhar em Milão. Porque temos Camacho. E Rui Costa.
 
por Mavs às 20:06 | Link | 13 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Setembro 16, 2007
Emulando D. Quixote
Ontem passei a tarde com os meus colegas de blog a preparar um texto que verá a luz do dia em breve, e que muito nos deixou orgulhosos. A seu tempo saberão o que está em causa.
Esse projecto implicou uma reflexão sobre vários aspectos do nosso clube, nomeadamente o presidente. E não pensei ter tão depressa oportunidade para reafirmar aquilo que penso.
Já expressei em vários momentos a minha incompreensão pela incontinência verbal que parece afectar LFV, e que o JAS define como o síndrome do papagaio.
Lá diz o meu avô que "quem muito fala pouco acerta", o que parece ser o caso.
Desta vez, o tema é ingratidão. Nomeadamente, de José Veiga e de Fernando Santos.
LFV colocou as coisas nos seguintes termos:

"Pela forma como as pessoas são recebidas nesta casa, sejam Veigas ou Fernandos, quando saem deviam dizer obrigado. Tiveram o privilégio de estar nesta casa e quando saíram foram com as contas em dia".

Que me lembre, ambos foram convidados para o projecto pelo mesmo homem, e foram também defendidos por ele.
No que diz respeito a Veiga, quando supostamente já nada tinha a ver com o clube, andava pela América do Sul a assegurar contratações, em nome do presidente (nomeadamente, Cardozo e Bergessio). A sua (segunda) saída nunca foi explicada, mas creio que se deve ter ficado a dever à venda de Simão, feita nas suas costas, com a intervenção do seu "inimigo visceral", Jorge Mendes (afinal, eles não são podem ver nem pintados, e até já andaram à batatada num qualquer aeroporto...).
A Fernando Santos, apesar de não ser um treinador apreciado pelos benfiquistas, foi dada a hipótese de iniciar uma segunda época; foi ele que decidiu a constituição de grande parte do presente plantel, e a determinada altura, tiraram-lhe o tapete, despedindo-o, numa clara inversão de política, que me pareceu uma jogada de xadrez (sacrifica-se o peão para preservar peças mais importantes).

Não entendi as palavras de Veiga e Fernando Santos como uma deselegância para com a instituição. Aliás, a ida do primeiro para Inglaterra, como director-geral do Swindon Town foi uma agradável surpresa, por não haver a tão usual lavagem de roupa suja.
Para mais, pelo pouco que sei do mundo do trabalho, não é usual ser despedido, e ainda agradecer tal facto...
Bem pior foi a entrevista de Manuel Fernandes, e aí não houve necessidade de responder.
Terá sido o momento (2 vitórias, por números gordos, comunhão entre equipa e adeptos), que deram o elan a LFV? Se sim, qual a necessidade de se repisar o passado, quando temos todo um futuro pela frente?
Continuamos a lutar contra moinhos de vento, quando temos coisas bem mais importantes em que pensar, como a recuperação no campeonato, o jogo com o Milão, e jogadores importantes impedidos de dar o seu contributo à equipa. Isto sim, é importante.
 
por Jota às 21:04 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Mário Crespo Vs. Valentim Loureiro
A blogoesfera é de facto um Universo rico em tesouros por descobrir.
Com os devidos agradecimentos ao Jorge, do "O Piston é a cabeça do Homem".




PS: Diria que o Mário Crespo ganha por KO.
 
por Jota às 01:13 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 13, 2007
A "selecção"
Confesso que ia escrever sobre Scolari. Mais: ia escrever sobre o soco de Scolari. Ou, como o Record tão bem pôs (estava difícil acertar, ãh...), sobre o Socolari. Ia estabelecer relações com Sá Pinto, João Pinto e a forma como o Benfica é sempre muito bem vingado nos meandros da Selecção. Sá Pinto castigou Artur Jorge. João Pinto castigou-se a si próprio. E Scolari provou que é um autêntico taberneiro e, como tal, indigno do Glorioso(embora eu gostasse mais que ele tivesse deixado o outro gajo fazer o que outro gajo tinha de fazer - a man's gotta do what a man's gotta do). Como diriam alguns, é o meu preconceito cigano a funcionar.

