origem
Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
Acabou o tempo
Janeiro está a terminar, e com ele acaba também a hipótese dos clubes retocarem os seus plantéis. No que nos diz respeito, apreendemos uma valiosa lição: quantidade não é qualidade, pelo que só temos duas entradas.
No papel, retocámos as posições mais necessitadas. Mas, como o mercado de Inverno do ano passado mostrou, não chega ter novos jogadores. É preciso que eles tragam, verdadeiramente, valor acrescentado à equipa, e se afirmem como reforços. E começam aqui as dúvidas.

Derlei tem um passado que fala por si. Mas agora, com mais uns anos em cima das pernas, e 3 meses de paragem, voltado da Rússia, é necessário que mostre os predicados que já o notabilizaram; David Luiz é um caso ainda mais bicudo, pela lesão que tem/teve, pela sua proveniência (2ª Divisão Brasileira?), pela necessidade de adaptação a um futebol mais rápido e táctico (adaptação essa que custou uns bons meses a Luisão), e por uma necessidade premente de não falhar, já que é o único central que resta (isto parece-me cada vez melhor, confesso...).
E continuam visíveis dois pontos: a formação não tem o que necessitamos para "arrumar" a casa, e os jogadores adquiridos no passado, vulgo Amoreirinha e José da Fonte, são cartas fora do baralho que Fernando Santos detém. Assim, qual a justificação de os ter comprado?
Esta é uma guerra que não me importo de continuar a fazer. Ao contrário do JAS, é-me relativamente indiferente se compramos nacional ou estrangeiro. O que interessa são os resultados, e se os jogadores pegam; e contradizendo o Mavs, gostava de ver pelo menos José da Fonte a ter uma hipótese, séria, no plantel.
Não querendo comparar os jogadores, mas apenas as situações, Ricardo Carvalho andou a rodar em Alverca e Setúbal, e não era nem de perto nem de longe o jogador que é hoje; alguém lhe deu uma oportunidade para poder jogar. E o resto é história!

No resto, o Porto foi às compras à América do Sul, e o Sporting a Alcochete; as deslocações habituais, portanto.
 
por Jota às 22:45 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Palavras, acções e negócios
A par da Leonor Pinhão e do... MST (!), as crónicas do Luís Avelãs no Record, são das minhas leituras mais assíduas. A desta semana é, de facto, brilhante. Em 7 parágrafos, Luís Avelãs retrata 7 acontecimentos diferentes que transformam o nosso futebol em mais do que um desporto (e mal jogado, diga-se...): num verdadeiro espectáculo... ridículo.
Dos parágrafos mencionados aqui, não resisto a transcrever estes:

- Jorge Jesus disse que o "fair play é uma treta". (...) Concordo que faz mais sentido serem os árbitros a parar os jogos sempre que considerem existir motivo, mas daí a incentivar os jogadores a prosseguir a partida quando adversários e/ou companheiros pedem assistência vai uma grande distância. Fiquei com a ideia que muitos lances evitáveis só aconteceram devido às palavras de Jesus. Assim, perdeu bela oportunidade de estar calado. E se falhou antes da bola rolar, no final também: atribuiu a Simão a marcação do livre que esteve na origem do golo de Luisão e fez questão de realçar que "os jogadores do Benfica e Sporting se entregaram ao jogo". Convenhamos que não foi brilhante...

- Na véspera, Jesualdo Ferreira - que diz não comentar as arbitragens -, considerou que a sua equipa não ganhou em Leiria porque "não deixaram". Errado. O FC Porto não venceu só por culpa própria: desperdiçou mão cheia de golos de entrada e devido a um acto irreflectido de Quaresma jogou a segunda parte em inferioridade. Foi por isso que perdeu.

- Na Luz, para surpresa geral, o Benfica anunciou a renovação com Manuel Fernandes. Por este andar, findo o empréstimo ao Everton ainda regressa para ser um dos capitães! Perante uma notícia tão inesperada quanto incompreensível só não sei quem teve de "engolir o sapo" maior: se o clube, se o jogador.


E o mais brilhante de todos:

- Em Leiria, Domingos também esteve "em alta". Só lhe faltou chorar por a sua equipa ter derrotado o clube do coração. A desorientação era tanta que, para além de ter abandonado o relvado com cara de quem tinha perdido, ainda protagonizou a rábula de não ter visto o lance da expulsão de Quaresma. Mas, mesmo sem ver, considerou ter sido o único erro do árbitro. Interessante!
 
por Mavs às 21:57 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Janeiro 30, 2007
Reforço Lesionado?
Não colocando em causa o valor do David Luiz, mas esta contratação (a confirmar-se) está destinada à asneira. Um internacional sub-20 brasileiro que não marca presença no Torneio Sul-Americano da categoria, por problemas físicos, não pode nem deve ser equacionado como hipótese.
Caramba, o tipo tem pubalgia! O mesmo que Manuel Fernandes e Tiago tiveram, e que no nosso departamento médico demora uma eternidade a resolver...
Se os dois únicos centrais que temos se lesionam, quem os substitui? Outro lesionado?
 
por Jota às 13:22 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Reforços (MXVIII)
Já está assegurado o substituto de Ricardo Rocha. Como não podia deixar de ser, é brasileiro. E, lamento se discordam, tem cara de choninhas. O Benfica, mais uma vez, não é dono da metade do passe que lhe foi cedida. Já vários antigos jogadores vieram à praça pública elogiar as qualidades do petiz e fazer referência à excelente escola que tem o Vitória da Baía, proveniência do menino. Eu prefiro esperar para ver. Mas, de qualquer modo, isto significa que perdemos um grande jogador português e contratámos mais uma incógnita brasileira. Depois do "Ninja das Caldas", mais boas notícias.

A propósito, parece que na conferência de imprensa de apresentação do Derlei se falou na Luso-Brasileira. Eu sou contra. O Derlei pode marcar trinta golos por época que eu vou continuar a ser contra. E, ao contrário do que às vezes acontece com o senhor que escreve crónicas na Bola às terças-feiras, não planeio arranjar nenhum argumento posterior que justifique uma eventual inclusão de Vanderlei nas Quinas Brazucas. Nem que, na minha profunda loucura, eu admita, em directo para os corajosos que assistem ao jornal nacional, que "Derlei é o melhor jogador do mundo na sua posição". E, se eu alguma vez proferir tal comentário, os outros dois digníssimos representantes deste blogue têm ordem expressa para me abater. Com requintes puros de sadismo.
 
por JAS às 13:13 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Miguelito
Começa a tornar-se habitual comentar as crónicas de Miguel Sousa Tavares, sobretudo desde que este resolveu abrir um consultório sentimental nas páginas d'A Bola para carpir as suas mágoas futebolísticas enquanto enaltece, em simultâneo, a glória trágica de um FC Porto que, não tendo nada de decadente, ameaça ensurdecer ao sopro do Apito, tantas e tão belas vezes já ele apitou para aqueles lados.

Desta vez, qual Herman José no seu ritual homossexual das noites de Domingo (na SIC), MST resolveu chamar à liça um amigo. Amigo esse que, como bom benfiquista, troçou abundamentemente da desgraça leiriense, sugerindo ser o Leiria, que só tem "dois ou três jogadores emprestados" e um treinador que foi "uma antiga 'glória' portista", a equipa B do FC Porto. Tudo mentiras, como se pode ver. Aliás, a postura autoritária do Quasimodo Paciência deixou bem clara a sua posição relativamente a Esmeralda. Ou será que se chamava Crisocola?

MST sugere, depois, que os benfiquistas desconfiam de tudo. A prová-lo estaria um texto escrito por um tipo qualquer onde se estabelecia um nexo de causalidade entre a expulsão de Harison e o adversário da semana seguinte do Leiria. Nada mais falso, sobretudo porque o nexo de causalidade não passa de uma ficção jurídica quando não se aplica à inocência do FC Porto no processo Apito Dourado. É um visionário, este Miguel!

Continua, a posteriori, descrevendo as vicissitudes por que passaram os jogadores do Porto, desde penalties não assinalados a quase-golos cortados com mãozinha "marota". Vale tudo! Uma vergonha: ainda está para vir alguém que denuncie tão claramente que o FC Porto, sem o Gipsy Queer, é uma equipa medíocre. E, não por mero acaso, é com Quaresma que a rábula prossegue.

MST, qual Vasco Pereira da Silva, começa por fazer um apanhado histórico sobre o trauma da "adolescência difícil" do Contencioso Portista. O nascimento deu-se com Benny (claramente uma vítima desse flagelo que é a tentativa - falhada - de aborto em vão de escada), o homem que não sabia pôr os cotovelos para dentro. Deco, o eterno perseguido, assegurou o baptismo juntamente com Costinha, o Ministro que saiu de campo com o crâneo fracturado. A evolução (ou, se preferirem, a puberdade) deu-se com Quaresma, já no início desta época: em vez de partir, partiram-lhe. E o FC Porto, equipa inocente e cândida, pouco dada a agredir adversários (Paulinho Santos era, como se sabe, o homem das festinhas) transformou-se assim, com o Crisma do Contencioso Portista, num Conselho de Estado do futebol português. E são as forças do Ancien Régime que tentam, agora, transformar a realidade naquilo que ela era anteriormente, através desse Maurice Hauriou com bandeirola: Sérgio Lacroix.

Para se perceber a razão pela qual MST deixou de exercer Direito, basta seguir o raciocínio que ele faz sobre a expulsão. Na sua opinião, não acha que tenha havido agressão, mas também não acha que tenha sido involuntário. Isto depois de uma apologia sentida da genialidade de Quaresma, jogador massacrado pelos ataques gratuitos e violentos dos adversários, que a dupla Lacroix-Santos escolheu para mártir da causa portista (lágrimas, por favor!), qual versão cigana de Saddam Hussein. A pergunta que se põe é: quem é que copiou primeiro? Foi MST que copiou MRS ou MRS que adoptou o estilo de MST? Eu não sei, mas acho que o RAP pode ter a resposta.

O Tavares continua, quase ad eternum (e absurdum) para concluir de forma semelhante a todas as suas outras crónicas. Lacroix é um demónio (e que jeito dá que, segundo a lenda, os ditos sejam vermelhos, não é?), Santos bebeu uns galõezitos antes do jogo e Tixier, para o ano que vem, está no Benfica. Termina então com a habitual referência a Carolina Salgado (quem desdenha, quer comprar!) e à dificuldade que os meninos azuis vão ter durante as próximas jornadas, já que qualquer portista que cometa uma pequena falha, como estacionar os cotovelos na cara do adversário, será barbaramente punido por uma justiça contaminada com laivos de encarnado. Porque Portugal começou no Porto e por aí adiante.

Eu, depois de descontruir o Mestre, aproveito para concluir com uma correcção técnica, forçada por um momento menos bom de Miguel Sousa Tavares. Escreve ele, no seu artigo, que Tixier se atirou para o chão, rebolando como se tivesse acabado de levar um tiro de Magnum entre os olhos. Ora, eu não sei se o caro MST terá visto muitos Dirty Harry's ou alguns filmes do Charles Bronson, mas alguém que leva um tiro, de Magnum, entre os olhos, jamais poderá ficar a rebolar no chão. Aliás, se mantiver o crâneo poderá dar-se por satisfeito. No entanto, há uma subtileza que não é possível deixar escapar: se Tixier levou um tiro de Magnum entre os olhos, quem é que possuía a arma? Quaresma, pois claro. Confesso que não esperava este sentimento xenófobo da parte de Miguel Sousa Tavares. Sobretudo porque toda a gente sabe que os ciganos é mais facas.
 
por JAS às 12:00 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
Aproveitamento
Depois da derrota da binbalhada em Leiria (o Domingos deve estar, ainda, a penitenciar-se e a desculpar-se ao Papa), cabia-nos não desiludir e aproveitar também o facto da quase certa perda de pontos da lagartada (o que veio, efectivamente, a acontecer, se bem que podiam e deviam ter perdido o jogo...) para relançarmos a luta pelo campeonato.
Aproveitamento foi mesmo a palavra correcta neste jogo. De facto, aproveitámos as duas únicas oportunidades de golo que tivémos na primeira-parte para fazer dois golos. De resto, a defesa esteve bem e controlámos o jogo na segunda parte. Sobre a falta de fair-play do Jesus, o Jas já escreveu tudo. Aliás, quando neste país se permite que alguém dê uma conferência de imprensa de antevisão a um jogo, dizendo que - e passo a citar, "o fair play é uma treta" - e quando a comunicação social sorri e a aplaude, está tudo dito.

