origem
Quinta-feira, Maio 31, 2007
Desculpem
Menti.

Depois disto,

"Estou certo que não lhe vai acontecer o mesmo que aconteceu em Portugal [lesão motivada por falta de Katsouranis], pois o futebol inglês é viril mas não maldoso», afirmou Pinto da Costa.«A lesão gravíssima de que foi vítima não o deixou fazer mais do que meia dúzia de jogos, mas tenho a certeza de que vai ser um grande jogador e que tem uma carreira promissora pela frente», vaticinou, dando garantias de uma equipa forte na próxima época, apesar da saída do brasileiro: «Não vai ser pela saída do Anderson que a equipa vai ficar enfraquecida. Não o deixaram ser titular ao longo da época, mas é óbvio que se ficasse e o deixassem jogar, seria uma mais-valia»."


não há nada que possa dar-me maior prazer do que ver Pinto da Costa num local em que o sol nasça quadrado.
 
por JAS às 15:45 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
O problema da escolha
A Bola de hoje noticia o retorno do Jerico. Veiga voltará ao cargo que abandonou depois dos problemas que teve com o fisco, preenchendo assim uma lacuna que, no entender de alguns, estava a causar mossa ao plantel e a toda a estrutura anímica da equipa. Regozijam-se os que crêem firmemente ser Veiga o responsável pela última vitória no Campeonato. Eu, sinceramente, prefiro não ter opinião sobre o assunto. Sobretudo tendo em conta que Veiga não é treinador ou jogador e que as suas "contratações" tiveram o peso que geralmente têm.

O FC Porto realizou ontem um encaixe de 24 milhões de euros. O Sporting realizou outro de 25 milhões de euros. Dúvidas subsistem: quem paga 25 milhões de euros por Nani (que, indubitável que possa ser a sua qualidade, fez uma época de altos e baixos) não consegue pagar 20 por Simão, muito mais consistente, preponderante e evoluído? Talvez não. Suspeito que o "complexo de Ronaldo" tenha tomado conta de Sir Alex e sus muchachos. A necessidade de contratar todos os futuros médios laterais com menos de 21 anos à face da Terra parece ser a nova tarefa a que se dedicam as gentes lá para os lados de Manchester. Crendo, inocentemente, que é isso que evitará uma nova derrota no Campeonato seguinte às mãos e aos pés de um Chelsea devidamente remendado. Não me levem a mal, mas eu, que já não gostava do Man United por causa de Ronaldo, agora ainda gosto menos. Não por causa de Nani. Esse nunca me fez mossa. É um menino mimado. Andersson, pelo contrário, tira-me do sério. Abomino Andersson e aquela ar de "sou o maior" que a criancinha inútil assume em todos os jogos. E a comunicação social, aquela que hostilizou o FC Porto durante toda uma época, fazendo fé nas palavras de Jesualdo (que é mesmo a única coisa que se pode fazer), não ajudou absolutamente nada, defendendo Andersson até à última instância e condenando Katsouranis, que mais não fez do que um corte limpo, apesar de duro. O futebol não é para florzinhas com rastas. E eu aguardo para ver Andersson aprendê-lo da forma dolorosa.

Resta uma questão, por sinal a mais importante. Quem é que tratou das vendas de Andersson e Nani? Exactamente. Jorge Mendes. E é aqui, creio eu, que está o grande erro do Benfica. O Benfica escolheu e, ao escolher, cometeu dois graves erros. Primeiro, começou a ostracizar todos os jogadores que tinham um agente diferente. Segundo, cortou relações com Jorge Mendes (apesar de, creio eu, ter ainda alguns jogadores por ele representados). Se o Benfica quer dominar o mercado, tem de saber fazê-lo com punho de ferro. José Veiga está acabado. Passemos a Jorge Mendes. Ele teve Nani. Ele teve Andersson. Quem é que Veiga tem? Beto? Moretto?

Das duas uma: ou fazemos a coisa à maneira suíça ou à maneira americana. O mesmo é dizer que, ou não escolhemos ninguém e trabalhamos com todos, ou damos um pontapé no traseiro de Veiga e começamos a trabalhar com quem, pelos vistos, mexe todos os cordelinhos. E, a julgar pelos últimos tempos em termos de contratações, era boa ideia fazê-lo já. Infelizmente, o Benfica parece já ter optado. É o que dá ter rabos presos.
 
por JAS às 12:16 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Maio 30, 2007
"Espalhem a notícia, da beleza, da delícia..."
Mais do que o despedimento do Fernando Santos, mais do que a prisão do Pinto da Costa, mais do que a descida de divisão do FC Porto, mais do que a contratação do Miccoli, esta era a notícia que eu queria ouvir neste período de transferências.

Vai pastar, porco!
 
por JAS às 20:37 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
O "Professor" Implacável
Que Jesualdo é incompetente, já todos sabíamos. Tal como pouco profissional. A sua atitude na entrevista concedida já não sei a que meio de comunicação pertence-lhe, porque Jesualdo (que de Professor ainda me haverão de dizer o que é que tem) é assim. Não há nada a fazer. Puro material portista. Da cabeça aos pés.

Por essa razão é que sente gozo em ganhar quando decorre o julgamento do maior escândalo de corrupção desportiva de que há memória no País. Porque Jesualdo, como qualquer bom portista, não crê que Pinto da Costa tenha algo a ver com o Apito Dourado. Ou, sequer, que o Porto tenha sido beneficiado em algum dos jogos disputados no passado. A lei dá-lhe razão. Inocência, até prova em contrário. Até porque o FC Porto, como se viu em Paços de Ferreira, não precisa da ajuda dos árbitros para ganhar a esses clubes de pouca nomeada, jaquinzinhos para os tubarões azuis-e-brancos. Não lhe fica muito bem, todavia, o comentário. Tal como não lhe ficou a atitude de início de época quando subverteu todos e quaisquer princípios e virtudes em termos contratuais para ser campeão. Tarefa, aliás, à qual foi "obrigado". Sim, porque o FC Porto dominou por completo o campeonato, durante toda a época. A disputa do primeiro lugar na última jornada foi apenas um rebuçadinho que o gentil "Professor" Jesualdo ofereceu aos seus adversários. É assim, o Porto. Simpático, amigável, afável.

Tal como os seus adeptos. A confirmá-lo estão as declaração de Jesualdo. Os adeptos do FC Porto são muito menos críticos em relação à equipa. Apoiam mais. Gritam menos. Enfim, têm uma capacidade maior para obliterar do pensamento os erros cometidos. Mormente, os cometidos por Jesualdo. Problema com benfiquistas e sportinguistas? Amam tanto que asfixiam. Ou seja, ao contrário dos adeptos do FC Porto (essa oitava maravilha, famosa pelas suas incursões a bombas de gasolina e pela forma corajosa como atira cadeiras para cima de crianças em estádios cheios), os benfiquistas têm uma atitude crítica perante a sua equipa. Dirão alguns, de forma quase caluniosa, que se deve esta atitude ao facto de no Benfica os adeptos não poderem contar com o Boi Preto. Nada disso, meus amigos. A verdade é que, no Benfica, só ganha quem sabe trabalhar. A sério. Quem consegue avaliar jogadores. Quem consegue treiná-los de forma correcta. Enfim, os bons treinadores, no Benfica, conseguem tudo, porque transformam a tal paixão asfixiante em paixão moralizante. Como Camacho, por exemplo.

Já Jesualdo, que de futebol parece perceber tanto como eu de bridge, não foi capaz de fazer nada. Porque não foi mais que um Manuel José, um Paulo Autuori, enfim, essa gentinha. Enquanto Jesualdo se congratula, sorri e sente gozo pelo campeonato que conquistou aos 61 anos, todos comentam (porque, intimamente, todos sabem) que o único elemento que não pode ser responsabilizado pela conquista do título é, exactamente, o treinador do FC Porto.