Infelizmente, todos se adiantaram. Já li em vários sítios chalaças de vária ordem, que, no dizer de Scolari, "chutam para escanteio" todas e quaisquer tiradas que eu pudesse vir a escrever. Assim, resta-me bater no brasileiro (leia-se, no Deco), arrotar umas larachas sobre o Ronaldo, as orgias do Ronaldo e os futuros bacanais do Ronaldo que antecedam jogos da Selecção, defender a inclusão de Ricardo Quaresma no onze inicial e, mais do que isso, a proibição de qualquer substituição em qualquer jogo (ideia que a maravilhosa Leonor me deu no seu artigo de hoje) deste "fantasista", do novo "mágico" azul-e-branco, desta versão portuguesa do Senhor dos Anéis (alcunha apropriada, tão notórias são as semelhanças físicas e de carácter com Gollum).

Preferi não o fazer porque A Bola (quem mais?) me forçou a apontar os mísseis noutra direcção. Lê-se, algures no jornal de hoje, que Nuno Gomes fez um cabeceamente perfeito demais. Ora, eu pergunto: se um cabeceamento não é golo e se o golo pode ser considerado o momento perfeito do futebol, no sentido em que encerra uma acção que o tem como objectivo, como é que uma bola que é cabeceada ao poste pode constituir algo mais que perfeito? Confesso que não percebi, embora me parecesse que a coisa tinha claras conotações teológicas, ideia que abandonei de imediato quando me pareceu demasiado herética a imagem de deus a comer no McDonald's ou a usar amaciador Pantene. Isto, claro, se deus existisse. Mas não discutamos o indiscutível. Deus não existe e pronto. Acho que não vale o nosso latim.

De resto, confirmou-se o que eu já sabia. Os jogos da Selecção são dum tédio embrutecedor, o Pepe faz lá tanta falta como a fome à Etiópia, o Benfica - Arrifanense B é um jogo mais emocionante que qualquer um em que entre esta equipa e um grupo de jogadores que não consegue levar de vencidas as fortíssimas selecções da Polónia e da Sérvia é, lamento dizê-lo, patético. Sobretudo, quando um deles nos foi vendido como sendo "melhor que o Pelé" por jogar "com os dois pés". Ontem, ficou claro que são ambos esquerdos. Só não viu quem não quis ver.
 
por JAS às 18:17 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Vergonha na Cara
Portugal ainda não está na América do Sul. Aqui, ao contrário do que afirmou o principal visado deste triste espectáculo, isto não é normal. Por cá, temos vergonha na cara. Ou, pelo menos, quase todos temos. Resta saber se Gilberto Madaíl também tem...
(Luís Avelãs in Record online)
 
por Mavs às 15:52 | Link | 7 tragédia(s) escrita(s)
Scolari, em Alvalade
Aproveito a hora de almoço para colocar aqui este belo pedaço de vídeo. Comentários, só mais logo.


 
por Jota às 13:11 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Assim não, galera!
Não sou nem nunca fui um anti-Scolari primário. Reconheço alguns méritos a Scolari como o facto de ter acabado com as cunhas portistas que havia em todas as convocatórias da selecção, com o facto de ser ele a impor-se à marioneta que é o Madaíl, e dos relativos bons resultados que teve. Digo relativos porque, em primeiro lugar, nunca tivémos até 2004 a oportunidade de organizar uma competição no nosso país e, além do apoio que tivémos, nem sequer a fase de qualificação jogámos (se o tivéssemos feito, porventura estaríamos numa situação semelhante à de hoje). Em segundo lugar, a derrota nessa final foi, na minha opinião, uma vergonha. Pura e simplesmente não podíamos ter perdido, em casa, e num joga daquela importância, frente a gregos.
Já no Mundial tivémos uma boa participação ainda que nada de excepcional. Não me venham os pró-brazucas dizer que "nunca chegámos tão longe numa competição, etc, etc". A isto respondo com um argumento que me parece lógico: nunca tivémos jogadores de tanta qualidade (em 66 era Eusébio mais 4 e os restantes 6 só atrapalhavam...) e isso vê-se pelos números astronómicos com que conseguimos vendê-los e também pelo número de troféus que as equipas que os compram conseguem conquistar. Resumindo - e para ser pragmático -, títulos para Scolari à frente de Portugal, nem um!