Pontuações:
Quim - 6
Nélson - 6
Luisão - 8
Anderson - 6
Léo - 5
Petit - 7
Katsouranis - 4
Karagounis - 7
Rui Costa - 7
Simão - 7
Nuno Gomes - 3
Manu - ...
Mantorras - ...
Beto - ...


Melhor em Campo: Luisão
Árbitro: Pedro Proença - 7

P.S.- Aquele insuportável do Valdemar Duarte (o locutor lagarto dessa grande estação que é a TVI) passou o jogo inteiro a elogiar um tal de Não-sei-quantos Alvim (o defesa-esquerdo pastel). Quanto é que deverá ter recebido do empresário? Com o mercado de transferências nas últimas, é sempre muito útil este tipo de influências...
P.S.2- O Jorge Jesus é uma besta.
 
por Mavs às 01:28 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 28, 2007
Percebeste, calhau?
"Paulão sofre traumatismo crânio-encefálico
O central brasileiro Paulão, da Naval 1.º de Maio, sofreu esta tarde um traumatismo crânio-encefálico, durante a partida com o Estrela da Amadora, disputada na Reboleira, a contar para a 16.ª jornada da Liga.

A lesão do jogador ocorreu após um choque com o avançado senegalês Ndiaye, logo no início da partida. Paulão foi obrigado a deixar as quatro linhas e foi levado para o hospital, onde realizou uma TAC que confirmou a gravidade da lesão. Já Ndiaye, que igualmente teve de deslocar-se ao hospital, mas só no final do encontro, já realizou exames complementares para avaliar a sua condição."


E se fosse o jogador do Belenenses que ontem bateu com a cabeça na de Anderson, Jorge Jesus? Também mandavas seguir?

Entretanto, já estamos em segundo. Vamos ver se dura para além da semana que vem.
 
por JAS às 22:26 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Contenção
Caracteriza o meu estado de espírito no momento. Confesso que a minha vontade imediata era sugerir um encontro de primeiro grau entre os testículos de Jorge Jesus e as costas de um ouriço cacheiro, mas vou subtrair-me à ironia e à brejeiricice, porque acho que um ser humano com o carácter repugnante e vil de Jorge Jesus merece, apenas e só, a desgraça profissional.

Vem isto a propósito do seu discurso absolutamente ridículo durante a semana e na sua tentativa de armar ao "Mourinho" no jogo contra o Benfica. Felizmente, o tiro saiu-lhe totalmente pela culatra, fazendo-se uma justiça que pecou por escassa. Jesus falou em fair-play. Mais: acrescentou-lhe um adjectivo subjectivo. "Verdadeiro fair-play", dizia ele. E o que é isso? Julgando pela actuação da equipa do Belenenses, a definição passa por tentar marcar golo a qualquer custo, mesmo quando dois jogadores - incluindo um da própria equipa - estão no chão depois de um choque que já chegou a provocar mortes no mundo do futebol. É isto o verdadeiro fair-play? Ou será que José Pedro não deveria ter sido expulso? Tendo já um cartão amarelo, teria de levar o segundo. Ou jogar com os cotovelos é a nova moda no futebol, praticada por clubes que vestem de azul? Os jogadores do Belenenses provaram, igualmente, que o seu lugar é na segunda divisão e não na Primeira Liga. Ou será que vão alegar, como os "medricas" de Nuremberga, que estavam apenas a cumprir ordens?

Fernando Santos desapontou-me mais uma vez. Eu jamais apertaria a mão a um réptil asqueroso como Jorge Jesus. Ele é, sem margem para dúvidas, um nojo de ser humano. Alguém que faz o que ele fez hoje, que diz o que ele disse hoje, depois de ter passado uma semana inteira a pregar ao vigário, só pode merecer tudo o que exista de pior. Pois bem: é isso que eu lhe desejo.

Eu tenho consciência que o futebol é apenas um jogo e que tal atitude, da minha parte, se assemelha à defesa irracional do FC Porto por MST nas suas crónicas de terça-feira. Mas é por ser apenas um jogo que o jogo deve acabar onde começam o bom senso, a humanidade, o tal fair-play que Jesus vomita irreflectidamente. Não consigo compactuar com este género de situações: pensem bem e lembrem-se de Guimarães e do episódio Féher e percebam que, com esta desgraça chamada Jorge Jesus, Féher poderia ter morrido, como morreu, em campo, sem que a equipa adversária se dignasse a pôr a bola fora, porque ganhar é mais importante que tudo o resto. Têm dúvidas? Eu não. Quem vira as costas a um jogador por ele pôr a bola fora quando um adversário está claramente magoado, necessitando de assistência, é certamente capaz de acreditar que um tipo se atirou para o chão por dá cá aquela palha. Não estou a ser injusto. Estou a ser factual. E os meus factos são aqueles que aquela equipazeca de segunda me deu. E são inacreditavelmente maus.

Hoje, pela primeira vez, desejei que o Gil Vicente tivesse permanecido na 1ª Liga. E também hoje, pela primeira vez, senti uma profunda vergonha de ter na minha cidade, na capital de Portugal e na Primeira Liga um clube como o Belenenses.

Um clube que se comportou como um verdadeiro FC Porto.
 
por JAS às 00:41 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
A incógnita que vem do frio
O primeiro dos reforços já está assegurado.
Até ver, apresenta algumas vantagens: tendo jogado no nosso campeonato, não necessita de período de adaptação, pode fazer duas posições (ala ou avançado), abdicou de metade do salário (portanto, a experiência russa devia estar a ser uma miséria), e vem por empréstimo.
A grande dúvida é se ainda mantém as suas grandes mais-valias, que eram a velocidade, capacidade de explosão e de sacrifício, que o notabilizaram no Leiria e no FCP; se assim for, podemos estar diante de um verdadeiro reforço, uma vez que se poderia equilibrar as alas da equipa, e ter um avançado mais incisivo na hora da verdade (o que foi aquilo com o Nuno Gomes, hoje? Pelo amor de Deus, vamos arranjar um ponta-de-lança à séria!)

Derlei pode ser um dois-em-um, como já disse acima, o que discarta a busca por um ala direito, e coloca o enfâse na pesquisa por um central.
 
por Jota às 00:04 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Janeiro 27, 2007
Os Enroubadores
Pelo que deu para perceber das declarações de vários treinadores nas últimas duas semanas, andam por aí uma série de enroubadores violentos que muito têm prejudicado a sua (dos treinadores) vida pessoal e profissional. Na semana passada, foi Domingos a queixar-se que alguém devia abrir o olho para estas situações. Como é bom de ver, alguém abriu, e bem, o dito, tendo a equipa de Domingos sido extremamente beneficiada neste confronto directo com a equipa principal do Futebol Clube do Porto. Por essa razão, esta semana foi a vez de Jesualdo pedir a abertura do aparelho ocular. Mas, por estar num clube de outra dimensão, disse-o com mais classe. "Espero que investiguem este jogo.", comentava um indignadíssimo Professor no fim do jogo. Que é como quem diz, abram o olho. É caso para dizer: eles andem aí. E, a julgar pelo resultado do Porto B - FC Porto, vieram para ficar.

Como disse o próprio Jesualdo, não existe qualquer agressão de Quaresma a Tixier. Voltamos aos tempos de Benny, quando as cotoveladas dadas por jogadores do FC Porto não eram mais do que puras demonstrações de carinho e afecto para com os adversários. Como todos terão visto, foi exactamente isso que se passou ontem. Quaresma jamais pretendeu agredir Tixier. Não! Aquilo eram festinhas. Certamente com o objectivo de agradecer o maxilar partido no início da época. Jesualdo constatou o óbvio. Mas teve azar. Ou melhor: foi enroubado. E a experiência, pela cara do Prof., não pareceu ter sido muito agradável.

Mas os enroubanços continuaram. Nunca, queixava-se um dorido Jesualdo, o FC Porto tinha levado tantos cartões amarelos num só jogo esta época. Claramente imerecidos, todos. Porque, como é do conhecimento comum, o FC Porto joga segundo um regime especial. Cartões amarelos aos jogadores do FC Porto, só quando o Rei faz anos. Ou quando o Papa não faz telefonemas.

Já Domingos, o enroubado da semana passada, surgiu nesta jornada com melhor aparência, fruto da utilização semanal de Fucidine. O seu discurso de ontem foi mais fluído, sem intermitências e sem confissões despropositadas. Sobretudo porque não consta que Ivanildo tenha levado o fiozinho. E ainda bem. Corre por aí que é desses que os enroubadores mais gostam: africanos com penduricalhos. Upa, upa!

Interrompeu assim o Porto B a série de vitórias da Casa-Mãe, para deleite de todos os benfiquistas e sportinguistas, que têm assim a possibilidade de, ganhando, aproximarem-se do FC Porto. Mas é preciso cuidado, em ambos os jogos. Nunca se sabe que género de enroubador se esconde na figura do Boi Preto. E lá diz o ditado: "uma vez enroubado..."
 
por JAS às 18:04 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Janeiro 26, 2007
Formação
Se ainda não conhecem este blogue, não percam mais tempo.

Para quem se interessa pelas futuras estrelas do Benfica (por favor, não usem os termos pequenos Cristianos Ronaldos ou futuros Quaresmas, claramente ofensivos para os petizes encarnados), este blogue, pela minúcia no comentário e nas descrições dos jogos e dos jogadores, é imperdível.

Muito bom!

www.aguiasjovens.blogspot.com
 
por JAS às 17:00 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Errata (sem jogos de palavras, por favor)
Porque os seres a prioristicamente superiores (leia-se 'benfiquistas') também erram, tenho de pedir desculpa ao Sportugal e aos seus jornalistas pela confusão que fiz com o site maisfutebol.iol.pt. De facto, o post scriptum inenarrável foi escrito por um licenciado em comunicação social deste outro site.

As minhas desculpas ao Sportugal e à sua (muito massacrada) equipa de jornalistas pelos anteriores erros nos meus posts, que vou de imediato rectificar.

JAS
 
por JAS às 16:40 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
A Camorra n'A Bola
"Fica Derlei avisado que papalvo ou tótó não é carapuça que me sirva depois de dezoito anos de jornalismo. Quem me mente, e a A Bola, só o faz uma vez."

António Barroso in A Bola (rectângulo na página 3)


Por isso, Derlei, não interessa que tenhas de salvaguardar o segredo de um negócio que nenhum benfiquista quer ver feito, porque a Família d'A Bola tem de saber tudo. E ai de ti que não contes ou que lhes mintas - ou, numa hilária terceira versão, que sejas "ignorante, como o peixe (podre)". Porque se repetires o gracejo, o Toni "Soprano" Barroso vai aí a Moscovo e parte-te as pernas. Portanto, meu caro, trata de lhe telefonar e diz-lhe exactamente a mesma coisa, vezes e vezes sem conta. Pode ser que assim A Bola comece, finalmente, a ter alguma utilidade para o Benfica.
 
por JAS às 09:33 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Rei Pélé? DEUSébio!

Parabéns, Pantera Negra !
 
por JAS às 14:12 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Soletra-se T-A-R-E-I-A
Ficou comprovado, n'A Bola de hoje, que Leonor Pinhão é jornalista porque gosta mais de jornalismo do que de Direito e que Miguel Sousa Tavares é jornalista porque se fosse advogado, por esta altura já tinha todos os bens penhorados em virtude dos vários processos de responsabilidade civil movidos por clientes por incompetência no exercício.

Isto é que é "nexo de causalidade", meus amigos. E o resto? O resto é fruta. E galões. E meias de leite (and so on).
 
por JAS às 14:04 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
A Bola contrata jornalista do Maisfutebol
Já aqui fiz referência, mais do que uma vez, ao claro retrocesso qualitativo do jornal A Bola, que insiste especular ad eternum sobre matérias sobre as quais não dispõem de qualquer conhecimento ou facto. Os jornalistas servem, antes de mais, para relatar factos. Opiniões são dadas por cronistas, por editores e por jornais de fraca qualidade. Como é o caso d'A Bola.
Em determinadas alturas, é natural que os factos ganhem alguma subjectividade, como, por exemplo, aquando da morte de Féher.