Daí o seu complexo de vítima em relação à imprensa nacional, que hostilizou o FC Porto e quis fazer do Benfica campeão, tal como o árbitro desse mesmo jogo, que prejudicou gravemente o FC Porto. Estranhamente, tal só aconteceu quando o mesmo FC Porto foi derrotado pelo União de Leiria, derrota essa que afastou o cónego Paciência da Santa Madre Igreja Portista (que Catedral, desculpem lá, só há uma). Coincidências...

O que não seria uma coincidência, como muito bem fez ver um daqueles "comentadores" do Record, é que o FC Porto, o tal com as enormes capacidades, a união e os adeptos menos negativos por comparação, não seria campeão, com absoluta certeza, se o campeonato tivesse mais quatro jornadas. Isso, claro, tornou-se um argumento irrelevante. Mas que se verificaria, disso ninguém duvide.

No final, o Porto ganhou e, por inerência orgânica, Jesualdo também. E não o fez apenas a nível desportivo. Jesualdo é hoje um portista dos sete costados. A prová-lo está, acima de tudo, essa necessidade impreterível de falar do Benfica mesmo quando foi ele o campeão.

Realmente, há coisas que nunca mudam...
 
por JAS às 18:03 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 27, 2007
"Estamos ao ataque há muito tempo..."

É isto que Fernando Santos consegue dizer... este tipo de frases que são passíveis de trocadilhos, idiotas e redundantes.
Ainda assim, como a boa disposição é coisa que não abunda para os meus lados, só deixo as seguintes questões:

  • Para quê esta criação de expectativas? Já no ano passado tivemos a mesma conversa, e chegámos a Agosto ainda com compras por fazer;
  • Fernando Santos será esquizofrénico? Consegue, na mesma conferência de imprensa, dizer uma coisa e o seu contrário.
    Ou seja, primeiro "estamos ao ataque (ao mercado) há muito tempo", mas depois não assegura ter todos os reforços quando se iniciar a pré-época.
    Então, para quê abrir a boca? Não entenderá ele que para ser competente não basta falar, é necessário fazer?

Honestamente, estou farto da incontinência verbal de presidente e treinador. Não quero/queremos (sócios e adeptos) palavras e sound bytes brilhantes e que ficam bem nos media, queremos actos e vitórias. De boas intenções está o Inferno cheio!

 
por Jota às 13:13 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 26, 2007
Momento Literário
Via "Megafone", aqui fica um excerto da biografia autorizada do líder dos Super-Dragões (como verão, tudo malta pacífica e porreira, autênticos meninos de coro):

TURBULÊNCIA EM TURIM
"Em 2001, o FC Porto teve a Juventus como equipa adversária, na fase de grupos da Liga dos Campeões. Como era um jogo importante, com um adversário tão difícil, os Super Dragões resolveram ir em peso apoiar a equipa. Para tal, fretámos um charter para cento e oitenta pessoas. Chegámos cedo ao aeroporto Sá Carneiro e eu e o Trilho controlámos o check in. Não houve problemas e o avião levantou sem atrasos. Já no ar, levantei-me para dar a ronda e cumprimentar o pessoal. Ao chegar à parte de trás do avião, no local onde costumam estar as hospedeiras, a cortina estava fechada e comecei a ouvir risos. Abri o cortinado e vi o Aleixo e o Caveira. O Caveira já estava em tronco nu, com o colete da hospedeira e o lenço dela ao pescoço, cheio de baton na cara. O Aleixo estava com um copo de plástico com gelo e a gaja estava a servir-lhe uísque. Todos aos beijos e aos apalpanços!...- "O que é esta merda aqui, pá?!"- perguntei a olhar para eles de lado.- "Não se passa nada, Macaco. Estamos aqui com as nossas amigas. Isto aqui é tudo nosso." As hospedeiras eram espanholas e eu vi logo que o meu sossego tinha acabado ali… Quando os outros vissem o que se estava a passar ali, ia ser um trinta e um. Com a confiança que lhes estavam a dar, ainda acabavam violadas. Fechei a cortina e fiz de conta que não tinha visto nada. Mas, entretanto, os outros começaram-se a aperceber. Quando elas vieram servir o catering, começaram todos a puxá-las, a dar-lhes surras no cu e a apalparem-nas. E elas sempre a rirem-se, sem se imporem. Pensei logo: 'Estou fodido… Isto vai ser uma tourada.'

TOURADA NO AVIÃO
Passada uma hora de voo, um dos co-pilotos perguntou quem era o responsável e o Trilho, como estava na frente, foi ver o que se passava. Minutos depois, chegou à minha beira muito preocupado.- "Macaco, chega ali à frente num instante".- "O que é que se passa?!..."O co-piloto começou a falar comigo, a explicar que tinham roubado a carteira ao comandante! Ele estava fodido e já queria aterrar o avião, antes do tempo e tudo. O co-piloto é que conseguiu dar-lhe a volta e ele aceitou ir até Turim, com a condição de que ninguém saísse do avião, até a polícia entrar, para ver quem é que tinha roubado a carteira. Eles já tinham, inclusive, comunicado o problema à torre. O co-piloto tentou ver se descobríamos quem tinha sido para, pelo menos, recuperar os documentos e os cartões de crédito. Fui à cabine do comandante acalmá-lo e dei-lhe a minha garantia.- "Não se preocupe, que eles não podem atirar a carteira pela janela. Eu vou averiguar o caso e garanto-lhe que daqui a cinco minutos aparece a carteira". Só precisei de saber onde estava a carteira. Disseram-me que estava na parte de trás, onde as hospedeiras costumam estar a preparar o catering… precisamente no local onde tinham estado o Aleixo e o Caveira. Cheguei à parte de trás e mandei sair o Aleixo.- "Dá aí uma vaga para falar com o Caveira".O Aleixo saiu com as espanholas, e eu não tive mais nada. Fechei a cortina e pus a mão ao pescoço do Caveira.- "Ó filho da granda puta, tens cinco minutos para entregares a carteira ao homem ou fodo-te já os cornos aqui e, quando chegares a Itália, vais de saco".- "Eh!... ó Macaco, achas que fui eu?"- "Os únicos gajos que entraram aqui, foste tu e o Aleixo. É aqui que o comandante guarda a carteira e o único que a pode ter roubado és tu. És maluco, pá! Não vês que o homem leva nas mãos a vida de cento e tal pessoas? Eu vou ali à frente e, quando voltar cá atrás, quero a carteira. O gajo já disse que nem quer a guita… quer é os cartões todos e os documentos". Entretanto, vou a sair e uma das hospedeiras veio perguntar o que é que se estava a passar.- "Foi ali o teu amigo que roubou a carteira ao comandante", respondi-lhe.- "No. No. Ele no puede ser…".- "Foda-se, ó Caveira, tens uma lata do carago. Ela era menina para ir a tribunal e dizer que não tinhas sido tu. Ela está mesmo apaixonada por ti".- "Não fui eu, pois não mor?", virou-se o Caveira para a gaja.- "Ele esteve sempre à minha beira. No puede ser!", insistia a hospedeira.- "Tens toda a razão, filha. Foram os outros que vão ali à frente que, com os olhos,desviaram a carteira do lugar… Já te disse, Caveira, que vou lá à frente e, quando cá chegar, quero a carteira no sítio."E assim foi… Lá entreguei a carteira direitinha ao comandante e disse-lhe que, se voltasse a surgir algum problema, viesse falar comigo. Ficou logo com outra cara. A viagem lá continuou com a tourada inicial com as hospedeiras. Tudo na galhofa e a apalpar as gajas… até que elas interromperam o serviço de catering, porque já estava a ser demais.