O jogo frente à Sérvia foi novamente uma miséria. Jogámos ao bom nível do Fernando Santos quando cá (no glorioso - the really one that matters) esteve: sem chama, sem vontade, sem qualidade, sem nada. De emocionante o jogo, para além do fantástico livre do Simãozinho, não teve nada. Não estou a contar, claro, com a fantástica esquerda com que o Scolari brindou o defesa sérvio. Sempre quero ver o que o eterno patrão do futebol - o único que ainda, para já, não tem nenhum processo com a Morgado -, irá dizer ou fazer...
A táctica não existiu: os jogadores andavam para lá a fazer uns passes e a perder umas bolas. Então as substituições brasileiras foram incríveis: cometeu o mesmo erro de quando frente à Polónia (retirar o ponta-de-lança para pôr um extremo, "queimando" o Ronaldo (que, a propósito fez uma exibição ridícula) e não apostando, por exemplo, no Hugo Almeida), tirar o nosso melhorzinho jogador (Maniche) para pôr o Raúl Meireles, já para não falar do gordo do Deco que ia conseguindo fazer o jogo todo. Enfim...

Para mim, a era Scolari está cada vez mais perto do fim. Já ninguém consegue aturar Scolari, já ninguém o apoia. Nem os próprios jogadores. As suas exibições demonstram-no. Com o murro que deu e com os péssimos resultados que tem vindo a ter, e, claro, se Madaíl os tiver no sítio (que não tem!), o Filipão era imediatamente recambiado. E já ia tarde.
 
por Mavs às 02:18 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 11, 2007
Aviso à navegação

Gilberto Madaíl, 10-09-2007


Luis Felipe Scolari, 11-09-2007


O tempo certo para Madaíl falar devia ter sido quando Scolari explanou a sua ideia para o apuramento: empates fora, contra os mais fortes (editado após comentário do Remate Cruzado), e vitórias em casa.
Uma equipa vice-campeã da Europa não pode ter esta mentalidade de merceeiro, simplesmente porque os "mais fortes" não são uma Itália, uma França, uma Alemanha. Nesses casos, até entendia alguma contenção por parte de Scolari. Assim, tenho dificuldade em entendê-lo.
Não ganhar na Arménia e encolher os ombros, ficar satisfeito com o empate na Sérvia são as atitudes a que todos nós já estávamos habituados, de outros tempos, em que mormente ficávamos de fora das fases finais das competições, mas em que dávamos sempre o nosso melhor, e só faltava um bocadinho assim, como no anúncio da Danone.
É que se for para regredir, não me parece necessário termos um ex-campeão do Mundo como treinador. É caso para perguntar, onde andas, Couceiro?

 
por Jota às 22:49 | Link | 11 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Setembro 09, 2007
O Carlos
Carlos está sentado, perna cruzada, empunhando a fleuma que o campeonato mundial de juniores há 10 anos lhe concedeu e que se manteve, em parte, por brincar aos braços direitos com Alex Ferguson. O entrevistador pergunta, Carlos responde, de forma enigmática, muitas vezes até de forma pouco habitual. Não recorre aos clichès porque sabe que os vários anos passados no Manchester United lhe permitem vários comentários que estariam vedados a outros, menos fleumáticos que ele.

Exemplos? Pergunta o repórter se, no que respeita a contratações, será alguém contratado no futuro, em Portugal? "Não sei", responde o Carlos. "A médio ou longo prazo, talvez o meu neto". Ah, o bom e velho nepotismo português em acção.