Todavia, é inadmissível que A Bola pretenda sobreviver à custa de uma "crise anunciada" que só ela crê existir, no seio do plantel e, ad absurdum, do "universo" benfiquista. Já não bastando os problemas disciplinares com o Anão da Michellin, cuja conversa deveria ter sido liminarmente proibida, por ser, essa sim, motivo causador de distúrbios internos, pergunta o jornal (na figura do mongolóide asinino que escreveu o artigo) o que se passa com o Benfica. A resposta é simples: não se passa nada. O facto de quatro ou cinco jogadores terem manifestado vontade de sair, vontade essa que, ressalve-se, foi interpretada extensivamente no caso de Luisão, não significa que se passe seja o que for. Hipotetizemos uma situação específica: Beto, Marco Ferreira, Karyaka, Alcides e Manuel Fernandes decidem dizer que querem sair. Sinais de crise? Nem por isso. Diria mesmo mais: sinais de bonança. O que se passaria então, Benfica? Nada. Porque a manifestação de tal desejo por parte de tais jogadores não significaria absolutamente nada.

Mas analisemos, factualmente, cada uma dessas situações. Primeiro, Manuel Fernandes. A Bola cita uma eventual quebra de um "elo de confiança". O que é natural. O "Manélélé" (alcunha que considero ofensiva para Makelélé) saiu porque se consultou, indevidamente, com médicos alheios ao departamento médico do clube. Se melhorou, fez bem. Porém, notou-se claramente que Manuel Fernandes foi ingénuo e lidou da pior forma com a situação, não tendo sequer pedido autorização ao Benfica para recorrer a outro departamento médico. Põe-se em dúvida o departamento benfiquista e com razão. Mas Manuel Fernandes não tinha, necessariamente que sair, e se o fez a culpa foi apenas sua. Pese tudo o que referi anteriormente.

Anderson teve problemas no início da época e foi incapaz de lidar com o facto de Ricardo Rocha estar a jogar muito melhor do que ele. Terá faltado tacto a Fernando "hipópótamo-numa-loja-de-cristais-da-boémia" Santos? Não sei. E A Bola, pelos vistos, também não. Portanto, Anderson pressionou o Benfica, muito provavelmente aconselhado pelo seu agente, na tentativa de conquistar um lugar na equipa. Fanã mandou-o pastar e, a meu ver, fez muito bem. O recado de Anderson demonstrou, porém, a sua falta de profissionalismo e o seu fraco carácter. Mas nada se passou com o Benfica.

Alcides foi para o PSV a mando do seu clube, o Chelsea. Porque não jogava. Mais uma vez, havia gente melhor. E se acham que Alcides era bom, revejam o jogo com o Celtic, em Glasgow.

Segue-se Ricardo Rocha, que admitiu ter errado ao pressionar o clube para o deixar sair. Mais uma vez, um jogador profissionalmente dúbio, facilmente influenciável pelo seu agente. Saiu, mas saiu bem e de bem com o clube. E o resto são cinco milhões e meio de euros por um central que, no início da época, só valia um milhão.

No caso de Luisão, o próprio jornal admite que é natural a necessidade sentida por Luisão de experimentar outros campeonatos. Palavras para quê...

No que respeita ao Anão da Michellin, é mais do que certo que a Bola não tem todos os factos. Será verdadeiramente culpa do departamento médico? Ou Fanã queria dizer outra coisa com morfologia, mas disse "peso"? Fica a dúvida. No entanto, Miccoli comportou-se como uma prima donna que julga que, por estar em Lisboa, se pode comportar como bem quer e entende. Não pode. E se ainda não percebeu isso, é melhor começar a fazer as malas, porque lesionado por lesionado vale o mais o Krasnic, que é mais barato. Se queria falar, que falasse com a mãezinha ou com a parede. E o Benfica devia puni-lo. Faz-me lembrar um velho dito utilizado pelo professor de um amigo: "Quando a sala de aula for uma democracia, eu deixo de dar aulas." Eis uma lição que Il Gordo devia aprender. E bem depressa.

Factos constactados, não há sinais de crise. Nem de "Que se passa contigo, Benfica?". Por isso pergunto: será que A Bola contratou aquele sujeito do Maisfutebol que resolveu fazer um PS a dizer que a venda de Ricardo Rocha só à imprensa se devia? Não me admirava nada. Do chão (de merda) em que o jornal está mergulhado, já não passa. Portanto...
 
por JAS às 13:34 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Der-quem?!
Noticiam A Bola e O Jogo que o Benfica quer... Derlei.

(Sem palavras...)
 
por JAS às 13:32 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Mais uma das frases do ano
"[Cristiano Ronaldo] é um jogador com um dom divino [para apanhar sabonetes]."

Carlos Queirós in A Bola
 
por JAS às 13:23 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
Conferência de imprensa
Após o jogo de Domingo, contra a Leiria, Fernando Santos disse que Miccoli tinha um problema de morfologia; citando-o: "Ganha peso facilmente, está pesado".
Ontem, o jogador entendeu reagir, dizendo aos jornalistas que "hoje tudo ficaria em pratos limpos", tendo marcado para hoje uma conferência de imprensa.

Ao contrário do que prenunciavam as capas dos desportivos, ninguém veio partir a louça. O que aconteceu foi tão somente o desfazer das dúvidas relativamente ao peso do atleta, a sua disponibilidade para sair do clube, caso o mesmo não se sentisse satisfeito com o seu rendimento, e a necessária (e sempre bem-vinda) declaração de fidelidade ao SLB.

Em suma, um episódio que poderia ter sido evitado, já que me parece que faltou tacto a Fernando Santos (já que tornou público algo que não o deveria ser), e terá sido algo ingénuo (ao não pensar nas possíveis repercussões dessa frase, já que está a colocar em causa o comportamento do jogador).
Uma coisa é certa: Miccoli lesiona-se demasiado, especialmente para alguém que não apresenta grande historial de lesões; portanto algo está a funcionar mal: o departamento médico, o técnico, ou da parte do atleta. O apuramento do que se passa poderia e deveria ter sido feito internamente.
 
por Jota às 20:57 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Janeiro 23, 2007
Taça para (quase) Todos
O sorteio dos oitavos-de-final da Taça de Portugal determinou que o Benfica jogue na Póvoa com o Varzim.

A grande questão que se coloca agora é... Será que vai haver uma segunda-mão para esse entusiasmante Porto-Tourizense?
 
por Mavs às 22:52 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Epá, calem-se!
U. Leiria volta à carga contra arbitragem de Lucílio Baptista

Será que, na próxima jornada, quando forem altamente penalizado contra quem-nós-sabemos, irão fazer tantos guinchos?
Ah, esperem: não será necessário... Vai ser uma vitória justa da dita "melhor equipa portuguesa", quem sabe, até com um auto-golo para ajudar à festa, e tudo!!!
 
por Mavs às 22:50 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Só para maiores de... bom gosto

Percebem agora por que é que eu me recuso a comprar um cativo, a ir ao Estádio e a assistir a jogos pela televisão? Podia ser pior, eu sei. Podia ser uma tatuagem... mas não deixa de ser muito, muito mau.

E não, não há ponta de ironia neste comentário!



#Imagem retirada de www.gloriosafuriavermelha.blogspot.com
 
por JAS às 10:34 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Está bonito, está
Segundo sei, Ricardo Rocha já foi. Deixará, dependendo do seu substituto, algumas saudades. Ou muitas saudades. Ninguém sabe muito bem. Mixed feelings, como dizem os conterrâneos do Mourinho. Há que esperar para ver. Mas, pelo que já se percebeu, as coisas não vão correr bem. Como dizem os conterrâneos do Fanã, a pressa é muitíssimo inimiga da perfeição (claro que, no caso de Fernando Santos, o problema não está na velocidade, mas na qualidade - isto é, na falta dela).

Terá sido esta mesma "pressa" em vender Ricardo Rocha que permitiu um negócio simpático para o Benfica (5 milhões de euros, admitamo-lo ou não, é dinheiro a rodos) com contornos pouco amigáveis para os adeptos. Primeiro, a necessidade de reforçar uma equipa cujo treinador é inábil por natureza, não sendo capaz de motivar, por exemplo, Anderson ou de arriscar a aposta no José Fonte. Segundo, e bem mais escandaloso, a inclusão no pagamento de um jogo, entre ambos, do qual o Benfica ficará com todos os proveitos. Inclusivamente, o da bilheteira. A pequena nuance a referir é o local de realização do jogo, que vai ser o Estádio da Luz. Ou seja, a maior parte dos pagantes serão... os adeptos e os sócios do Benfica. Na realidade, meus amigos, e apesar de a hipótese agradar a alguns de vós, estamos novamente a "abrir os cordões à bolsa", desta vez para pagar a saída de um jogador que era fundamental na equipa. Como os lucros provenientes da transmissão televisiva serão irrisórios (para não dizer 'ridículos'), será o nosso dinheiro a ir para o cepo. Uma perspectiva com a qual, devo confessar, não concordo. E é uma discordância veemente!

Claro que este acabou por ser um negócio extremamente benéfico para o Benfica, em termos financeiros. Se conseguirmos (e este é um "se" na terceira forma das 'if' clauses) contratar jogadores para as posições que temos por preencher (segundo A Bola de hoje, defesa-central, médio-direito e avançado) poderemos tirar boas ilações desta venda. Todavia, tendo em conta as declarações de Fanã confirmando que um defesa-central, a vir, será estrangeiro, já me parece o caldo entornado e escorrendo. No que respeita ao avançado, espero que tenham o bom senso de evitar comprar um tipo que só joga em Março e que tem estado parado por causa de "problemas intestinais", vulgo Krasnic.

Não quero deixar de referir o importantíssimo papel da imprensa portuguesa em todo este processo. Como opinava um 'licenciado em comunicação social' do Maisfutebol, se não fosse a imprensa, o negócio entre o Tottenham e o Benfica não se tinha realizado. Caro amigo, deixe-me que lhe diga: tem toda a razão. E digo-o com a sinceridade de quem faz um apelo ao 'licenciado em comunicação social' que há em cada um de nós: quando for escrever, por favor não beba.
 
por JAS às 10:00 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Janeiro 22, 2007
1/2 Avançado
Mantorras, quando veio do Alverca, era a grande sensação. Jogava bastantes minutos, e levava ainda mais pancada; tanta que até deu origem à célebre frase "Deixem jogar o Mantorras!"
Depois disso, lesionou-se. Com grande espírito de sacríficio (e alguma ingenuidade e imprudência, permitam-me acrescentar), continuou a jogar até não dar mais. Depois disso, o calvário que se conhece, com 4 operações ao joelho, consultas a vários especialistas, até à sua reintegração no plantel, com direito a entrevista no Jornal Nacional, da TVI, e tudo.
Depois disto, tornou-se último recurso de Trapattoni, com um contributo considerável à conquista do Campeonato; depois da glória, passou a quase dispensável por Koeman, o que obrigou LFV a silenciar as hostes.
Esta época, tem estado apagado. Até ontem.

Tudo isto é história já conhecida.
O que eu não sabia, porque ninguém da estrutura técnica ou médica o havia dito, é que Mantorras está limitado.
Quando Fernando Santos profere as seguintes palavras "(...)Sabe que tem uma limitação mas treina, treina, treina. O Pedro é exemplar, mesmo sabendo que não pode jogar os 90 minutos. Na realidade, não pode fazer muito mais do que 45 minutos(...)", passa para o exterior do clube uma verdade que já todos tinham apreendido. Portanto, os meus parabéns ao Engenheiro, por falar.
No meu entender, isto levanta dois tipos de questões, pelo que deixo as desportivas para o fim. Como é que após uma recuperação "bem sucedida", que ontem foi finalmente desmentida, Mantorras não voltou a Barcelona, para falar com o médico Ramon Cougat (o tal que lhe aconselhou um novo menisco)? Não é possível fazer-se mais nada para resgatar o jogador desta limitação?