CARABINIERI NÃO PERDOARAM
Na saída da manga do avião, mesmo antes de entrar nos transfers, começaram todos a cantar. Na parte do check out era só Carabinieri a rodear-nos para chegarmos aos autocarros que nos iam levar para o centro da cidade. Os cães sentiram o cheiro da ganza que aqueles gajos fumaram durante todo o voo e manifestaram-se logo. Houve, inclusive, alguns que foram postos de parte para entregar a ganza, sem consequências maiores. Durante a tarde, andamos pelo centro da cidade, a comer e a beber nas esplanadas até ir para o estádio. O FC Porto perdeu por 3-1 e nós ficámos, como mandam os regulamentos, retidos, até ser seguro sair. A claque da Juventus foi espectacular e não saiu do estádio, enquanto não tivemos autorização para vir embora. Sempre a cantar e a saudar-nos. Achei o máximo. De volta ao aeroporto, foi a desgraça total, no Free Shop. Tipo arrastão! A polícia italiana facilita e é diplomata, mas é mestra na forma como lida com as claques e, por isso, tinha montado um esquema com polícias à paisana, de tal maneira que apanharam cinco ou seis, em flagrante. Mandaram os outros para dentro do avião e eu fiquei ali a tentar resolver mais uma confusão. Disse-lhes que pagava o que eles tinham roubado, para que os libertassem.- "E o que os outros roubaram? Vocês exageraram um bocado!... Vão ter de ficar aqui detidos e, amanhã, alguém vai ter que lhes que pagar a viagem para eles regressarem para Portugal".Voltei a insistir que pagava, mas eles não aceitaram. Quiseram castigar aqueles cinco que apanharam. Fiquei com eles até à última, mas não pude fazer mais nada, se não dar-lhes algum dinheiro para eles se safarem até ao outro dia. Só puderam regressar no dia seguinte às 18 horas, já que era o único voo para o Porto e a família teve que lhes pagar cá a viagem, cerca de quarenta contos para eles regressarem. A brincadeira ficou-lhes cara.

RINGUE NO AVIÃO
Regressámos para o Porto e a viagem foi a mesma palhaçada, com tudo a fumar ganza. Houve, porém, uma situação engraçada com três ciganos da claque do Bairro S. João de Deus. O Toneca, o Matreco e o Isidro são muito medrosos e têm medo de andar de avião. Como era a primeira vez que tinham andado de avião, sempre que o avião levantava e aterrava e, mesmo durante a viagem, eles iam muito quietos. Parecia que iam colados ao banco.- "Ai Macaco, a minha mulher disse que tinha sonhado que o avião ia cair."- "Não vai cair nada. Ela só disse isso para tu não vires", comecei a gozar com eles.Como sempre, tinha de haver confusão e o Tiago Preto e o Xuxa, da Ribeira, pegaram-se. Quando dou fé, tinham feito um ringue, no meio do avião, com tudo à rodinha e eles mesmo à porrada a atirarem-se um ao outro, contra as janelas. O avião começou a abanar por todo o lado e os ciganos entraram em pânico.- "Aí! Ó Macaco anda aqui, que a minha mulher sonhou que isto ia cair".-"Ouçam lá… vocês são malucos, ou quê? Podem causar aqui um acidente…". Tentei acalmá-los porque a bulha era mesmo séria.O resto da viagem decorreu, normalmente, até à saída. Contudo, quando aterrámos, o Corpo de Intervenção estava à nossa espera para que o SEF nos revistasse, porque tinham desaparecido os coletes salva-vidas do avião!"
 
por Jota às 11:47 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Maio 23, 2007
Irra, que este gajedo chateia-me
Tenho por João Miguel Tavares o respeito devido aos poetas latrinários, aos quais foi dito, quando pequeninos, que o jornalismo era o meio ideal para mudar o mundo e que o respeito, no dito, era conseguido recorrendo a óculos de massa, cabelo à betinho e barbicha à Ernesto.
Acontece, porém, que JMT enveredou (ou foi enveredado) pelo caminho da crónica, uma forma ligeiramente diferente de jornalismo, mormente cá no burgo, onde é usada como arma de arremesso (fraquinha) das mais diversas opiniões, fundamentadas ou não. Ora, a mim sempre me disseram que as opiniões eram como aquele pequeno orifício localizado ao fundo das costas, vulgo olho do cú. Todos têm um, mas cada um o usa da forma que bem entende.

Foi dando azo à sua analidade que JMF escreveu um artigo sobre o Chelsea e sobre o futebol do Chelsea. O mesmo é dizer, escrevendo um artigo sobre Mourinho e sobre a qualidade (neste caso, falta dela) do futebol ausente de espectáculo praticado pelos blues. O argumento é simples: Mourinho é um treinador ganhador, mas não dá espectáculo. Ora, se Abramovich quisesse um treinador ganhador, manteria Mourinho sem qualquer problema. Mas, na opinião de JMT, o russo quer um treinador espectáculo, porque se quisesse ganhar, nomeadamente dinheiro, comprava mais poços de petróleo. Argumento à prova de bala. Bom treinador é o Jesualdo Ferreira, o Manuel José, o Jorge Jesus. Ou, a nível internacional, o Rafa Benítez, o Arséne Wenger, o Domenech. Nenhum ganha seja o que for (o Liverpool ganhou a Liga dos Campeões há dois ou três anos graças a uma conjugação da Santíssima Trindade com a natural inépcia de Ancelloti). Mas dão futebol espectáculo. Futebol de ataque, poderoso. Têm todos grandes estrelas, jogadores maravilhosos, fantasistas, mas cada um deles dava o testículo direito para ter um Lampard ou um Drogba. Que, diga-se, são os dois produtos da era Mourinho. Frank já era bom, mas agora é soberbo. Didier estava perdido no Marselha e os petrorublos foram lá buscá-lo. Na altura, disse-se, era um absurdo pagar 35 milhões de euros por um desconhecido. Hoje em dia, falamos só de um dos melhores avançados do mundo inteiro.

Apesar de tudo, entende JMT que Roman tem dúvidas sobre a manutenção do português, dado que, apesar dos seus seis títulos, as prestações na Liga dos Campeões têm sido "falhanços" e o dinheiro gasto a comprar jogadores de prestação "mais do que duvidosa" são razão suficiente para retirar de lá o português e escolher alguém mais... espectacular. Porque o "bom futebol", diz JMT do alto do seu cativo de segundo anel (sim, porque este gajo não é do Benfica de certeza), "é muito mais do que pressão alta e correrias". O que é, JMT não diz. Mas concordemos, fazendo a devida vénia, mas não sem discutir alguns elementos. É certo que Mourinho tem falhado a final da Liga dos Campeões, este ano mais por culpa própria do que por azar ou inevitabilidade. Também é certo que Mourinho gastou muito dinheiro a contratar vários jogadores. Se vários eram de qualidade duvidosa, tenho dúvidas. Mas há um outro nó na ponta desta corda que importa não escamotear, coisa que JMT, como bom cronista, fez. Se Mourinho gasta tanto dinheiro, é porque Abramovich o tem, está disposto a gastá-lo e porque os outros clubes triplicam o preço dos seus jogadores sempre que ouvem, do outro lado da linha, a palavra "Chelsea".

O grande problema, no entender deste "cronista", é que Mourinho ofusca o Chelsea. Porquê? Porque o Chelsea, apesar dos milhões do petróleo, não tem "uns Ronaldos, um Messi, ou até mesmo um Deco". O que determina que, na estratosfera blue, tudo gire em torno da "distinta pessoa" de José. E é por isso que o seu cão é mais importante do que o Chelsea em si. É irrelevante para a questão que Ronaldo - seja o gordo, seja o "dinho" - são jogadores, por esta altura, acomodados e problemáticos. Tal como Deco. Mais: primam pela irregularidade e pelo vedetismo, características que Mourinho, muitíssimo bem, não suporta. Além disso, escapa a JMT, certamente por ter faltado às já aqui referenciadas aulas de "Direito para Tótós" que uma compra e venda é um negócio bilateral, ou seja, para alguém poder comprar tem de existir outro alguém disposto a vender. O que não é o caso do Barcelona em relação a Messi. Pelo menos, por um preço dito razoável.