Carlos é assim, desbocado, brincalhão, pronto para a laracha. E, não satisfeito com as várias que disse pela entrevista fora, resolveu dedicar-se a um tema que, por não ter sido bom para ele, lhe merece ainda mais piadas do que é habitual: o futebol português. Mais precisamente, o Benfica. Ainda mais precisamente, a forma como os treinadores portugueses parecem não conseguir ter sucesso no Benfica. O caso de Fanã é exemplar, diz Carlos. "Não é a mesma coisa ter uma equipa com Miccoli, Simão e Manuel Fernandes e uma equipa sem esses jogadores". Esclareçamos o Carlos, que parece estar, como a Floribella, um pouco confuso. Concordo com a afirmação. O problema é que, quando a equipa teve Miccoli e Simão, Fanã foi miserável. Ficou em terceiro. Não fez nada de jeito. Perdeu com o Espanhol de Barcelona. E foi fraquinho, fraquinho. Carlos compara a situação de Fanã à sua, no Sporting, quando foi trocado por um "aventureiro". E admite não ter ficado surpreendido com a saída de Fanã, já que se tratou de uma "morte anunciada pela imprensa". Devo confessar que esta penetrante capacidade de análise me deixou perplexo. Fanã é o próximo Mourinho. Mas a imprensa deu-lhe cabo das hipóteses. Como é que eu ainda não tinha pensado nisso?

Mas Carlos continua. Compara-se a Camacho e compara experiências. O que Camacho fez no Benfica, já ele tinha feito no Real Madrid. Mas no Real Madrid foi devorado, enquanto Camacho foi aplaudido. Nota-se uma dor levezinha no corno esquerdo, que imediatamente alastra ao direito, com a fenomenal declaração: "todos os treinadores portugueses que trabalharam no Benfica arruinaram o nome". Ai Carlos, Carlos. A dor de corno alastra ao par por inteiro. Carlos sente uma necessidade fisiológica de dar nomes. E dá. "Mário Wilson, Toni, Artur Jorge, Manuel José, Mourinho, Jesualdo Ferreira, Fernando Santos." Que estranho... Mourinho não é o senhor que ganhou a Liga dos Campeões e a Taça UEFA? E o Mário Wilson não foi campeão e vencedor de uma taça de Portugal com o Benfica? Quanto aos outros... bom, basta dizer que não é possível arruinar algo que está a prioristicamente arruinado.

Carlos termina com uma dissertação filosófica sobre o pensamento. Na sua opinião, os treinadores portugueses não podem pensar. "Em Portugal, pensa, logo não serve". Descartes não faria melhor. Mas Carlos faz. Mais: Carlos pensa e até admite que alguns achem que ele pode pensar mal. Mas abdicar de pensar, isso nunca! Demonstrando a sua fenomenal capacidade, relaciona conceitos, põe o dedo na ferida e na questão: por que é que não elegem um Presidente da República estrangeiro? Como é óbvio, Carlos ainda não se esqueceu da habitual mescla portuguesa de futebol e política. Eu concordo e ponho, desde já, na mesa o nome de José Antonio Camacho. Sempre quis ter um Presidente com eles no sítio.

Termina com uma dúvida existencial. Ninguém lhe consegue explicar, a ele, um pensador nato, por que é que o Nelo Vingada, o Artur Jorge e o Manuel José não têm lugar em Portugal. Eu, que estou longe de pensar tanto e de forma tão profunda como Carlos, consigo arranjar umas setenta explicações. Mas esse é, sem dúvida, um problema meu, que não consigo lidar com pensadores incompetentes.

Não queria acabar sem referir um ponto muito interessante da entrevista. Diz Carlos que Nani e Andersson estão a viver um processo de integração, que "passa pelo treino, pela integração do jogador, criando à volta dele um ambiente socioafectivo permanente e diário que os ajude a lidar com uma cultura e uma forma de estar diferentes". Devo dizer que já se nota. A cinco, eu cá nunca fiz.