Emoções à parte, como é que um jogador nestas condições é mantido num plantel de futebol profissional? Pelo peso do presidente? Sabendo da propensão de Miccoli para as lesões, que atacantes temos nós?
 
por Jota às 22:05 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Insignificante Clube-de-Terrinha
Leiria não quer ver Lucílio Baptista a dirigir os seus jogos

Já depois do Jas ter expressado a unânime revolta de todos os benfiquistas perante, primeiro, a arbitragem d'ontem e, segundo, perante as declarações do Paciência e dum tal director adjunto leiriense, veio aquele clube emitir este comunicado.
Acho absolutamente nojento o facto deste clubezeco com meia dúzia de adeptos (ontem, no Estádio da Luz estavam cerca de 9...) vir exigir seja o que for. Principalmente relacionado com arbitragem. Depois de terem sido literalmente "levados ao colo" nas primeiras jornadas (muito graças ao seu treinador ter jogado no clube que nós sabemos), como é que é possível terem a coragem de dizer seja o que for? Ainda para mais, ontem, quando a arbitragem foi de facto péssima... mas na grande maioria das vezes contra o Benfica (por ex: o cartão amarelo ao Petit, depois da não amostragem ao Sougou no lance com o Quim, inúmeras faltas a meio campo para quebrar o nosso ritmo de jogo, a impunidade disciplinar após uma falta grave que o Rui Costa sofreu, as teatralidades de quase todos os jogadores do Leiria e as suas constantes perdas de tempo, etc, etc).
Um clube que nem sequer devia existir dado o seu escasso número de adeptos e que, ainda por cima, foi presenteado com um Estádio novo que tem médias de adeptos absolutamente ridículas, não devia ter tanto tempo de antena para expressarem a sua "revolta" toda ela, também, ridícula.
 
por Mavs às 21:16 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Ai, a pronúncia do Norte
Como já me debrucei sobre a actuação fraquinha de Lucílio, estou à vontade para estraçalhar Domingos Paciência e os treinadores que, como ele, insistem em fazer crer às respectivas massas associativas (e, no caso de Domingos, sabe-se lá a quem mais... mas desconfia-se) que as suas derrotas são provocadas por artifícios das equipas de arbitragem.

Na maior parte dos casos, não tendo o jogo de ontem figurado como uma excepção a esta regra, não têm razão. Domingos pode queixar-se da má actuação de Lucílio Baptista. Pode até dizer que a expulsão de Harison pode ter impedido o Leiria de reagir mais prontamente ao segundo golo do Benfica. "Todavia, todavia," o Leiria não ganhou porque não mereceu ganhar. Não fez por isso durante mais de metade do jogo. Quando, aos cinquenta e sete minutos, o Dominguinhos beneficia duma falta inexistente sobre um dos seus jogadores e o Jack, the Ripper africano que dá pelo nome de Ivanildo (que já tem a escolinha portista toda) centra para a área, marcando Harison o golo do Leiria, o melhor que Domingos fez foi pôr toda a equipa atrás da linha da bola, técnica conhecida no futebol moderno como "estacionar o autocarro".

E se provas faltassem da falta de qualidade do treinador leiriense, o comentário sobre a substituição de Ivanildo rapidamente as pôs a nú. Que raio de treinador é que tira um jogador com receio que este leve um segundo amarelo, quando o primeiro lhe foi atribuído por uma infantilidade da parte do menino e, mais ainda, do seu treinador, que lhe devia ter chamado a atenção para o efeito. Tarde piaste, meu caro!

Insuportável também a capacidade inventiva do antigo número 9 portista, ao sugerir que os jogadores do Benfica pressionaram um dos elementos da equipa de arbitragem. Claramente, foi isso (e não os dois golos imaculados, um deles nascido de uma falta existente) que deitou tudo a perder para a equipa do União de Leiria. Aliás, se tivessem dado mais tempo a Domingos, ele poderia ter esclarecido que os verdadeiros merceeiros do Apito Dourado são Simão e companhia. E que o Orelhas é que tirava as bicas, os galões e quejandos. Sim, julgam o quê? Domingos está na posse da verdade. Aliás, mais verdadeiro do que o treinador do Leiria, só o seu director-desportivo, ao alegar que Lucílio era um árbitro de aviário. O cerne da questão está só em saber se se tratava de um aviário de pássaros ou de reptéis com asas. O tempo (e, esperemos, o Apito) tratarão de o esclarecer.
 
por JAS às 17:02 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Mantorras
Muito sofrida. Aliás, demasiado sofrida uma vitória que estava ao nosso alcance não-ser-tão-complicada. A primeira parte foi para esquecer: com o Rui Costa muito preso, com o Simão a fazer um mau início e com o Nuno Gomes absolutamente só na frente de ataque, era impossível fazermos melhor. Ainda tivémos uma chance pelo Petit, seguido de recarga do Katsouranis mas nada demais. Na segunda parte lá melhorámos um pouco mas, ainda assim, jogámos muito aquém daquilo que devemos jogar: a equipa joga estupidamente para trás, não há aquilo que os doutos apelidam de "fio de jogo" e, individualmente, os nossos jogadores não estavam num dia brilhante.
Após o golo deles (inteiramente injusto, nem que seja por ter nascido duma falta inexistente...) o engenheiro decide proporcionar o momento do jogo - e não foi propriamente (só) a entrada do Mantorras - foi, isso sim, a saída daquele que "é uma espécie de jogador" chamado Manu. Para não ser injusto com o rapaz oriundo da célebre "camioneta" de jogadores que fomos buscar ao Alverca (donde sobressaem nomes de vedetas como Rodolfo Lima, Artur Futre - este sim, pelo menos tem apelido -, ou, se quiserem... Amoreirinha - este nem o apelido lhe vale...) digamos, simplesmente que ele tem corrida. Falta-lhe algo deveras importante num jogador de futebol: o dito jeito.
Por outro lado, Mantorras decidiu fazer um golinho tal e qual aqueles que marcava na época em que fomos campeões: Decisivo. E lá vamos nós a caminho do Jamor. Próxima vitória: contra o Sporting. Em Alvalade, que tem mais piada.

Pontuações:
Quim - 6
Nélson - 6
Luisão - 6
Anderson - 5
Léo - 7
Petit - 6
Katsouranis - 6
Rui Costa - 7
Simão - 7
Nuno Gomes - 6
Manu - 3
Mantorras - 8
Karagounis - 5

Melhor em Campo: Mantorras
Árbitro: Lucílio Baptista - 3

P.S.- Por favor, alguém me pode informar o resultado desse emocionante Porto-Tourizense? Não encontro, aqui na net, qualquer informação sobre o jogo... E acho que nem sequer vou conseguir dormir sem saber quem é que passou...
 
por Mavs às 02:49 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 21, 2007
Lucílio "A Nódoa" Baptista
Com o Benfica-Leiria quase a terminar (vence o Benfica por 2-1), cumpre-me fazer uma análise, não ao jogo (devem achar que não tenho mais nada para fazer!) mas à actuação de Lucílio Baptista. E faço-o porque o Benfica vence, justamente, sem quaisquer favores especiais do "boi preto".

Lucílio Baptista é tido como um dos melhores árbitros nacionais, quiçá o melhor. Todavia, Lucílio claramente não é capaz de arbitrar decentemente e a prová-lo está este jogo. A distribuição de cartões amarelos é disparatada, na maior parte dos casos; a falta que dá o golo ao Leiria é inexistente; Harison é muitíssimo mal expulso (Petit cai mal, mas o brasileiro não tenta atingi-lo), sendo perfeitamente casual o contacto. Amarelo a Ivanildo por este estar a usar um "colarzinho"? Eu sei que não há paciência para amadorismos destes (não resisto a relembrar que este jogador está emprestado pelo Porto - conclusões, tirem-nas vocês), mas num jogo da Taça é perfeitamente irrelevante a atribuição de um cartão amarelo. Quando muito, uma reprimenda. Mais do que isso é um exagero. Aliás, quem viu a triste figura de Lucílio, erguendo a mão e mostrando a todos os presentes no estádio que sabe contar, pelos dedos, até quatro, qual entidade régia fazendo justiça, perceberá a sua necessidade absurda de protagonismo. A razão pela qual este imbecil é internacional só deixa bem clara a necessidade de renovar o grupo de árbitros portugueses actualmente em actividade.

O jogo terminou e o Benfica venceu. Justamente, diga-se. Vitória que me deu um prazer imenso, não só por detestar visceralmente Domingo Paciência, um "soldadinho azul", mas também por que a equipa do Leiria é feita, quase integralmente, de empréstimos lá de cima. Preconceito? Talvez. Mas há que ter em conta a propensão para irregularidades de tal situação.

Um recadinho, "em jeito de finalmente", para um amigo de longa data: incha, Cavalo de Toureio! Ainda vais perder o campeonato!
 
por JAS às 21:07 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Taça
O Atlético continua a fazer vítimas. Nesta eliminatória, derrotou o Santa Clara, da Liga de Honra. De resto, a assinalar, as dificuldades do Braga frente ao Pontassolense, da antiga 2ª B, e a vitória do Maia, frente ao Aves do eterno Prof. Neca.

Daqui a uma hora, o jogo que (mais) nos interessa. Estou curioso por ver como se comporta Anderson, no meio da defesa, e qual a fórmula que Fernando Santos vai encontrar para o ataque, uma vez que foram convocados os disponíveis (Nuno Gomes e Mantorras).
 
por Jota às 18:08 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
O "amor à camisola"
Assina Vitor Serpa um editorial n'A Bola de hoje sobre o Benfica e a necessidade de vitórias do clube encarnado para conseguir segurar jogadores que, pelos vistos, estão descontentes no clube, factor esse que, segundo Serpa, se deve à inconstância e irregularidade de uma equipa que nos últimos anos foi capaz de segurar as suas crown jewels sem, todavia, assegurar mais campeonatos por causa delas. Os mais cépticos concordarão. Eu, apesar de vender cepticismo ao desbarato, discordo. Totalmente.

O problema da análise desportiva de uma equipa como o Benfica é a impossibilidade de a desligar da história do clube. O Benfica de Eusébio, Torres, Coluna, Simões, Humberto, os Águas e todos esses que, num período de cem anos, tornaram o Benfica no maior clube português e, se me permitem, num dos maiores clubes mundiais. Os factos falam por si. E as emoções, pese a sua subjectividade, também. Assim, quando Vitor Serpa se refere aos vários atletas disponíveis para sair, estará sempre, ainda que inconscientemente, a compará-los aos tempos idos em que nenhum atleta queria sair. A verdade (passe o clichè) é que os tempos mudaram e, com os tempos, as vontades. E os clubes portugueses, dado o seu tamanho e tacanhez, jamais poderão competir com clubes de maior dimensão. Como é do conhecimento de todos. Resta-lhes, assim, assegurar que os seus maiores jogadores permaneçam ao serviço do clube pelo tempo que for possível. Porque hoje em dia deixaram de ser os clubes a ditar as regras. Fruto da codícia dos empresários e dos jogadores e da já sobejamente mencionada inactividade da FIFA, que continua de braços cruzados, assistindo, impávida e serena, à situação.

Como pode o Benfica resistir? Não pode. O Porto e o Sporting também não. Cairão inevitavelmente à primeira, segunda ou terceira propostas. Quando vierem buscar Moutinho, o Sporting venderá. Provavelmente, venderá mal. Se alguém ainda quiser Quaresma, pagará o que ele vale, talvez menos. Os clubes portugueses não ditam as regras. E, no mercado actual, têm de se cingir às ofertas, sob pena de ficarem com jogadores insatisfeitos no plantel. Tomem-se como exemplos os casos de Miguel no Benfica e de Ribéry no Marselha.