E Abramovich, além de tudo, não perdeu a costela russa. A demonstrá-lo está a insistência absurda na contratação do amigo Shevchenko e o balúrdio gasto num jogador que não faz a diferença. Porquê? Porque Roman queria, tal como JMT, futebol-espectáculo, com o prejuízo que isso causou ao Chelsea durante a época inteira. Mas isso é irrelevante, porque o que interessa é dizer que os jogos do Chelsea são chatos e que Mourinho, apesar de ter ganho tudo o que havia para ganhar, é um tótó arrogante que não gosta do futebol em si, mas de ganhar. Bolas para ele! Seria muito melhor que perdesse o seu tempo a ler crónicas dum gajo que não percebe "um corno" de futebol e que acha que o método de José é demasiado ambicioso.

No fundo, no fundo, apesar dos seus óculos de massa e da sua barbicha à Ernesto, JMT demonstra ser um português como todos os outros: invejoso, pequenino e pouco profissional, já que se presta a dar opiniões sobre assuntos que não domina. Nem por uma linha de texto.


Nota de edição - pelos vistos, eu próprio não li suficientemente o livro de "Direito para Tótós" o que, conjugado com o facto de ter estado com pouca atenção às aulas de Teoria Geral do Direito Civil, me levou a escrever sobre um assunto que, apesar de dever conhecer, desconhecia. Parece que a submersão no texto de JMT foi de tal modo profunda que acabei por fazer exactamente o mesmo que ele. Aos leitores, as minhas desculpas. Aos juristas, o meu manguito - Antunes Varela, tu sabes quem és.
 
por JAS às 10:46 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Maio 22, 2007
Noção do Ridículo
«A minha prioridade é ficar no Benfica» (Derlei).
E uma das grandes prioridades dos adeptos é verem-te pelas costas, rapidamente... Ah, e leva o triste do Moretto também.
 
por Mavs às 01:02 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Maio 21, 2007
A Fechar
O Benfica fez ontem o último (felizmente) jogo de uma época absolutamente miserável. Guardo um comentário mais profundo sobre esta afirmação para um texto posterior, restringido-me, por agora, ao jogo de ontem.
Sem as principais figuras da equipa (Simão, Petit e Luisão), jogámos talvez a pensar nesses importantes jogos – os tais que podem dar crédito às afirmações do Engenheiro de que "a época foi claramente positiva" - que vamos realizar na digressão aos E.U.A. Ainda assim, houve dois ou três jogadores que tentaram, pelo menos, não aborrecer os 50 mil espectadores que vieram despedir-se do Miccoli, do Luisão e quiçá do Simão - pensando, na sua ingenuidade, estarem na realidade, a despedir-se do Santinhos e do ridículo Derlei. Foi, aliás, precisamente este último que inaugurou o marcador, fazendo com que a minha aposta (de que não conseguiria marcar um único golo em toda uma meia temporada) fosse ao "ar". De facto, marcando tantos golo(s) como o Marcel, a sua continuidade deve estar assegurada para o Presidente cumprir a sua promessa da Equipa Maravilha.
Após o golo, entrámos no ritmo que tem pautado as últimas (15 ou 16) exibições da nossa equipa: um "deixar ir" aborrecido e sem qualidade. Aproveitando-se deste facto, a Académica foi-se chegando à frente permitindo assim que o Quim começasse a fazer algumas boas defesas. De resto, mais do mesmo: recuar no terreno e passar a bola ao Mantorras para da única vez (das 20) que não foi apanhado em fora-de-jogo, marcar o golo da tranquilidade.

Classificações:
Quim – 7 (Não Fez dos melhores jogos da época)
Nélson – 4 (Ainda lhe dou a próxima época para ver se volta a ser o mesmo jogador quando cá chegou)
Anderson - 4 (Parece que felizmente já contratámos o seu substituto.)
David Luíz – 6 (Alterna excelentes cortes com falhanços comprometedores.)
Léo – 6 (O que será preciso para renovar com ele?)
Katsouranis – 6 (Já há muito que não fazia um jogo tão bom)
Karagounis – 7 (Sempre dos mais inconformados. Será uma enorme perda se sair.)
Rui Costa – 6 (Não sabe jogar mal, mas já jogou melhor do que tem jogado ultimamente.)
Paulo Jorge – 1 (Péssimo jogador.)
Derlei - 4 (E aí está, um golo! Já te podes ir embora!)
Miccoli – 6 (Comprem-no!)
Mantorras - 6 (É pena ser tão pouco inteligente (além de estar coxo) porque, em termos de finalização, é dos melhores do campeonato)
Manu – 4 (Não tão mau como o Paulo Jorge. Mas isto não é um elogio.)
João Coimbra - … (A acabar a época como começou e como sempre foi utilizado: a jogar os últimos 2 minutos de jogo)


Melhor em Campo: Karagounis
Árbitro: João Ferreira (Setúbal) – 3 (um péssimo árbitro.)
 
por Mavs às 22:17 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Pegava melhor com esta cara...

"Não conquistar títulos nunca é bom, mas daí a chamar negativa à época vai um grande passo que não dou. Há um aspecto negativo, que é não conquistar troféus, mas fizemos muita coisa positiva depois dessa falsa partida que nos custou 11 pontos... A responsabilidade é de todos, mas o principal responsável sou eu. Há que planificar bem a próxima época, encontrar um plantel equilibrado em termos de quantidade e qualidade, que permita sentarmo-nos em três cadeiras e vencer"
Fernando Santos, in A Bola
 
por Jota às 21:48 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Ao cuidado de Vitor Serpa
Sempre gostei de advérbios. Quem lê, aliás, o que costumo por aqui escrever, estará mais do que ciente desta predilecção por este elemento gramatical habitualmente encontrado na língua portuguesa. É esta paixão assolapada pela coisa que gera em mim grande preocupação com a sua utilização. A língua, infelizmente, é um bem público não abrangido pela punição prevista num simpático artigo do Código Penal para quem danifique ou destrua elementos. Urge alterar esta situação.

Todavia, enquanto a coisa não muda, foi-me dado a entender por mim mesmo que é meu dever e obrigação (que cumpro com o sorriso de quem acabou de dar uma estratosférica "pantufada" nos planetas do Ronaldo) corrigir as bifurcações habituais nas línguas viperinas de algum do nosso plumitivo. Nomeadamente (cá está ele!), do afecto ao FC Porto.

Foi com nenhum espanto que li as inúmeras manifestações de júbilo pela vitória do FC Porto. É uma tendência natural dos nossos jornalistas, sobretudo dos empregados da TSF que se dizem comentadores desportivos. Se o FC Porto não é campeão, a ordem do Cosmos não está correcta, o que implica a submersão do Globo numa eterna chuva de meteoritos. Dado que a Ordem permaneceu calma, devido a esta "merecida", "justa" e "incontestável" vitória do FC Porto, os nossos delicados jornalistas e seus respectivos editores resolveram prestar um tributo à equipa nortenha, sob pena de, caso não o fizessem, terem de dar o fundo das costas para remissão desse pecado capital. Deus, que não existe mas que se existisse seria do Benfica, castiga.

O problema, claro, está na interpretação da palavra divina. E na interpretação do seu autor. A diferença está nos detalhes. Deus não foi arguido no âmbito do Apito Dourado (embora, segundo reza a crónica, também fizesse aparecer muita frutinha - a minha interpretação bíblica de comida, naturalmente - e andasse sempre lado a lado com uma prostituta - que era, certamente, um estafermo peludo e não a Mónica Bellucci, como esse simpático senhor com tendências anti-semitas gostou de vender no seu fantástico filme sobre a vida de Cristo). Ai não? questionam, espantados, os Homúnculos. Não. Porque Deus, apesar de não ter uma face cientificamente determinada, não só não era careca, como também falava aramaico, por oposição a esse português-do-Brasil-sem-sotaque, repleto de V's e B's, que tantas vezes se lhe assemelha, tal é a impossibilidade de compreensão dos ouvintes.