P.S. Por não ter pensado nisso, esqueci-me de mencionar a fonte e a data. Esta maravilhosa peça de prosa apareceu no DN de ontem. Aos taradinhos do método, as minhas desculpas.
 
por JAS às 09:02 | Link | 26 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Setembro 08, 2007
A Luso-Brasileira
Depois de ter assistido ao empate ridículo que a (nossa?) selecção cedeu em casa frente à cotadíssima selecção polaca, acho que se impõe uma revolução. Para já, naturalizem o Moretto para o lugar do Ricardo. À falta de um defesa-laterais, e com a impossibilidade de se naturalizar o Léo (já é internacional brasileiro), sei lá, talvez o Rony e o Pedro Silva. Depois, no meio-campo, pode ser o Paulo Assunção e, já agora, o Rochemback. No ataque exige-se a presença do Liedson e do Adriano.
Como uma selecção assim (Moretto, Pedro Silva, Pepe, Bruno Alves, Rony, Paulo Assunção, Rochemback, Deco, "Córesma", Liedson e Adriano) seríamos imparáveis!

P.S.1- E ainda falta o Derlei. Pode ir para o banco.

P.S.2- Ah, e aquelas substituições (tirar o único ponta-de-lança nos convocados, quando precisávamos de marcar um golo e tirar um extremo para pôr um trinco enquanto estava 2-1, a jogar em casa...) foram à imagem de Scolari: estúpidas.

P.S.3- Estúpida é também a maneira do Deco cantar a Portuguesa.
 
por Mavs às 22:54 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Setembro 06, 2007
Manuel Fernandes, o Escarrador
Sempre me agradou esta forma tão portuguesa de estar no futebol que é acusar sem dizer nomes. O chamado "cuspir para o ar". O problema surge quando o cuspo, empurrado por uma súbita rabanada de vento, cai em cima do cuspidor. Manuel Fernandes conhece, melhor do que ninguém, este maravilhoso fenómeno.

A Bola publica hoje uma entrevista, que não li na íntegra, com o Manélélé. O conteúdo é o do costume. O problema é a contradição que o excerto disponibilizado online põe a descoberto. Manuel Fernandes diz-se desrespeitado. Razão? Não acreditaram na sua lesão. Ao que parece, tinha duas hérnias inguinais e uma pubalgia, curada aquando da sua saída para o Portsmouth. A acusação é muito grave. Afinal, puseram em risco a sua carreira. E que faz Manuel Fernandes, quando põem em risco a sua carreira? Age e denuncia, para que outros não venham a ter problemas semelhantes? Põe a boca no mundo? Não. Muda de clube. E decide nunca mais voltar a representar o Benfica, por causa do comportamento do departamento médico. Porque o Benfica, como todos sabemos, é composto, apenas e só, pelo Departamento Médico. Que, entretanto, foi completamente remodelado.

Manuel continua cuspindo. Rodolfo Moura teve culpas? Manuel não quer referir ninguém em especial. Sente-se triste por não terem acreditado em si. Nota-se um quarto de lágrima na fotografia. Mas foi alvo de pressões? Não, Manuel diz que não, ainda abalado. Mas dá-se bem com o Presidente? Manuel acena afirmativamente. Com o Presidente correu tudo bem. Pergunto eu: então quem são os responsáveis? Se Manuel Fernandes se sente de tal forma ofendido e prejudicado, que indique responsáveis. Ele pode provar que estava lesionado e que não foi tratado por causa disso. Porque não apontar o dedo? Dizer que foram fulano X, sicrano Y, beltrano Z. Não. Manuel Fernandes prefere a saída airosa. Foi gente. Pessoas. Seres humanos. Conjuntos de átomos.