Ninguém tem dúvidas que Luisão será, dentro de alguns anos e num clube como a Juventus ou o Bayern München, um dos melhores defesas-centrais a jogar na Europa. Ou seja, um dos melhores do mundo. É natural (e legítimo) que Luisão queira sair no fim da época para um clube onde lhe paguem o triplo e onde possa vencer outras competições, evoluindo como jogador e como milionário. Ricardo Rocha, por sua vez, pressiona porque vê no Tottenham o contrato da sua vida e a oportunidade de jogar num campeonato completamente diferente, mais difícil e mais estimulante. Simão quererá sair, não só por razões pessoais mas por querer ganhar mais e ter outro tipo de estímulos. Será que podemos negar a um atleta, para além das condições financeiras, o seu apogeu profissional? Eu penso que não. Daí perceber que Rocha, Luisão e Simão queiram sair. E acho insultuoso para os três que Moretto seja colocado neste pacote. Se Moretto não quer ficar no Benfica, não há problema. Que eu saiba, defender penalties do Ronaldinho não apaga as fífias dadas na Primeira Mão dos Quartos de Final da Champions, quando Moretto não aguentou a pressão. E um guarda-redes que não aguenta a pressão num Benfica-Barcelona, dificilmente a aguentará num Sevilha - Bétis (se é que ele vai mesmo para o Sevilha).

Parece que Vitor Serpa esqueceu uma das mais elementares lições que o caso de Eusébio ensinou: se o Pantera Negra tivesse saído para a Juventus, por exemplo, talvez hoje estivesse nos três primeiros lugares da lista dos melhores jogadores de todos os tempos. Ou talvez não. Mas que a possibilidade de tal ter acontecido se põe, isso é inegável. Dá que pensar, caro Vítor. Não dá?
 
por JAS às 11:52 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Sábado, Janeiro 20, 2007
Lamento
Central do Belenenses custa 2,5 milhões de euros
Nivaldo debaixo de olho


Será que este desconhecido vale metade do Rocha? Espero que a direcção do nosso clube não se ponha, novamente, a contratar brasucas de qualidade muito duvidosa. O mercado de Inverno do ano passado demonstrou bem como se pode destruir uma equipa...
 
por Mavs às 19:05 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Ladrões
Afinal parece que não são só os árbitros portugueses os únicos a roubar...

Glen Johnson apanhado a roubar uma Tampa de sanita e duas torneiras
 
por Mavs às 19:03 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
L'État c'est quem?
Tempos de crise no Benfica, de acordo com A Bola. Fanã está triste e chateado porque Ricardo Rocha se vai embora. Resolveu então, alegadamente por essa razão, excluir o central do jogo com o Leiria. O que, a meu ver, não é uma decisão muito inteligente. Das duas, uma: ou Fanã está chateado com Ricardo Rocha pela pressão que este tem exercido ou o negócio, até Domingo, já estará consumado e importará mais, agora, rotinar Anderson, que este ano só tem feito disparates.

E, pelos vistos, não é só Rocha a dar problemas. Luisão também já manifestou a uma rádio brasileira um desejo de mudar de ares, por ter cumprido o seu "ciclo" no Benfica, isto é, por ter ganho tudo o que havia para ganhar. Saída eminente do central brasileiro? Pois claro. Será difícil não o vender à Juventus ou ao Bayern München no fim da época. Esperemos apenas que Miccoli, outra vez lesionado, não seja incluído no pacote. É um jogador demasiado caro para o tempo que passa lesionado.

Cumpre-me dar uma opinião sobre isto, sobretudo porque o julgamento de A Bola se baseia na análise de pressupostos que, a meu ver, poderão não ser totalmente correctos. No caso de Ricardo Rocha, trata-se de um negócio que o Benfica simplesmente não pode ignorar. Cinco milhões de euros por um central pelo qual foi oferecido ao Benfica um milhão no início da época? E, de acordo com O Jogo, junta-se a este valor dois jogos particulares com a totalidade das receitas a reverter para o Benfica, uma prática ridícula, dado que acabam por ser os adeptos a pagar o jogador. Por alguma razão já existem quotas e bilhetes caríssimos. Mas como é em libras, talvez valha a pena aceitar.

O argumento de que Ricardo Rocha vai assinar o contrato da sua vida não deve proceder. Por razões que, apesar dos valores envolvidos, são simples. Se a FIFA fosse um organismo competente, suspenderia com dureza os atletas que actuassem de má-fé com o objectivo de sair do clube. Todavia, o organismo mundial considera que já é suficientemente oneroso para os clubes o pagamento de determinadas quantias para ressarcir clubes prejudicados. O problema é que, em muitos casos, é o clube prejudicado que continua prejudicado. Por isso, sendo Ricardo Rocha um profissional, deve aceitar representar o Tottenham ou continuar no Benfica (com salário revisto) com o mesmo empenho. A tendência verificada nos últimos anos a nível mundial em que os jogadores e os empresários fazem o que entendem tem de terminar. A bem do futebol e da estabilidade nos clubes. E é à FIFA que cabe a resolução desse problema.

O pior vem no fim. Noticia o Record (ou O Jogo) que a primeira opção para o banco é um tipo dos pastéis chamado Nivaldo que tem uma cláusula de rescisão de 2.5 milhões de euros. A seguir com atenção este disparate colossal. Por outro lado, o Porto vai buscar um defesa-central de quem se dizem maravilhas, ao Standard de Liège. E se o Benfica abrisse os olhos?

A hipótese de promover um júnior não deve ser desconsiderada, mas o centro da defesa é um local fulcral onde falhas não devem ser toleradas. Haverá alguém, na equipa de juniores, que possa preencher rapidamente essa vaga, se for necessário? Não me parece. Se houver, espero que Fanã seja suficientemente inteligente para o ir buscar.

Que os brasileiros, pelos vistos, têm todos raízes em Palermo já eu tinha percebido. O que me tinha escapado era a forma displiscente como o admitiam. Tomemos o exemplo de Scolari. Quando interrogado sobre quem seria o jogador apto a substituir Zidane no espectro futebolístico mundial, não houve papas na língua. Deco é o eleito (gargalhada muito abafada). Bom, eu percebo que gostemos de defender os nossos compatriotas, como se fôssemos todos parte de um grande e feliz Família. Mas se me perguntassem qual o jogador que poderia substituir Coluna, eu não diria Rui Costa. E eu adoro o Rui Costa. Mas Coluna é Coluna. Tal como Zidane é Zidane e Deco é um brasileiro bexigoso com focinho de porco. É a vida.
 
por JAS às 11:16 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
O Joelho do Mantorras
Médico aconselhou Mantorras a colocar novo menisco

Porque é que não lhe colocam uma perna nova?
Pessoalmente, lamento imenso ver o Mantorras (literalmente) a "arrastar-se" no campo, principalmente porque me lembro do que o Mantorras já foi.
Restam, pois, duas questões, cujas respostas (principalmente a primeira) são extremamente complexas:
Será que se deve manter um jogador (com todos os custos que isso implica) só para os adeptos baterem palmas, quando este entra a 5 minutos do fim? Não seria preferível emprestá-lo a algum clube?
A pouco mais de uma semana do fim das inscrições, com a venda do Kikin, com as lesões sucessivas do Miccoli e com Nuno Gomes a assumir-se cada vez mais como um não-número-9, para quando uma avançado de reconhecida qualidade (já andamos com esta do "reconhecida qualidade", pelo menos desde há 5 anos e, o que nos tem calhado são sempre uns Marcel, Manduca, Kikin, etc)?
 
por Mavs às 21:52 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Duas notícias interessantes
Depois de me ter sido comunicada a obtenção de uma nota excelente numa cadeira particularmente difícil, deparei-me com duas notícias especialmente interessantes no site d'A Bola, a primeira dizendo respeito a um novo patrocínio da Liga de Honra e a segunda ao afastamento do Feyenord da Taça UEFA.

Começando pela Liga Vitalis, parece-me extremamente importante que se consumem iniciativas destas, dada a relativa irrelevância dos nossos campeonatos para o bolo europeu. A partir do momento, julgo eu, em que existem entidades exteriores dispostas a apostar bom dinheiro em determinadas competições, estas beneficiam muitíssimo. Ou, pelo menos, deveriam beneficiar. Primeiro, porque se supõe que exista mais dinheiro para a organização da competição e, talvez, para os próprios clubes participantes. Depois, uma sedimentação da estrutura e dos nela envolvidos permite, em teoria, uma tutela menos ineficaz da competição e dos respectivos organismos controladores. Eu equipararia o fenómeno à cotação em bolsa de uma empresa. Parte-se do pressuposto que existirão investidores, que as injecções de capital provenientes da venda de acções permitirão uma evolução e um desenvolvimento significativos da empresa e que esta tem de ser muitíssimo mais responsável, sob pena de criar um buraco do qual pode não vir a sair.

Mais uma vez, porém, ressalvo o carácter meramente teórico desta analogia. Em Portugal, como saberão a maior parte dos nossos leitores, o "jogo" da Bolsa é uma brincadeirinha de crianças, pelo peso que os denominados "investidores institucionais" (bancos, seguradoras, fundos de investimento) têm, podendo eles influenciar a cotação de um título no sentido que mais favorável lhes possa ser. Em termos futebolísticos, esta pequena particularidade pode deitar tudo a perder. O patrocínio da Vitalis não altera a estrutura da Liga e da FPF e não impede que o Major Valentim Loureiro e que Gilberto Madaíl interfiram na Liga de Honra. Mas vem trazer alguma credibilidade a uma competição bastante afectada pelos sucessivos escândalos ocorridos num passado recente.

No que respeita ao Feyenord, a notícia poderá ser interessante se considerarmos que este é menos um alvo a abater pelo Benfica. É certo que iria defrontar o Tottenham e que uma equipa holandesa é mais fraca que uma inglesa. Todavia, a taça UEFA continua a ser uma taça, o que implica que existe uma franca probabilidade de vaguearem por lá alguns "Atléticos". Esperemos apenas que um deles não dê pelo nome de Dínamo de Bucareste.
 
por JAS às 17:06 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
Reforços (III) - O Extermínio
Já não tenho memória da última época em que o Benfica conseguiu fazer tantos e tão bons negócios no mercado de transferências, em período de Inverno ou de Verão.
Ele é Moretto que vai para o Sevilha por um milhão e meio de euros; Ricardo Rocha que vai para o Tottenham por nunca menos que cinco ou seis milhões de euros; Manuel Fernandes que irá para o Boro pelos nove milhões de euros exigidos pelo SLB.

Não percebo. Andará tudo louco? Então ninguém quer o Carlos Martins, o Nani, o Moutinho e o Quaresma? Das duas uma: ou é tudo verdade e o Benfica vai ganhar a chamada "pipa de massa" ou então estamos na presença de uma brincadeira de mau gosto dos licenciados em comunicação social do Record. E da Bola. E do Jogo. Mancomunaram-se, finalmente. E qualquer dia convidam o "Diário Desportivo" a juntar-se-lhes. Aliás, corre um boato que o pai de um dos últimos programas de culto foi despedido da TSF. Razões, desconheço. Mas como a coscuvilhice nunca é demais, se alguém souber de alguma coisa que deixe aí nos comentários. Agradecido.

Quais serão, porém, as consequências desta venda desenfreada de jogadores para a equipa? A resposta não engana, sobretudo se tivermos em conta que hoje é dia 18 e o prazo para inscrições termina no dia 31. Deste mês. Significa isto que temos 13 dias para contratar um defesa-central de qualidade, um ponta-de-lança de qualidade e um terceiro guarda-redes de qualidade. É só qualidade. Mas a qualidade paga-se. E bem. E dinheiro é coisa que, como um dos responsáveis financeiros do Benfica ontem admitiu, o clube não tem em demasia. Sobretudo para transferências. Fala-se em Charisteas, hipótese já ontem comentada. Para os outros lugares, ninguém sabe.

Gostaria, no entanto, de confessar um desejo: que fossem todos portugueses menos o ponta-de-lança. É que já não há rabo que aguente brasileiros. Ou gregos. Ou brasileiros "naturalizados" (o que quer que seja que isso signifique).
 
por JAS às 10:35 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Reforços (II) - O Regresso
Não demorou muito. Pelos vistos, Ricardo Rocha pode sair para o Tottenham. De acordo com o Sportugal.pt, o negócio não se concretizará por um valor inferior a quatro milhões de euros. Não me parece um mau negócio. Resta saber se o Benfica será capaz de encontrar um defesa-central que colmate a lacuna. O único problema, a meu ver, nesta transferência, é a saída de um português titular para entrar, com certeza quase absoluta, um... brasileiro.