Por causa dessa eterna confusão entre os nossos licenciados em comunicação e cultura, é escrito em A Bola que Anderson sofreu uma entrada violentíssima de Katsouranis, que passou "inacreditavelmente impune". Ora, cá está o problema do advérbio. E da palavra que se lhe segue. Se me é permitida a analogia, a colocação de um adjectivo antes do substantivo geralmente visa conferir um carácter subjectivo. Também me parece ser esse o caso com este advérbio. Há aqui uma subjectivização da impunidade, exercício, em meu entender, assaz complexo para alguém com a capacidade cerebral de um protozoário. O que permite, desde logo, entender várias coisas. Primeiro, que um jornalista, ser, por obrigação, imparcial, não o é. Depois, que a notícia não o él e não transmite factos, o que demonstra que o trabalho foi mal feito, já que, não assumindo o formato de crónica, se dá uma opinião directa num artigo. Terceiro e último, que o referido "escritor" do artigo se entristeceu com a nomeação de outro árbitro que não Olegário Benquerença para este Benfica - Porto, o que redundou na tal da "impunidade". Ora, parecem-me estes motivos mais do que suficientes para uma repreensão escrita.

Mas, como o meu objectivo é exortar a outro resultado do processo disciplinar, podemos juntar-lhe uma incongruência histórica que, a meu ver, desprestigia o nome desse maravilhoso jornal - adejctivo marcadamente subjectivo - que é A Bola. O simpático amigo que descreve a tal da impunidade é o mesmo que, impunemente, designa Anderson como o novo "rei-sol" (sic). Ora, eu não sei onde é que este senhor aprendeu História, mas quem ma ensinou a mim teve o cuidado de me explicar que Luis XIV não era preto, não usava tranças e, apesar de se expressar numa língua deveras desagradável, em nada se comparava a este português-apalhaçado dos nossos "irmãos" Decos. Além disso, quem me ensinou português, também me disse que os cognomes devem ser escritos em maiúsculas, o que deveria ser do conhecimento de alguém que tem por profissão a transmissão de nutícias - tal o ridículo - "escritas".

A sublimação continua com a "fantasia enormíssima", jorrando "abundantemente, ininterruptamente" de alguém que volta a ser melhor que o Pelé, mas que não é o Deco. É o tal do rei-sol na sua variante luso-terceiro-mundista, "regressado a tempo", qual D. Sebastião (que para este senhor também devia ser negro, tocar tambor e vestir leopardos), de "liderar entusiasmadamente e entusiasticamente" - neste momento, o caro amigo estava já perigosamente perto do seu climax gay - "o rolo compressor portista".

Apesar de ainda não ter terminado a matéria sobre despedimento, creio que a masturbação, nas suas variantes física e mental, durante o expediente, no local de trabalho e em simultâneo com o manuseamento de material da empresa é um motivo mais do que suficiente para justa causa. Não vos parece?
 
por JAS às 13:36 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Maio 20, 2007
Taça de Inglaterra
Ontem, Mourinho completou o ramalhete de conquistas em Inglaterra, ao conquistar a Taça de Inglaterra. Ainda que no final tenha corrido para os balneários (ao jeito do que aconteceu quando ganhou a Liga dos Campeões pelo Porto...), o "Special One" vem garantir a importância desta medalha, ao garantir que esta não vai "mandar fora".
Em termos de jogo, foi surpreendemente chato e aborrecido, ao nível da esmagadora maioria dos jogos da nossa Liga, safando-se só pela jogada brutal que dá origem ao golo de Drogba. Aliás, neste hogo deu para vislumbrar o antigo Chelsea, a jogar de bola no pé, sem apoiar demasiado o seu jogo em lançamentos directos, ou cruzamentos para a cabeça do costa-marfinense; no que toca a casos, Ronaldo vem falar sobre pressões do Chelsea ao árbitro, que a vitória dos blues não é justa e está ferida de legalidade, devido à invalidação de um "golo limpo" ao Manchester. A jogada pode ser resumida ao seguinte: Giggs vai de carrinho contra Cech, empurrando-o para dentro da baliza; antes do contacto, o guarda-redes está completamente fora da baliza... Isto não é golo, é falta!
Vejam o vídeo, e tirem as vossas conclusões:

 
por Jota às 14:47 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Maio 19, 2007
Mentira Desportiva
Após o apito final do jogo no Dragão, proponho que analisemos a performance do Aves à luz deste link. Porque este tipo de "abordagem ao jogo" só pode significar uma de duas coisas:

  • ou o Aves já tem a manutenção assegurada, por meios menos lícitos;
  • ou o prof. Neca terá um tacho algures na Torre das Antas

  • A sério, depois da nomeação de Olegário, só faltava mesmo isto para se confirmar que o caldo já está cozinhado...
     
    por Jota às 12:30 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
    Sexta-feira, Maio 18, 2007
    Pedaço de História
    Através do blog do próprio, descobri o relatório Boronha, acerca do flop que foi a participação de Portugal no Mundial de 2002. Lembro-me perfeitamente de estar num jardim, com a pessoa que namorava na altura, a ouvir o relato do jogo com os coreanos... Para ser sincero, nunca o tinha lido, e só me lembrava dele por ter 69 pontos.

    Depois o ter lido de fio a pavio, aconselho a sua leitura.
    Não trará, certamente, qualquer tipo de surpresas a todos os que são espectadores atentos do que se passa no nosso futebol, mas ainda assim confirma, através da vivência de um alto dirigente da FPF, a falta de frontalidade de Gilberto Madaíl. Gostei particularmente da frase "...tentou sempre a postura da rolha – à tona de água, a qualquer custo...".
     
    por Jota às 23:17 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
    Quinta-feira, Maio 17, 2007
    Transcrevendo Deus
    "...Uma vez que aqueles polícias não tinham capacidade para analisar os documentos do bicho e só me falavam que o tinham de levar para entrar em quarentena, propus-me a no dia seguinte apresentar toda a papelada relacionada com a sua legalização.
    Diziam-me que não, que tinham de levar o cão, eu dizia-lhes que não, que me levassem a mim, mas não chegámos a nenhum consenso.

    Disse aos polícias para esperarem um pouco, entrei em casa, onde os meus filhos não paravam de chorar, mandei o bicho para Saint-Tropez e regressei 15 minutos mais tarde... pela porta da frente.
    Qual foi a reacção dos polícias quando me viram? Perguntaram-me onde é que tinha ido, e a minha resposta foi: Eu? Eu sou o homem invísivel!

    Obviamente, entornou-se o caldo. Acusando-me de obstrução às autoridades, fui levado para a esquadra..."

    José Mourinho, in A Bola, de hoje
     
    por Jota às 22:14 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
    Quarta-feira, Maio 16, 2007
    Nova equivalência
    Apartir deste momento, prenda = Olegário Benquerença.
    Vergonhoso!
     
    por Jota às 09:16 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
    Terça-feira, Maio 15, 2007
    Quem compra 1 leva... (pelo menos) 11
    AEK quer «agarrar» Manduca por três épocas Como prémio de aquisição, o AEK receberá também, grátis, o Marcel, o Beto, o Paulo Jorge, o Manu, o Marco Ferreira, o Anderson, o Moretto, o Miguelito, os que ainda estão contratualmente ligados ao Benfica, fruto do chamado "autocarro do Alverca" como o Artur Futre, o Rodolfo Lima, etc. Ah, e já agora também o Fernando Santos, o departamento médico, os preparadores físicos, os fisioterapeutas, os dirigentes e... o Presidente!
     
    por Mavs às 01:53 | Link | 10 tragédia(s) escrita(s)
    Segunda-feira, Maio 14, 2007
    Conversa de Messenger
    Jota says:
    Benfiquisticamente falando, estávamos lixados se ganhássemos o campeonato... Porque assim tínhamos, de certeza, que aturar o Fanã

    JAS says:
    Pois...
    é isso que eu ando a dizer
    Mas sabes, acho que vamos ter de levar com ele de qualquer forma

    Jota says:
    mas, com a besta que temos como presidente, ele vai lá ficar na mm
    por isso o título era como um prémio para a nossa perseverança, em aturar tamanhas cavalgaduras

    JAS says:
    Indeed


    Somos benfiquistas práticos, ou não? :)
     
    por Jota às 23:22 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
    Mata-Bicho
    É só para avisar que o Porto vai massacrar o Aves, o Sporting o Belenenses e que o Benfica se vai ver à rasquinha para ganhar à Académica, provavelmente com um golo de Micolli, a próxima contratação do FC Porto.