Resta-nos a dúvida. Por muito graves que sejam as acusações, Manuel Fernandes parece omitir demasiado. Está tudo bem com todos, menos com o departamento médico que, entretanto, já foi remodelado. Das duas, uma: ou ainda lá está alguém que o prejudicou, ou faltam pontos fulcrais à história. Talvez fosse boa ideia explicar a Manuel Fernandes que está na altura de crescer e de ser responsável pelas atitudes que toma. Se queria sair do Benfica, porque lhe pagavam mais, porque ia para um campeonato mais apelativo, só tem de o dizer. Não se exigem desculpas. Já todos percebemos de que material é feito Manélélé. Mas evitávamos ter o deserto do Sahara atirado aos olhos. Mais: se Manuel Fernandes já tinha decidido que não ia representar o Benfica, por causa desta forte mágoa que impede o perdão, por que raio é que voltou? Podia perfeitamente ter ficado parado, a treinar-se num ginásiozinho qualquer. O problema era a falta de visibilidade inerente à hipótese. Sejamos honestos: se tal tivesse acontecido, ainda hoje Manuel Fernandes andava a penar, à procura de clube. Ou então estava no FC Porto, clube perfeito para jogadores como ele.

Tenho de confessar que gosto especialmente da parte em que Manuel Fernandes fala de si na terceira pessoa. "Julgaram que Manuel Fernandes não estava a falar a sério". Ah, a pungência do comentário! Julgaram? Julgaram quem? O Presidente? Então mas não se dava bem com o Presidente? E não é ele que nunca terá nada contra o Benfica? Se com certas pessoas já não dava, que pessoas são essas? Ainda lá estão? Já saíram? A isto, Manuel Fernandes responde vagamente. Mas com mágoa. Faz lembrar a célebre frase de Luís Sepúlveda: não esqueço e não perdoo. Claro que, no caso de Luís Sepúlveda, a pubalgia chamava-se Pinochet. Detalhes...

Com tanta escarra de regresso, só me admira que não lhe chamem... Paul Scholes. Sim, têm razão. Seria insultuoso. Afinal, Scholes tem carácter.
 
por JAS às 11:09 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Setembro 05, 2007
Mais uma bela lição que nos ensina o rugby
"Jogador do Tonga adopta nome do patrocinador "

in DN

De referir que este jogador é o mesmo que foi suspenso por oito meses por ter mordido um adversário. Porra, se este não é o caminho para o maior desenvolvimento social dos últimos milénios, não sei o que poderá sê-lo. Talvez... o comunismo?
 
por JAS às 08:40 | Link | 8 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Setembro 04, 2007
A seu o de seu dono
Soube que Fanã havia sido contratado pelo PAOK e, de imediato, pensei : "não consigo pensar em melhor clube para Fernando Santos que o PAOK". Dir-me-ão os benfiquistas mais acérrimos que tal não é verdade. O Pinhalnovense, o Arrifanense e outros que tais teriam muito mais a ganhar com ele sentado no banco. Permitam-me, no entanto, discordar. O Pinhalnovense, o Arrifanense e os tais outros serão sempre, apesar de fracos, portugueses. Já o PAOK é grego, ou seja, pouco mal virá ao mundo se se proporcionar uma eventual descida com Fanã ao leme.

Tenho de ser sincero. Não o desejo. Pretendo que por lá fique muitos e bons anos e depois se transfira para as Arábias, qual Manuel José, para espalhar por terras mouras o perfume táctico e técnico que tão bem o caracterizou nestas suas passagens por Portugal. Vários retorquirão já que tal odor é nauseabundo e que nada os deixaria mais felizes do que vê-lo afundar-se no Mediterrâneo, em súplicas, de preferência arrastando com ele os amigos nortenhos que presenciaram o enlace da filha com o actual genro. Embora não seja tão cáustico, compreendo o desagravo. Fanã não deixou - não deixará jamais - saudades.

Porquê, todavia, o PAOK? A explicação, não sendo complexa, também não é simples e dá-se em poucas palavras. Era o que havia disponível e, para um treinador tristonho, medroso, pouco interventivo, profundamente português na forma como afasta responsabilidades e se surpreende com factos quase inabaláveis, um clube do meio da tabela é de uma perfeição que nenhum outro almejaria. A meio da tabela não se discute nada. A permanência, creio, mal esteja assegurada, permite ao treinador respirar de alívio (e se Fanã precisa de respirar!), mantendo o seu manancial de vitórias, derrotas e empates.