Entretanto, depois de Filipe Teixeira, negócio afortunadamente gorado, fala-se em Charisteas. É caso para dizer: f***-se, mais um grego? Voltamos aos bons velhos tempos de que falava o ditado: diz-me qual é a tua nacionalidade e eu dir-te-ei de que País são os jogadores que vou pedir. E o facto de Fanã ser português não constitui excepção. Ou será que vão ter a desfaçatez de me dizer que nunca repararam naquela postura espartana, típica de um corredor dos cem metros olímpicos numa reforma há muito antecipada?

De qualquer modo, não me parece que o mano Erwin o liberte com facilidade. Ou por um bom preço. No mínimo, vai tentar recuperar os dois milhões e meio de euros dispendidos na sua contratação. E a julgar pelo salário que o helénico pretenderá auferir, a brincadeira poderá ficar bem mais cara ao Benfica que a de Kikin Fonseca.
 
por JAS às 01:55 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
Falando De Futebol
O último jogo, contra a Académica, apesar de ter sido mais difícil do que, se calhar, deveria ser, correu-nos bem. Entrámos logo a ganhar com um golo (em fora-de-jogo, apesar de ser um lance bastante difícil de detectar) do Rocha. Parece que quando, finalmente, agarrou um lugar definitivo na defesa e (!) começou a marcar golos (já vai em 3...) o Benfica está disposto a negociá-lo (notíca de hoje). Espero que tudo não passa de especulação porque, desde sempre - e apesar de reconhecidas deficiências técnicas - , o Rocha é dos jogadores que mais sente aquela camisola, sendo por isso, naturalmente, dos mais acarinhados pelos adeptos.
Depois do nosso golo, a Académica reagiu bastante bem, tornando este jogo, de longe, o melhor da jornada. Apesar disso, em contra-ataque podíamos ter acabado com o encontro não fosse um incompetente (será só... incompetente?) fiscal-de-linha a assinalar - e mal - dois foras-de-jogo ao Katsouranis. Se no primeiro é bastante duvidoso, devendo, por isso, dar-se primazia ao ataque, no segundo é um autêntico escândalo o árbitro ter anulado um golo limpo.
Na segunda parte, melhoramos principalmente na defesa (de facto, a Académica deixou de criar perigo) mas também piorámos no ataque.
As prestações individuais que destaco são, outra vez, o Simão (de longe, o nosso melhor, "mais decisivo" e completo jogador), o Rocha (que éstá em excelente forma) e o Quim (que salvou-nos inúmera vezes, principalmente na primeira parte).
As pontuações para este jogo são:
Quim - 8
Nélson - 5
Luisão - 6
Ricardo Rocha - 8
Léo - 7
Petit - 6
Katsouranis - 6
Karagounis - 6
Simão - 8
Nuno Gomes - 7
Miccoli - 5
Manu - 5
João Coimbra - 5

Melhor em Campo: Ricardo Rocha
Árbitro: Paulo Pereira - 4
 
por Mavs às 21:22 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Uma das frases do ano
Perguntas do público a Carlos Dantas, no Sportugal.pt

"Sou Sócio Fanático do FC Porto, contudo peço-lhe que não confunda fanatismo com facciosismo...Que sente um Treinador, quando tem o seu filho no plantel da sua equipa, ainda para mais quando ele nunca foi um dos indiscutíveis no cinco base? Conseguiu dissociar sempre a 100% o aspecto familiar do profissional? Sendo o senhor confesso adepto benfiquista e tendo, até à data, demonstrado sempre uma enorme imparcialidade nas suas declarações, gostava que me desse a sua opinião de como vê os adeptos do FC Porto. Nota que são diferentes dos outros? Se sim, em quê?

(...) Em relação aos adeptos, não vejo grande diferença. Quando as equipas estão em alta, a obter bons resultados, os adeptos são iguais. Recordo que a determinada altura também ia ao pavilhão das Antas e não aparecia ninguém. A equipa é que puxa pelo público e não o contrário, pelo que o apoio depende do grau de competitividade. O FC Porto por ser pentacampeão tem os adeptos mais fervorosos, mas quando for o Benfica os adeptos também são atenciosos e carinhosos. Mas é preciso dizer que o FC Porto é um clube nacional, enquanto o Benfica é um clube mundial."
 
por JAS às 14:16 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Não ou a Vã Glória de Ser um Asno
Fernando Santos foi a uma conferência sobre o aborto. Mais: fez parte do painel de oradores. E que foi Fanã defender a esse ninho anti-liberal? Obviamente, o Não. Não seria de esperar nada diferente de Fernando Santos, treinadorzeco sem eira nem beira que calhou passar pelos três grandes.

E eu que julgava, ao ler A Bola de hoje, que Fanã me tinha dado, enfim, uma "alegria de carácter". Mas não: o inimitável treinador do Benfica optou pela posição contrária. Faz jus à sua pessoa. Por isso é que devemos dar graças pelos preconceitos: sendo treinador de futebol, é perfeitamente plausível dizer que tal opinião é perfeitamente irrelevante, dada a total incapacidade de um homem que cordena vinte gajos que andam aos pontapés na bola para perceber questões éticas, morais, sociais e, acima de tudo, legais.

E não me venham com essa treta de que todos temos direito a uma opinião. Parafraseando Orwell, todos temos direito a uma opinião, mas os adeptos do "Sim" têm mais direito do que os outros.
 
por JAS às 13:27 | Link | 3 tragédia(s) escrita(s)
Reforços (I)
Considerar que este post é apenas o primeiro de alguns sobre reforços pode ser uma aposta arriscada, mas que me permitirá alongar-me muito sobre o tema, por forma a discutir as eventuais contratações (e dispensas - algumas só ajudam a melhorar) do Benfica. Portanto, deve interpretar-se esta "epígrafe" em sentido amplo.

Comecemos por Beto. Sai ou não sai? A minha opinião é a de (quase) todos os Benfiquistas. Beto é um pé-de-chumbo incapaz de fazer dois passes correctos, sobretudo quando envolve enviar a bola para um jogador a mais de dois metros de distância. Não é carismático e a única coisa verdadeiramente importante que fez no Benfica foi ter marcado um golo ao Manchester. O que já não foi mau. Detalhes do negócio? Ninguém sabe ao certo. Fala-se em recuperação de investimento (cerca de duzentos e cinquenta mil euros) mas o Málaga parece estar em extremas dificuldades financeiras e só pretende o empréstimo, ao passo que a Direcção só aceita a desvinculação definitiva. Os jornais já disseram tudo. Vão-se os anéis, ficam os dedos. Neste caso, não se perde muito, já que o "anel" Beto seria, quando muito, de mau plástico.

Filipe Teixeira, de acordo com o Record, já não vem. O Benfica achou, e bem, que já não precisava de jogadores para aquela posição e que o objectivo a alcançar era um plantel curto. Tendo em conta que seria, provavelmente, mais um trambolho com parca utilidade, não foi uma má decisão.

Finalmente, Nilmar. Muito se diz sobre ele. O Jota acha que, por não ter vingado no Lyon, Nilmar dificilmente fará a diferença. Devo ser honesto nesta questão: acho que Nilmar poderia ser um bom jogador para o Benfica, mas duvido que o Benfica saiba aproveitá-lo. Não me parece que o facto de ter falhado no Lyon, equipa extremamente completa, seja razão para falhar no Benfica, mas não acho que exista uma "cultura de vitória" suficientemente forte para agarrar um jogador como ele, que vem rotulado como "pequena estrela". Por outro lado, é um jogador com provas dadas, ainda que no campeonato brasileiro. E, como se sabe, a brasileirada no futebol é sempre muito inconstante. Diego era genial e não vingou no FC Porto (somente por culpa de Adriaanse?). Roger era tecnicamente muito bom e não vingou no Benfica (e dificilmente vingaria - é o tipo de jogador que só pode jogar no campeonato brasileiro). Andersson era genial e tem sido muito bom no FC Porto. O "empacotador" era um completo desconhecido mas veio a revelar-se um excelente jogador. Todavia, ninguém o quer pela Europa fora e não me parece que os valores pedidos pelo Sporting sejam o entrave. Por estes exemplos, nunca sei o que esperar de um jogador novo, sobretudo quando brasileiro. Certo é que o Benfica não tem dinheiro para mandar cantar um cego, estando muitíssimo necessitado de Nilmar. Fará a diferença?

Um comentário final para o site Planeta do Futebol de Luis Freitas Lobo, um senhor que escreve n'A Bola num dia qualquer da semana. É absolutamente fantástico. Não percebo como é que há clubes a desperdiçar as análises deste tipo. Não esquecendo o site, que é extremamente interessante.
 
por JAS às 09:47 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Janeiro 16, 2007
O Um Especial
Poucos são os que contestam a supremacia de Mourinho a nível mundial. Tendo revolucionado, quase por completo, a figura do treinador de futebol (segundo dizem os "entendidos"), o treinador português é desejado por tudo e por todos, agora que se pode vir a consumar a sua saída do Chelsea. Tenho de ser honesto neste tema: detestei Mourinho como treinador do Porto e adoro-o como treinador do Chelsea, de tal modo que já pus de parte o meu fervor vermelho e branco, que se estendeu até Inglaterra, ao serviço do Man. Utd. para poder torcer livremente pelos blues (decisão para a qual contribuiu a existência de Ronaldo e a sua preponderância no Manchester). Posso dizer que gosto de Mourinho, ao contrário de qualquer outro português, porque Mourinho nada tem a ver com Portugal. Fala português, nasceu em Portugal, mas claramente não se adapta a esta mentalidade. Felizmente para ele e para nós. Ou, pelo menos, para mim.

Uma das características que sobressaem no técnico português é a sua capacidade para abandonar um projecto quando não se sente apoiado. Uns considerarão que o homem tem testículos, outros que ele é simplesmente louco. Terceiros dirão que é demasiado arrogante e convencido. Seja qual for a razão, Mourinho pode estar de saída do Chelsea, neste momento o único clube do Mundo que lhe permitiria todas e quaisquer loucuras, a qualquer preço. Pelos vistos, de há uns meses a esta parte deixou de ser assim. O que não são más notícias para o futebol. Bem pelo contrário.

É sobejamente conhecida a qualidade de Mourinho. Pensemos então na probabilidade de ter José a criar um pequeno exército de quase desconhecidos num clube com mais tradição e maior fervor que o Chelsea ou o Futebol Clube do Porto. Admitamos: essa é uma sensação que José ainda não experimentou. E que pode vir a experimentar. Entre Espanha e Itália, divido-me. Por um lado, adoraria vê-lo a treinar o Milan (o AC, não o Internazionale), clube que lhe daria, em termos de massa associativa e de tradição, um je ne sais quoi que o Special One ainda não tem por não estar num clube histórico. O Chelsea é o que Abramovich e, acima de tudo, Mourinho fizeram dele. O passado dos blues remonta a 2004. Antes disso, já ninguém se lembra de muita coisa. Por outro lado, porém, o futebol italiano é demasiado rígido e não tem o charme do pontapé na bola na velha Albion.

Penso que o termo latino "primus inter pares" diz tudo. Basta-nos pensar que, na era pós-Abramovich, o Chelsea poderá perfeitamente voltar a ser um clubezeco irrelevante, à beira da falência. Dificilmente tal acontecerá com um Milan ou com um Real Madrid. E aí sim, poderia José subir ao Olimpo do futebol para ser considerado um dos melhores treinadores de sempre.