    Para evitar desilusões...
     
    por JAS às 22:31 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
    Miccoli
    Quando uma equipa (ainda para mais, "o" Benfica) não tem qualquer objectivo por que lutar, faz finais de época penosos. Ontem, contra o Setúbal (recordando, é só o último classificado), pura e simplesmente decidimos que não valia a pena estar para ali a correr: o golo poderia surgir mais tarde ou mais cedo e, se nem sequer surgisse, também não haveria problemas. De facto, com excepção de dois ou três jogadores, o "onze" de ontem foi composto por jogadores que, realisticamente, não têm qualidade para vestir a camisola de um clube centenário, que é só o maior clube do mundo e um dos mais curriculados de sempre.
    Como qualidade também é algo que não existe propriamente em Setúbal, o jogo assemelhou-se a um encontro de miúdos que decidiram fazer um joguito num estádio deserto. Se o Luís Filipe Vieira não fosse, ele próprio, um dos grandes responsáveis deste autêntico descalabro, consideraria que até tinha razão na sua exigência de maior profissionalismo de toda a estrutura do clube.
    Como aquela exibição não merece mais comentários vou só finalizar com uma opinião que é (só pode ser, mesmo para aqueles que se acham mais benfiquistas, mesmo não indo ao Estádio ou não sendo sequer sócios, do que outros só porque não assobiam cepos vestidos de encarnado) generalizada entre os benfiquistas: a titularidade do Derlei é um insulto aos adeptos e, nas doutas e sábias palavras do nosso presidente, um insulto à própria "instituição".

    Classificações:
    Quim – 5 (Não é nem nunca será um guarda-redes carismático. Defende o possível mas não sabe impor-se na área nem fazer uma reposição que origine um contra-ataque.)
    Nélson – 3 (Irrita na medida em que tem talento mas não joga absolutamente nada.)
    Anderson - 3 (A dispensar rapidamente.)
    David Luíz – 5 (Assume-se como um bom... suplente para a próxima época. Apesar de ter inequivoco talento, por vezes é "comido" de forma semelhante ao Anderson.)
    Léo – 5 (Desde a ausência do Luisão tem sido sistematicamente o melhor da defesa.)
    Petit – 6 (Seja contra quem for, é de todos, o que mais se esforça em campo.)
    Katsouranis – 4 (Lento e parado.)
    Karagounis – 5 (Não tem sido tão decisivo como já foi.)
    Rui Costa – 6 (Aos 35 anos, juntamente com o Petit, é o que mais dá em campo. Mas as coisas não lhe têm saído na perfeição...)
    Derlei - 0 (Pode ser que consiga algo neste Benfica (e não, tenham calma que não estou a falar de um golo!): ser considerado o pior jogador de sempre a vestir a nossa camisola. Neste momento, já estará à frente do Michael Thomas. Tem mais um jogo para se ridicularizar... )
    Miccoli – 7 (Nem o quero imaginar com uma camisola azul vestida. Será algo que nunca perdoarei a Vieiras e companhias.)
    Mantorras - 5 (Será que não poderá jogar mais do que 20 minutos?)
    Paulo Jorge – 3 (Um ou dois passes.)
    João Coimbra - 2 (Voltou à sua média de utilização normal: 5 minutos. Ainda deu para perder umas quantas bolas.)


    Melhor em Campo: Miccoli
    Árbitro: Jorge Sousa (Porto) - 6
     
    por Mavs às 20:07 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
    Domingo, Maio 13, 2007
    Perdoai-lhe Senhor, ele não sabe o que diz
     
    por Jota às 23:32 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
    Última jornada
    Recorrendo a um chavão utilizado para definir o português, "fica tudo para a última". Aliás, para ser honesto, nem sabia como reagir quando o Paços marcou o golo; se não quero que o Porto leve o caneco, também não gostava que os nossos vizinhos verdes o ganhassem.
    É que ninguém os aguenta! Se quando estão a seco, vêm com a mania do "clube diferente", quando ganham tornam-se ainda mais insuportáveis.


    A 2 pontos do Porto, e a 1 do Sporting, só nos resta rezar. E que melhor dia para começar do que um 13 de Maio?


    E já agora, alguém reparou no emblema do Aves?


    Força, Prof. Neca!
     
    por Jota às 22:56 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
    Um ano volvido
    Celebramos hoje um ano de escrita.
    A todos aqueles que nos visitaram e leram, o nosso obrigado.
     
    por Jota às 22:34 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
    Quinta-feira, Maio 10, 2007
    Conta-me como realmente é
    Segundo consta por aí (ou, em termos jornalísticos, de acordo com "fontes próximas do clube da Luz"), a razão para a gravidade repentina da lesão do Simão deve-se ao facto de já estar vendido e o clube que o comprou querer tê-lo em bom estado. E é tudo. Engraçado, não é? Sobretudo porque nenhum jornal se apercebeu ainda disto.

    E depois dizem-se jornalistas. Irra.
     
    por JAS às 21:43 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
    Quarta-feira, Maio 09, 2007
    Letra que Quaresma bem tenta fazer...
     
    por Jota às 22:29 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
    Este é grandinho...
    Tenho por hábito dizer que o 25 de Abril foi o dia em que os carneiros saíram da cerca. O problema com esta saída repentina foi que, apesar da verdura da relva para lá das limitações físicas da madeira (ou do arame - como preferirem), os carneiros continuaram carneiros e a sua capacidade para gerar pensamento crítico continuou bloqueada por uma questão natural. Os homens não podem ter filhos e os carneiros não geram pensamento crítico. É a natureza no seu estado elementar.

    Lembrei-me desta introdução ao ler o editorial de hoje do Diário de Notícias (DN). Nele, o senhor editor disserta (o que não consagra, necessariamente, uma capacidade crítica, mas uma mera enunciação de pensamentos abstractos) sobre a incapacidade latente das forças policiais de passarem informações à opinião pública sobre o problema com a menina inglesa. Como argumentos, o senhor editor diz que os ingleses estão habituados a que “a competência da investigação seja acompanhada de profissionalismo na sua comunicação”. Se eu quisesse ser mauzinho, diria que os ingleses também estão habituados a deixar os filhos no quarto, sozinhos, enquanto vão jantar a um restaurante. Mas não é essa a questão.

    Continua o senhor editor, sustentando que “os jornalistas, cuja função é responder ao interesse do público, vão tentar obter a informação que a PJ lhes nega”, originando assim “boatos e hipóteses tornadas factos”. Ora, é notória a culpa da PJ nesta situação. Os jornalistas, naturalmente, tentarão apenas obter a informação, já que o público, sem estas mentes iluminadas, é incapaz de raciocinar. Ou de obter informações. Ou, sequer, de pensar sobre os assuntos. A PJ é que publica os boatos. E os factos. Não são os jornalistas que depois não os verificam. Longe disso.