Estou em crer que Fernando Santos é um daqueles treinadores que fazem falta ao futebol. Guardai, por Cristo, as cimitarras. Eu dou, de imediato, fundamento às minhas palavras. É inegável que o homem percebe um pouco - muito pouco - da coisa. E, acima de tudo, que o homem já tem algum trabalho feito, no topo do qual se encontra o célebre Torneio do Guadiana, que tanto mérito lhe granjeou. Como tal, poderá lutar por um lugarzinho nas competições europeias, delegando responsabilidades em árbitros, em declives, em incêndios, se tal lhe aprouver e ninguém ficará chateado por isso. E, no entretanto, permitirá aos outros clubes perder ou ganhar pontos, criando assim um clima de harmonia no campeonato. Não sendo uma equipa medíocre, vê-se forçado a lutar contra moinhos e gigantes, sendo que, no caso específico de Fanã, ele sabe bem que tais coisas não passam do que são. E assim vai ganhando o seu e prestando à comunidade futebolística um favor inexcedível: o de se arredar de todo e qualquer coisa interessante que possa meter bola pelo meio.

No PAOK, Fernando Santos não incomoda ninguém. Nem a si mesmo. Como eu dizia, foi a solução perfeita.
 
por JAS às 18:59 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
Lobitos
Portugal padece de muitos vícios. Corrijo: os portugueses padecem de muitos vícios. Muitos totalmente incuráveis. Um deles é o síndrome da ribalta. Não existe um só único português num raio de milhares de quilómetros que seja capaz de manter o tino quando se vê numa situação de estrelato. Dão atenção ao tuga e o tuga imediatamente deixa encher o rei na barriga.

Percebo o entusiasmo perante a selecção de Rugby. Pessoalmente, considero o rugby um desporto moderadamente interessante. A razão? Cito Tomaz Morais, o todo-poderoso selecionador nacional: "contra a Nova Zelândia vamos tentar não bater o recorde mundial!". De quê?, pergunta-se. Da equipa que mais pontos sofreu. Até hoje, pertence a uma selecçãozeca qualquer que levou cento e quarenta e cinco a zero da Austrália. O feito dos Lobos, porém, não deve ser escamoteado. E, por isso, estão de parabéns.

O problema é que também eles (um deles, pelo menos) foram imediatamente afectados pela tal necessidade premente e tuga de abrir a boca. Numa entrevista à NS, Vasco Uva (capitão da selecção) disserta sobre várias coisas, nomeadamente sobre futebol. E o problema é que esta dissertação compreendeu uma vontade premente de exaltar o rugby, esse "desporto de combate", como um modelo de virtudes, por oposição ao futebol e à péssima mensagem que os seus praticantes passam à sociedade.

Não que Vasco Uva goste de "criticar o futebol". Nada disso. Mas no rugby, "nós não dizemos mal dos companheiros, da selecção...". Ou seja, a imagem que o desportista de rugby passa para a sociedade, tema que Vasco foca com fulgor, é a acefalia acrítica em relação às instituições que representa. As coisas podem correr mal. Mas não se diz mal da selecção. Aliás, é saudável ler que, quando entram em campo e ouvem o hino, os jogadores assumem que, "se for preciso, morremos em campo". Não me lembro de nada mais bonito e pedagógico do que esta vontade japonesa do martírio. Se há coisa de que a sociedade precisa - neste capítulo, a portuguesa bem mais do que as outras - é de gente disposta a morrer pela causa. Racionalismo? Relativismo? Argumentação? Não! Isso é para quê? Morremos todos em campo e está a coisa resolvida. Aliás, era capaz de fazer já uma lista de gente a quem eu ensinaria, de bom grado, esta filosofia harakiriana que o rubgy, desporto de eleição, tão bem passou para a sociedade.

Porém, não contente com a exaltação desse desporto onde os atletas não devem esperar menos do que a tetraparalisia, Vasco continua. E que nos diz ele, mais, de relevante? Que, na selecção, os jogadores riem-se a ver jogos de futebol. Porquê? Porque as simulações, típicas do futebol, não fazem parte do rugby. Não. Isso seria falta de fair play. Sou forçado a concordar. O Vasco, admito, tem razão. Aliás, não me lembro mais difícil de simular do que uma coluna partida ou do que uma mão esmagada, lesões típicas e quase irrelevantes para os nossos atletas. Mais difícil, aliás, só mesmo simular que se estava morto. Que me recorde, ainda nenhum jogador de futebol, esse patético desporto sem combate, o tentou. Se bem que, quem tem Liedson...