O futebol terá tudo a ganhar com a saída de Mourinho do Chelsea, se este optar por um clube sem infindáveis recursos financeiros, que possa fazer a diferença. Um clube onde José Mourinho teria de se aplicar a fundo, ainda mais do que agora, para desenvolver determinadas técnicas, para encontrar jogadores específicos que servissem os interesses do clube e os seus. Resumindo, teria de vir treinar o Benfica. Mas como o Benfica não tem capacidade para lhe pagar (e, quando teve, resolveu passar ao lado da História, como tantas vezes aconteceu na década de 90) deverá ir para um dos grandes da Europa. Por mim, já sabem qual deveria ser. Espero, no entanto, que não seja o Real Madrid. A razão é simples: é um clube detestável que vive uma situação crítica. Pese o facto de ter um dos melhores campeonatos do Mundo e ser, pelo que já foi aqui escrito, um enorme desafio. E se há coisa de que Mourinho gosta é dum bom desafio.
 
por JAS às 15:40 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Mais um... Marcelo?
Lê-se no Record que as Direcções do Benfica e da Académica se juntaram ontem para discutir a eventual transferência de Filipe Teixeira para o Benfica. Apesar de não ter visto o jogo de ontem, tive oportunidade de ouvir os vinte minutos em que a Académica estraçalhou o Benfica e só não marcou por um mero acaso chamado Quim. Os relatos passavam inevitavelmente pelo nome de Filipe Teixeira e recordo-me de ter pensado que, a jogar assim, o tipo ainda se transferia para o Benfica. Com o (mau) hábito que a Direcção tem de ir buscar todos os jogadores que deixam a pele em campo contra a equipa...

Pelos vistos, assim será. Filipe Teixeira poderá ser um dos reforços de Inverno (sabe-se lá por que preço). Assumo duas perspectivas diferentes: por um lado, agrada-me a ideia de que o Benfica vai buscar um jogador português, relativamente jovem e que, pelos vistos, joga um pouco à bola. Por outro, porém, custa-me pensar que estamos a comprar mais um flop. Sobretudo quando me lembro dos contratos "à Porto" que o Benfica oferece a estes anónimos que chegam de repente. A política de contratações não é uma das minhas áreas predilectas, até porque tenho o mau hábito de dar aos pernetas que o Benfica compra o benefício da dúvida. Aconteceu com Roger. Aconteceu com Marcel. Não sei se acontecerá com Filipe Teixeira, caso este se torne jogador do Benfica. Todavia, a decisão inteligente será a de oferecer ao petiz um contrato de ano e meio a ganhar mais do que na Académica, com garantias de renovação e aumento caso convença. Como Koeman fez com Alcides no PSV, por exemplo. Se as empresas, quando contratam efectivos, os submetem a estágios de seis meses, por que razão deverá ser tudo diferente no futebol? Receios do Porto? Não receiem o Porto. Eles têm lá o Lucho. E se o Filipinho preferir ir para lá (ou para a "lagartagem", em substituição do já saudoso Carlos Martins) em vez de provar o seu valor no Benfica, então terá valido a pena não lhe oferecer fosse o que fosse.
 
por JAS às 12:34 | Link | 5 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
Lolada
O Presidente do Real Madrid, Ramón Calderón, sobre o comportamento de Beckham:

"David Beckham toureou o Real Madrid"

Se, por lado, não é correcto manter negociações com o clube, quando já se tem tudo acertado com outro, o que pensará o inglês do seu treinador, que consegue entrar em conflito com quase todos os jogadores que tem ao seu dispôr (Ronaldo é para sair, Emerson, Cannavaro, Roberto Carlos e Robinho mantêm também relações tensas com Capello).

E afinal, Beckam só vai ganhar, em 5 anos, 191 milhões de €... Parece-me totalmente justificada, a atitude!
 
por Jota às 20:22 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 14, 2007
ÚLTIMAS NOTÍCIAS:
Ex-arguido do caso "Apito Dourado" considerado o décimo-sétimo maior português de sempre.

Palavras para quê?

P.S. - Afinal, as palavras servem para alguma coisa. Depois de pensar longa e extenuantemente sobre o assunto, concluí que estranho é Pinto da Costa não estar entre os dez primeiros. Aliás, entre os três primeiros. Se se trata de eleger o Maior Português de Sempre, considero impreterível a presença de um espertalhão como Pinto da Costa. Caso contrário, como é que se retrata cerca de 90% da população? Não será, de certeza, na figura de Aristides Sousa Mendes.
 
por JAS às 23:54 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Quinta-feira, Janeiro 11, 2007
Adivinha
Sabem que é o árbitro do Académica-Benfica? Então, vou dar-vos uma dica:
  • apitou no passado fim-de-semana, num jogo sem grandes casos, pelo menos até ao final do tempo regulamentar;
  • depois disso, deu 5 minutos de desconto, e assinalou um penalty para os visitados, que foi falhado;

Coisas muito estranhas se passam no futebol português...
Portanto, vamos estar perante um de dois cenários: ou vamos ser prejudicados, seja pela admoestação de cartões, não marcação de faltas, quebras de ritmo de jogo, e afins, ou então se cozinha algo que, por um lado nos beneficie, e complementarmente, atire para o esquecimento a nojeira que se passou no Dragão.

 
por Jota às 21:25 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quem quer ser narrador desportivo?
A SportTV acaba de lançar este concurso original. Se acham que têm potencial para isso, podem consultar aqui o formato do concurso, e os regulamentos.


Boas narrações!
 
por Jota às 21:03 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
Perguntas soltas
  • Ganhámos o Torneio do Dubai, e consequentemente, 1.2 milhões de Euros sem marcar um único golo; com as coisas a serem decididas sempre nos penalties, Moretto e Moreira brilham. Não era altura, Engenheiro, de apostar em Moreira, para a Taça?
  • Ronald Koeman apelidou Alcides, que se vai mudar para Eindhoven, de "super-rápido". Será que estamos a falar do mesmo tipo pastelão que abria auto-estradas à direita da defesa?
  • Rui Costa aconselha Quaresma e Veloso aos italianos. E no SLB, nada a assinalar?
  • Manuel Fernandes, por onde passará o seu destino?


A entrevista de Rui Costa, n' A Bola, é brutal. O homem é mesmo um senhor!
 
por Jota às 21:34 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Cenas deste episódio
Depois da reclamação feita, via e-mail, ao Sport Lisboa e Benfica por causa da situação ridícula referente ao Benfica - Oliveira do Hospital, recebi uma resposta. Aliás, uma meia-resposta.

Pelos vistos, vai ser reencaminhado para a secção correcta. Ou seja, bem posso esperar sentado. Ou talvez não.
 
por JAS às 22:50 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
Jornais gratuitos
Saiu hoje para a rua o nº1 do primeiro jornal desportivo gratuito, o Diário Desportivo, que é dirigido pelo ex-apresentador do programa "Bancada Central" da TSF, Fernando Correia.
Após uma primeira leitura, parece satisfazer as suas principais funções: preencher tempo que gastamos nos transportes públicos, e apresentar, numa penada, os temas mais importantes que aconteceram no(s) dia(s) anterior(es); logo aqui, temos um ponto positivo.
Outro ponto a ressalvar, e que está expresso nos seus estatutos editoriais, é a não-exclusividade do tema «futebol», optando por ser ecléctico e abrangente, no que concerne ao fenómeno desportivo em Portugal; apresenta crónicas e entrevistas (a principal entrevista deste primeiro número recaiu sobre Pinto da Costa, ainda que o jornalista tenha optado por não fazer sangue, caindo nos lugares comuns mais prevísiveis, mas ainda assim, interessante; ainda mais estimulante me parece ser a entrevista ao seleccionador nacional de râguebi, Tomaz Morais, já que este é apelidado do «Mourinho do rugby») que são de fácil leitura; o único reparo possível seria às páginas ocupadas com publicidade, 6 em 24. Ainda assim, se atentarmos à sua gratuicidade, não é um número exagerado.

Desde o lançamento do primeiro jornal gratuito (Destak), temos vindo a assistir a grandes evoluções, nomeadamente a sua periodicidade diária, e a extensão da sua rede de distribução para além dos grandes centros urbanos. E,sobre todos os prismas, podemos avaliar o Metro e o Destak como sucessos jornalísticos; aliás, basta ver a quantidade de jornais que ficam abandonados no metropolitano ou no comboio para sabermos que as pessoas os lêem.
Pelo terreno já desbravado pelos seus irmãos mais velhos, e pelas características que apresenta, o Diário Desportivo parece ter o que é necessário para singrar. E atendendo ao que se passa com os desportivos tradicionais (todos eles demasiado arreigados, na minha opinião, a uma determinada esfera clubística, pelo que se torna complicado manter a imparcialidade na avaliação de alguns temas sensíveis), com um preço que considero exagerado, o jornal desportivo gratuito vem facilitar a busca dos temas que nos interessam, já que podemos ter uma primeira ideia sobre o que se passa, e caso queiramos aprofundar algum tema que nos interesse particularmente, podemos sempre recorrer à Internet.

Não quero obviamente com isto dizer que os jornais desportivos pagos estão condenados. Até porque a prática demonstra que os jornais gratuitos não vieram matar os jornais tradicionais.
O mérito que lhe pretendo atribuir (e que gostava que se efectivasse) é que o jornal gratuito pode levar os outros a rever a sua política editorial, e levar a um aumento da qualidade, da imparcialidade e do bom jornalismo.
 
por Jota às 21:25 | Link | 6 tragédia(s) escrita(s)
Domingo, Janeiro 07, 2007
Porque a felicidade é isto mesmo...

...UMA HOMENAGEM!











 
por JAS às 17:05 | Link | 4 tragédia(s) escrita(s)
Nem a roubar, pá!

OBRIGADO, JESUALDO!

DESDE GONDOMAR QUE TÍNHAMOS SAUDADES TUAS...
 
por JAS às 16:59 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Desorganização, e os chico-espertos
Ontem, eu e o JAS queríamos ir ao jogo, com o Oliveira do Bairro. Por razões profissionais, foi-nos de todo impossível comprar os bilhetes durante a semana, pelo que arrancámos para a Luz com a esperança de numa hora conseguirmos despachar a coisa.
Quando chegámos, deparamo-nos com um cenário completamente diferente: as máquinas dispensadoras de bilhetes não estavam a funcionar, e as filas para as bilheteiras eram absolutamente gigantescas; para mais, não existia qualquer impedimento, mormente baias dispostas em Z, que impedisse os chico-espertos do costume de se meter à frente na fila.
Às 15:40h, aproximadamente, o corpo de polícia resolveu formar um cordão, para "facilitar" o escoamento da fila; apartir daqui, assistimos à segunda falha logística grave: o tempo de venda dos bilhetes.
Parece-me impossível que a uma distância tão curta do início do jogo, e mesmo já com o jogo a decorrer, ainda seja possível às pessoas estarem a escolher os lugares que pretendem, com a morosidade que isso implica, já que os bilhetes custavam o mesmo, para sócios, para qualquer que fosse o lugar que se pretendesse.

No que nos diz respeito, não fomos ver o jogo. Mesmo com bilhetes baratos, com o andar da fila não tínhamos a certeza de conseguirmos ver sequer toda a segunda parte, pelo que desistimos. E como nós, muitas pessoas que estavam atrás de nós deverão ter feito o mesmo.

A questão das bilheteiras parece-nos ser um tema a resolver, quanto antes.


PS: O JAS enviou uma reclamação, por e-mail. A todos aqueles que assistiram ao caos de ontem, sugiro que façam também chegar ao clube a vossa insatisfação. Pode ser que assim as coisas mudem.
 
por Jota às 11:50 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Sexta-feira, Janeiro 05, 2007
Racionalizando
Percebe-se perfeitamente a profunda irritação do Benfica relativamente ao caso Nuno Assis. Depois de um suposto calvário que durou 161 dias, é aplicada ao jogador uma pena de mais seis meses, impossibilitando-o de jogar até ao final da época, o que constitui para o clube um dsfalque importante a meio-campo, sobretudo porque Assis se afirmava como um dos elementos mais trabalhadores do plantel.

Todavia, e apesar de eu próprio estar irritado com Laurentino Dias, importa racionalizar toda a questão, por forma a evitar que as sempre exageradas reacções de Luis Filipe Vieira permitam a qualquer gato pingado uma posição disparatada sobre a matéria. É certo que o Secretário de Estado sente uma enorme necessidade de estar na ribalta. Isso, já todos percebemos, sobretudo quando à fome se pode juntar a vontade de comer. Para quem se recorde, o caso Nuno Assis não caiu bem (como não cai tudo o que acontece de mau em Portugal) no estrangeiro, sobretudo porque o atleta não era condenado por causa de formalidades na realização dos exames que podem ter adulterado, na versão dos especialistas contactados pelo Benfica, os resultados das análises. Recordo-me, por exemplo, do problema que advinha da análise da colheita ter sido realizada mais de vinte e quatro horas depois de ter sido recolhida (por favor, quem perceba mais disto que me corrija, se eu estiver a dizer uma enormidade). Formalidades essas que existem com o óbvio motivo de proteger direitos, liberdades e garantias que, por maior ficção jurídica que possam ser (pelo menos, eu entendo que sim, apesar de ainda não ser fonte de Direito), existem para impedir casos como este e permitem, a posteriori, o recurso para tribunais civis.