    O senhor editor continua, ad eternum e, diria eu, ad enfadonhum, alegando que isto dá uma péssima imagem de Portugal. Todavia, os jornais ingleses (e por jornais não entendo a versão inglesa do “Sol” e companhia) têm sido extremamente coerentes, respeitando a investigação e a forma de actuar da Polícia portuguesa. Onde está, então, essa péssima imagem? Em que jornal é que surgiu tal notícia? Eu percebo que um editorial seja uma crónica assinada pelo editor, mas era boa ideia que os editores, depois de alcançarem estes lugares cimeiros, recordassem o que aprenderam enquanto jornalistas. As informações têm de ser sustentadas por factos e é boa ideia que esses factos sejam verdade. Sob pena de as pessoas perderem a confiança nos tais meios de comunicação.

    Adiante. Depois desta longa demonstração da notória incapacidade do senhor editor para, do alto da sua posição cimeira (passe a redundância), transmitir factos em relação a um assunto que não é do seu domínio, a propinquidade continua. E, desta vez, mete ao barulho o director clínico do Benfica. “Ufa”, pensaram os leitores, “este gajo nunca mais se despachava”.

    Começa brilhantemente o parágrafo o senhor editor. Vai tratar-se aqui doutro caso em que é notória a importância e a necessidade da comunicação. Falada? Escrita? Balida? Não diz. Aguardei. Esse caso, escreve ele, reporta-se ao senhor João Paulo Almeida, que “veio explicar, sem se incomodar sequer em pedir desculpa, que tinha mentido à opinião pública no caso de um problema físico do jogador Simão” por considerar que era essa a melhor forma de salvaguardar o interesse do jogador. “Não omitiu”, escreve o senhor editor, visivelmente chocado. “Não ocultou”, continua, agora com emoção. “Pura e simplesmente abusou do público”, finaliza.

    Peço agora um minutos para dotarmos de cor e forma a imagem do público a ser abusado pelo director clínico do Benfica, certamente um homem dotado, para poder abusar de tanta gente em simultâneo. Ou será que não era assim tanta gente? Bom, isso depende. Mas depende do quê? Do quão dramático quiser parecer o senhor editor. Em vez de lhe chamar “gente”, chama-lhe “opinião pública”. Conceito interessante, esse. Indeterminado. Abstracto. Tal como a lei. Por exemplo, a Lei da Imprensa. Que, no seu artigo 3º, determina quais os limites a que devem respeito os que transmitem a informação. Estão na Constituição e na Lei. Que, para os jornalistas de hoje, é tudo a mesma coisa. Diz também que se pretende uma salvaguarda do rigor e da objectividade da informação,bem como a defesa do interesse público. Mas quem é que determina o que é o interesse público? Quem transmite a informação. Conveniente, não é?

    Pensemos na seguinte hipótese hipotética: durante o período de transferências, em que não há jogos de futebol, competições internacionais, um daqueles anos sem mundiais e sem europeus, em que todos aguardam notícias de Inglaterra para saber quantos milhões vai o Chelsea gastar na contratação do próximo jogador, os três diários desportivos, perante a seca noticiosa, resolvem publicar, diariamente, a notícia da contratação de vários jogadores, por suposição, para o Benfica. Hipótese meramente académica, obviamente! Durante dois meses consecutivos o interesse do público, note-se, é saber quais serão as contratações. O Presidente desmente. O clube desmente. Mas os jornais insistem. Eles é que sabem. E ai do clube que ouse pedir-lhes para deixarem de publicar tais, vá lá, verdades por confirmar. Cai, de imediato, o Carmo e a Trindade, sob acusações histéricas de tentativas de censura e referências ousadas ao dia em que os carneiros saíram da cerca, vulgarmente conhecido por 25 de Abril.

    Não interessa que o clube seja prejudicado por estas notícias. É uma figura pública (não em termos juridicos) e, como tal, tem direito a ver qualquer tipo de imbecilidade publicada nas páginas dos jornais. Pergunto eu: se os jornalistas têm direito a proteger as suas fontes, quem é que assegura que as suas fontes existem? Quem é que me diz que a “fonte próxima do Benfica” não é aquele adepto que aparece nos vídeos do You Tube completamente borracho, incapaz de pronunciar sequer o nome do Maestro? Afinal, ele está próximo do Benfica. Pode ser associado. Enfim, pode até ser uma proximidade geográfica. Da sede, por exemplo. Ou do Estádio.

    Não contesto que o comportamento do departamento médico seja pouco ético. Mas a verdade é que existe um grau de discricionariedade muito grande em relação ao que o médico decide que deve dizer e ao que decide que não deve dizer. Afinal, é abrangido por uma cláusula de segredo entre médico e paciente. Se o paciente, como foi noticiado, pede ao médico que minta, é o médico que deve decidir o que dizer, não as fontes noticiosas. E se os jornais podem publicar notícias que, coitadinhos, lhes são fornecidas por, por exemplo, criancinhas da Casa Pia, eles publicam. Arruinar a reputação de pessoas? O que é isso?! O interesse público (e, enfim, essa coisa irrelevante que é o lucro) está acima de qualquer direito. Sobretudo quando se tratam de figuras públicas, às quais é dada a honra, a honra! de ver escamoteada a sua vida privada em público.

    Por que o que se constata da maior parte do jornalismo em Portugal é uma clara incompetência de quem escreve (aliás, mais não poderiam ser as péssimas referências feitas por vários professores de Direito à forma como os jornalistas escangalham por completo todo e qualquer conceito jurídico) e um abuso inaceitável de determinados poderes que, infelizmente, lhes são conferidos por lei.

    Se o editor do DN pretende falar de credibilidade, comece por enunciar os factos relativos às notícias que comenta, sob pena de ser visto como um “treinador de bancada”. E que transmita as duas versões dos acontecimentos, em nome da necessidade de informar o público necessitado. Se é verdade que o comportamento do director clínico do Benfica é incorrecto, mil vezes o é o de todos os jornais desportivos que, quais aves de rapina, se debruçam sobre os clubes para deles poderem retirar tudo aquilo que lhes for favorável, mesmo que isso implique qualquer tipo de prejuízo. Não que uma acção justifique a outra. Mas alturas há em que se torna impossível compactuar com este tipo de actuação, sendo qualquer profissional forçado a contar uma verdade alternativa por forma a não ser claramente prejudicado por isso. No futebol sobretudo, dada a fortíssima componente anímica que o enforma.

    Termina o senhor editor com uma série de perguntas fundamentais (como é típico de todos estes filósofos da comunicação que, em vez de darem o peixe ao público, preferem ensiná-lo a pescar – infelizmente, com caçadeiras): com que cara é que João Paulo Almeida pode continuar a falar em público? A resposta é, com a dele, o tal que, de tão dotado, consegue abusar de todo o público de uma só vez. Como quer, a partir de agora, que a sociedade lhe dê crédito? Simples. Ou ele se está nas tintas para a sociedade, que é composta, neste caso (ah, a inexactidão conceptual do jornalismo – que maravilha!), pelos ofendidos jornalistas – pausa para as lágrimas necessárias – e continua a ganhar dinheiro “à fartazana” com o Benfica e consultórios, ou liga à sociedade a desculpar-se e contrata rapidamente um advogado para se processar a si próprio. E a seguir consulta um padre para expurgar os seus pecados de sarraceno. Escolha difícil, uh? E o Benfica, ratifica este comportamento? Lá está o conceito legal a ser vilipendiado pelo comunicador. Ratifica? Mas podem ratificar-se comportamentos? Bom,alguém andou claramente a faltar às aulas de “Direito para tótós” para andar a fazer sabe lá Deus (mais um conceito indeterminado!) o quê, sabe lá Deus onde!