Parece, todavia, que os desportistas de rugby é que sentem a selecção. Os de futebol, não. Creio que isso é facilmente explicável através de uma analogia. Imaginemos um casal, casado há vinte anos. Há respeito mútuo, há pouco sexo, mas o que há é, de vez em quando, frenético e há um conhecimento total dos desejos e necessidades do outro. Perdeu-se alguma fantasia, mas construiu-se uma relação sólida, com pilares bem assentes. Esta é a selecção luso-brasileira de futebol.

A de rugby é ligeiramente diferente. Imaginemos um parzinho de namorados. Ela, morena, roupinha justa da Bershka misturada com saiote da Gant e um apelido apelativo. Sejamos meigos: Pituxa. Ele, moreno, roupa ligeiramente mais larga, com GAP tatuado no peito, cabelo a meio das orelhas, calções da Billabong, o inevitável fiozinho de prata com Cristo lá no fundo, pregado à cruz (o martírio, sempre o martírio!) e o nickname Kiko. Com K, que é para ser moderno. Pituxa e Kiko conheceram-se na Kapital e apaixonaram-se de imediato. Há sempre um vínculo forte que se estabelece entre pessoas que acordam no vomitado uma da outra. Seguiram cada um para sua casa, ela para Oeiras, ele para Cascais. Era sexta à noite. Sábado iam "curtir". Foram para a praia. Kiko encontrou os amigos do Surf e do Rugby. Pituxa, as amigas das compras. A relação desenvolveu-se de forma apaixonada. Os vómitos foram-se sucedendo, cada vez com maior frequência, até que Pituxa disse a Kiko, em linguagem que, por não saber reproduzir, tenho de inventar, qualquer coisa como: "Monta-me!". Kiko exultou, mas preferiu esperar. Sentiu uma necessidade premente de montar Pituxa, mas os pais dela, Madalena e Diogo Vasconcellos (com dois lês) de Andrade, estavam em casa. Era preferível adiar. Kiko passou os dias seguintes antecipando o momento. Não haveria nada mais apetecível do que montar Pituxa. E Pituxa sabia-o. Chegado o grande dia, depois de um treino mental e, quiçá, físico pungente, Kiko estava preparado para montar Pituxa. Foi um momento intenso. Pituxa despia Kiko, Kiko despia Pituxa e ambos estavam preparados para le grand finale. Só que, de repente, quando Pituxa dá por isso, ainda nenhum tinha entrado em campo e já Kiko punha a bola para lá da linha. Muita intensidade, muita fricção, mas pouco resultado. Os jogadores da selecção de rugby sentem-na verdadeiramente. Só não sabem é se vão perder por mais de dois dígitos com a Nova Zelândia. Irrelevâncias...

Uva termina defendendo-se das críticas, alegando que o rugby não é um desporto só para betos. Se tivermos em conta as fotografias que acompanham a reportagem (Uva de fato completo, Uva no wakeboard, Uva no rugby, Uva no iate), podemos constatar, claramente, a veracidade desta afirmação.
 
por JAS às 12:18 | Link | 20 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Ser em crescimento
Não concebo futebol sem atitude, sem espírito de entreajuda, sem camaradagem.
De Maio de 2006 a Agosto de 2007 tivemos um conjunto de jogadores (mal) espalhados pelo campo, que estavam sistematicamente parados à espera que o gajo que levava a bola soubesse o que fazer com ela.

Ontem, voltei a ver uma equipa em campo. A bola parece já não queimar...
Seremos ainda um organismo em crescimento, mas pelo menos nota-se que existe um conjunto, e uma consciência "única" em campo.
E somos comandados pelo mágico, que nos faz sonhar com momentos assim:

 
por Jota às 22:01 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)