    Estes editores de hoje em dia...
     
    por JAS às 13:56 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
    Terça-feira, Maio 08, 2007
    Palavras Simpáticas

    Para além dos elogios de circunstância que ficam sempre bem, Koeman, parece-me, põe o dedo na ferida no que nos falta para dar o "salto". Não diz nada de novo, mas sempre é mais um a afirmá-lo.
     
    por Jota às 21:20 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
    Segunda-feira, Maio 07, 2007
    Outch!
    Nesta agressão grosseira, o defesa do City não fez jus ao seu nome: Michael Ball parece não as ter no sítio, ao pisar um colega de profissão quando este está no chão.
    Para mais, foi este tipo que fez o penalty (também sobre Ronaldo), de que resultou o único golo do jogo.


     
    por Jota às 23:07 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
    Petição Invulgar
    Esta não é a favor da despenalização do aborto, contra a lei do fumo, ou para correr com Fernando Santos do Benfica (esta ideia não é má, contudo).
    Um adepto sportinguista lançou a seguinte petição, em jeito de promessa: se o Paços de Ferreira ganhar ao FC Porto e o Sporting se torne campeão nacional, passarão a comprar os seus móveis em Paços de Ferreira, renunciando à comodidade do IKEA...

    Lá vai o Porto ter de distribuir mais fruta, e meias de leite...

    Actualização: A resposta dos adeptos do Porto: Se a Académica tirar pontos ao Sporting, os filhos dos subscritores vão estudar apenas e só para Coimbra...
     
    por Jota às 10:51 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
    Domingo, Maio 06, 2007
    Uma Seca
    Foi mais um jogo em que o Benfica devia ter pago aos seus adeptos para irem assistir. Estamnos, de facto, a jogar um futebol absolutamente miserável, um futebol sem chama e do "deixa andar". Ainda por cima, como marcámos logo um golo nos minutos iniciais (após uma grande jogada do Miccoli), limitámo-nos a fazer uns passes para trás, a perder umas bolas e a recuperar outras. Desta vez, a "infelicidade" de que Fernando Santos tanto gosta de falar não existiu: infelizes infelizes foram aqueles que tiveram de ver uma exibição tão previsível daquelas.
    Na segunda parte, limitámo-nos a manter o mesmo ritmo. Os assobios assentuavam-se e, como já se esperava, a Naval lá empatou. Não percebi é se o golo dos figueirenses serviu para despertar ou não o Santos da sua perpétua letargia. Mas quando os lenços (e lençóis) brancos já estavam por todo o lado, o Miccoli "saca" um golo após uma rotação à meia-volta perfeita. Fernando Santos estava, novamente, salvo. Infelizmente.

    Classificações:
    Quim – 6 (Fez uma boa defesa.)
    Nélson – 4 (Continua péssimo)
    Katsouranis – 6 (Corta bolas com grande classe. Não sei é porque é que passámos quase uma volta inteira a levar com o Anderson...)
    David Luíz – 4 (Quando joga prático é quase perfeito. O pior é que, com cada vez mais frequência, tem estado a complicar.)
    Léo – 6 (Só joga bem nas segundas partes.)
    Petit – 7 (Parece que a pubalgia que tem (mais um!) não o impede de estar, literalmente, em todo o lado.)
    Karagounis – 7 (Óptimo complemento do Rui Costa)
    Rui Costa – 6 (Não sabe jogar mal. Mas também não sabe fazer um remate que seja à baliza.)
    Derlei - 0 (Já só dá para rir...)
    Miccoli – 8 (Nem quero imaginar se se for embora. A caminho de ser o melhor marcador do campeonato.)
    Manu – 4 (Primeira parte razoável. Na segunda, quase ao nível do Derlei.)
    Mantorras - 4 (Consegue sempre destabilizar a defesa.)
    João Coimbra - 4 (Entrou bem no jogo mas teve claras culpas no golo da Naval.)
    Paulo Jorge - 2 (Perdeu bolas e fez faltas)

    Melhor em Campo: Miccoli
    Árbitro: João Vilas Boas (Braga) - 7 (Com tudo perdido, já não é preciso andar a roubar...)
     
    por Mavs às 18:35 | Link | 9 tragédia(s) escrita(s)
    Quarta-feira, Maio 02, 2007
    Lotaria da Pubalgia
    Depois de Tiago, Quim, Manuel Fernandes e Nélson, quem é o feliz contemplado com uma pubalgia esta época?
    Se votaram Katsouranis, erraram (não deve faltar muito, mas isso é outra história). Não, é mesmo o nosso número 21, Nuno Gomes.
    Após alguma investigação, só dá para termos duas explicações: ou os nossos jogadores padecem de algum tipo de anomalia (podem lê-las no link), o que me parece manifestamente impossível, ou então, existem erros na coordenação e progressão do treino.

    Tendo em conta que segundo notícia do JN, esta época já 24 jogadores foram tratados pelo departamento médico, com destaque para Rui Costa (parou duas vezes, com uma lesão mal diagnosticada), para Luisão (há cerca de dois meses afastado dos relvados) e Miccoli, inactivo em quatro ocasiões; não esquecendo o caso de Simão que ia jogar o derby, treinou, no dia do jogo foi dado como não apto e no dia seguinte é operado (?!?!?); temos tido também situações estranhas e bizarras, como alguns dos jogadores recorrerem aos serviços do nosso ex-fisioterapeuta António Gaspar, em detrimento de Rudolfo Moura, ou a viagem de Manuel Fernandes a Madrid, sem autorização do clube, para efectuar exames após operação.
    Tais eventos só demonstram e confirmam a falta de confiança no departamento médico do clube.
    Portanto, faço minhas as palavras do Mavs, no seu último post: "Por mim, treinador, departamento médico, fisioterapeutas e preparadores físicos eram todos corridos".

    Assim, talvez possamos chegar a algum lado!
     
    por Jota às 14:15 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
    Terça-feira, Maio 01, 2007
    Um péssimo começo de dia
    Ao ver isto:

     
    por Jota às 14:03 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
    Ricardo "Cotovelo" Costa
    Já que Derlei foi castigado com recurso às imagens televisivas, estamos ansiosamente à espera do que vai decidir a Comissão Disciplinar da Liga, quando assistir a estas filmagens.
    Pelo que li no Vermelhovzky, isto pode ser visto de todas as formas e feitios. Não haver castigo era... estranho! Mas houve tanta coisa naquele jogo que foi estranha...


    Rbosta
    Uploaded by KingSolomon2
     
    por Jota às 13:50 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
    O 22º foi na Aústria
    Num fim-de-semana em que dois ex-técnicos (Koeman e Trap) encarnados se sagram campeões, é de ressalvar o extraordinário currículo construído pelo italiano. Este é o 22º título a entrar no seu palmarés, que é constítuido por 1o títulos de campeão nacional (Juve, Inter, Bayern Munique, Benfica e Salzburg - 4 países diferentes!!), 7 taças nacionais e 5 taças europeias.
    Hoje encontrei no artigo de Paulo Sousa n' A Bola as palavras que sintetizam a ideia que tenho do seu futebol, e que passo a transcrever:

    "O primeiro adjectivo que me vem à cabeça quando penso em Trapattoni é... coerência.
    Não gosto do futebol que incute às suas equipas. Um futebol cauteloso, fechado, assente numa grande consistência defensiva e numa forte transição ofensiva. Abdica da posse de bola e prefere esperar por um golpe fatal. Tal como uma raposa, quando consegue o seu objectivo volta para a toca e fecha-se.
    Mas no futebol existem várias formas de atingir o sucesso e o facto é que Trapattoni consegue alcançá-lo"

    Trap construíu o seu título entre nós com base num grande cinismo e realismo (espremeu aquele plantel até à última gota, conseguindo potenciar jogadores que não eram favoritos à vitória final), e soube aproveitar muito bem o descalabro do Porto pós-Mourinho.

    Gostava que regressasse? Não.
    Mas gostava de poder ter alguém com o seu olho clínico aos comandos da equipa, na próxima época. Algo que, manifestamente, Fernando Santos não tem!
     
    por Jota às 00:06 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)