Claro que o nosso Secretário de Estado do Desporto aproveitou a fantástica oportunidade para mostrar que em Portugal, a justiça tarda muito, mas não chega a falhar, apesar da decisão do Conselho de Justiça que, como já vimos no Caso Mateus, é um órgão muitíssimo dúbio, até por não ser composto por um colectivo de juízes, mas por um colectivo de... licenciados em Direito. Ou seja, juízes sem aulas de ética e deontologia.

Adiante. Disto podemos culpar Laurentino Dias, até porque a sua posição lhe permite, segundo creio, pegar no caso e enviá-lo para um Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), o tal que veio a condenar Nuno Assis a um ano. Ora, este procedimento parece-me francamente estranho. Como é que é possível recorrer a um Tribunal Arbitral, mesmo que do Desporto, para decidir tal situação, quando o órgão “juridiscional” da respectiva federação já tinha decidido em favor do jogador? Não existem tribunais internacionais? Mais uma vez, a resposta está nas luzes da ribalta. Laurentino Dias aproveitou-se da possibilidade de recorrer ao tribunal arbitral para discutir uma questão que vem, de certo modo e através da condenação do jogador, credibilizar a imagem desportiva do País, em face do escândalo vivido com o Apito Dourado. Sejamos francos: Laurentino Dias estar-se-ia nas tintas se não achasse que poderia tirar qualquer proveito político desta situação, quiçá até para uma eventual futura nomeação para Ministro. Isto, porém, é especulação pura. Voltemos à racionalização. Dizer que Laurentino Dias não “mexeu uma palha” no âmbito do Apito Dourado é dizer a verdade. Mas esta verdade é falaciosa. Laurentino Dias mexe-se, pouco ou nada, porque não está nas suas competências mexer-se seja de que forma for. Neste momento, se bem me recordo, está tudo nas mãos do tribunal e é o tribunal quem deve decidir. Pretender que um mero Secretário de Estado exerça qualquer tipo de pressão sobre o órgão jurisdicional competente é pretender que se viole a tripartição fundamental, em que se baseia a noção de Estado de Direito, entre poder legislativo, executivo e jurisdicional. Ao tribunal, a capacidade de decidir e julgar. Como tal, e porque se trata de corrupção, Laurentino Dias está de mãos atadas para fazer seja o que for. Não é possível ter um TAS a decidir sobre esta questão porque não é de âmbito meramente desportivo e porque, por se tratarem de crimes, vinga o art. 4º do Código Penal, o qual vem aplicar o princípio da territorialidade: a crimes praticados em Portugal, por portugueses, tem de ser aplicada a lei portuguesa e têm de ser julgados em território nacional. Por isso, não procedem as críticas de Luis Filipe Vieira e de Sílvio Cervan neste aspecto. Por mais dossiês que o Orelhas entregue, não há nada a fazer. A não ser, claro, que haja uma reacção posterior, semelhante à que os franceses tiveram contra compatriotas que serviram o regime de Vichy durante a Segunda Guerra Mundial: apanhá-los de noite, metê-los em aviões, amarrá-los a bombas e lançá-los sobre “o território dos seus amigos”. Que é como quem diz, sobre o Estádio do Dragão.

Uma nota final, “à la Marcelo”, para comentar o artigo do Record, o “sempiterno” jornal leonino, sobre a contratação de José Sosa, médio do Estudiantes. Dizem os respeitáveis... enfim... uh... licenciados em comunicação social do Record que o Benfica está na pole position para contratar o jogador por, segundo fontes do clube, ter avançado com a melhor proposta e ter sido mais insistente. Até aqui, nada de novo a leste do Paraíso. A oeste, porém, não é bem assim. Quem continuar a leitura deparar-se-á com uma referência ao Atl. Madrid, que também pretende contratar o médio argentino, tendo já feito uma proposta no valor de cinco milhões de euros (já não mencionando o AC Milan e a Lázio). Ora, eu não sei em que moldes foram feitas as duas propostas. Não sei se o Atlético recorre a fundos Gil y Gil ou se dividiu o valor em tranches demasiado espaçadas entre si. Agora, o que eu acho saber é que o Benfica não tem sequer três, quanto mais cinco milhões de euros, para desperdiçar num médio quando nem sequer um ponta-de-lança decente tem para o ataque. E, lá dizia o grande Futre, “sem cacau, não há palhaço.” A não ser, acrescento eu, que o espectador seja um grande amigo do dono do circo, vulgo MSI. E aí já o cacau não interessa para nada.
 
por JAS às 11:33 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
Começar o Ano com Bom Humor
F.C. Porto:
«Ricardo Costa é imprescindível»


Apesar de estarmos no terceiro dia do ano, esta declaração é, sem dúvida, séria candidata a piada do ano. Como não conseguiram despachar esse autêntico prodígio da bola, esse mágico, esse primor de técnica chamado... Ricardo Costa (!!) decidiram classificá-lo como imprescindível. Para mais, conseguiram ainda inventar uma lesão qualquer a esse outro grande defesa de nome Bruno Alves, de forma a reforçar essa necessidade (de certeza) extrema de manter Ricardo Costa no plantel. Muito sinceramente, deseja arduamente que Ricardo Costa não só se mantenha por muitos e bons anos no plantel daquele clube como seja titular em todos os seus jogos!
 
por Mavs às 21:54 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Terça-feira, Janeiro 02, 2007
Ano novo, facciosismo velho
É interessante ver que algumas coisas não mudam: no seu artigo de hoje, n' A Bola, Miguel Sousa Tavares continua tão pouco objectivo e irracional como sempre foi.
Na verborreia desta semana, vem defender Pepe, e a sua possível chamada à Selecção Nacional. O artigo tem muita palha, tornando como tal entedioso uma cópia para o blog (isso e o facto do site d' A Bola não permitir fazer copy de lá, mas adiante); assim, é preferível colocar, como se fossem tópicos, quais os seus argumentos:
  • Pepe é, para MST, o melhor central do Mundo! A prática não o confirma, se atentarmos em jogadores como Ricardo Carvalho, Nesta, Terry, Luisão, Lúcio, Puyol, Gallas, por exemplo; não é elegante no jogo, não sabe sair a jogar e não é, propriamente, o central mais limpo a jogar;
  • Pega no caso de Francis Obikwelu, e faz a comparação, afirmando que o que é válido para o atletismo também deveria ser válido para o futebol; o problema é que, ao contrário de Pepe, foi em Portugal que Obikwelu renasceu para o desporto, já que teve o auxílio de pessoas ligadas ao departamento de atletismo do Sporting, para poder deixar a construção civil onde estava a trabalhar, para se poder dedicar a 100% ao atletismo; ou seja, parece que Pepe está desprovido da emoção que levou Obikwelu a optar;
  • Finalmente, o argumento "decisivo": se os outros fazem, porque é que nós não fazemos? No meu ponto de vista, não podemos utilizar os defeitos dos outros para esconder os nossos. Muito honestamente, não me choca a chamada de jogadores naturalizados, desde que devidamente enquadrada nas necessidades da Selecção. Por isso entendi a naturalização e chamada de Deco, e de Nélson.

E é a conveniência das selecções que MST rejeita. Obviamente, tem de ser esta a presidir e enquadrar qualquer futura chamada. Não sejamos inocentes, a maior parte dos naturalizados pretendem deixar de ocupar uma vaga de extra-comunitário nas grandes ligas da Europa.
Isso é normal; agora, o que se deve ter em conta é que temos escalões de formação para proteger, e como tal não podemos desperdiçar fornadas de jogadores porque os brasileiros, que não jogam na sua selecção, resolvem todos querer jogar sob a Portuguesa.
Quando os jogadores para determinada posição escasseiam, percebo; no caso de Pepe, parece-me absurdo.

 
por Jota às 23:33 | Link | 2 tragédia(s) escrita(s)
Memórias
Escrevi este poema, tristemente dedicado ao Benfica, ainda o novo Estádio saltava de testículo em testículo. Ou seja, há algum tempo. Foi depois de um jogo memoravelmente mau, como se percebe com rapidez. Publico-o não porque ache que estes tempos de vacas em estado de inanição voltaram, mas porque é sempre agradável descobrir um texto escrito, antigo, que não nos envergonhe.


Depois de teres perdido, novamente sem honra,


Parece ter chegado enfim a altura
de apertarmos as mãos
de escolhermos cada um
o caminho da sua própria felicidade
Há mais de quinze anos
que partilhamos o leque exponencial
de tudos e nadas
em que se desdobra o Homem.
Buscámos juntos esse objectivo
inaudito
com a paixão e a fúria
De um passado eloquente
tu, eu e toda a gente
transformando num querer desenfreado
as tais memórias do passado.
Mas creio ter chegado agora ao fim
este amor de irmãos que mantivemos.
Não te esqueço.
Tal seria incompatível com a minha corrente sanguínea.
Estou apenas saturado
e sei demais sobre ti
para ainda mostrar um intenso interesse.
Vou-me, agora.
Já te vi vencer e
já me vi esquecer que não tinhas vencido.
Vou à procura, só eu,
do meu presente,
agora que pareço estar perdido.

 
por JAS às 22:57 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
Árbitros = Financiadores do futebol?
O ano ainda agora começou, e já está tudo em alvoroço. Primeiro, são os jogadores que se queixam dos impostos que vão (e bem, parece-me), ter de pagar na totalidade. Agora, são os árbitros que se queixam da FPF.
Primeiro, foi-lhes retirada a compartipação do valor das portagens para deslocações aos recintos dos jogos, e depois, consideram-se injustiçados com a actualização do preço do quilómetro, de 0.25 para 0.27 €), tendo ainda sido ignoradas reinvidicações que a Federação tinha prometido ter em conta (esta gente não aprende que o Madaíl não é de confiança...).

Assim, e por forma a defender os interesses dos seus associados, a APAF promete avançar com medidas urgentes. Em linguagem de central sindical, isto normalmente significa greve.
Por isso, a pergunta que fica é se os árbitros serão assim tão necessários ao jogo, que possam assumir tal posição de força?

Entendamo-nos: em Portugal temos árbitros amadores. Portanto, não pode ser esperada uma remuneração pela sua actuação; apenas e só uma compensação às despesas que possam ter. Portanto, nesse sentido, não posso entender a queixa da APAF. Quem não se sentir satisfeito com o sistema, pode sempre sair...
 
por Jota às 22:46 | Link | 1 tragédia(s) escrita(s)
A Bola vintage
A edição de A Bola de final de ano trazia Cristiano Ronaldo na capa, eleito Homem (risos incontidos) do Ano. Ninguém percebe muito bem porquê. Reformulo. Eu não percebo muito bem porquê. Certamente não terá sido pela relação que manteve com Merche Romero. Ou, supostamente, com Diana Chaves. Nem pelo papel preponderante que desempenhou na obtenção desse maravilhoso quarto lugar pela Selecção Nacional. Nem mesmo com a sua recente influência na equipa de Manchester. Ou será que sim? Seria engraçado eleger um labregôncio como Cristiano Ronaldo Homem (gargalhada pura!) Português do Ano pelo papel que desempenhou... numa equipa estrangeira.

A Bola, contudo, parece achar que sim. Eu, mais uma vez, discordo profunda e totalmente. Mas, como diriam alguns, eu sou “biased”. E na base da minha parcialidade estará o absoluto horror que tenho ao homúnculo de brinquinho “à la Televendas”. Perdoem-me, mas é-me impossível gostar de Cristiano Ronaldo, até pela quantidade de “Ronaldinhos” (leia-se aderentes ao Clube do Gel com brinquinho de plástico) que gerou cá pelo Aterro. E se um bronco já incomoda muita gente...
 
por JAS às 21:31 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)
Liberal ainda vá. Parvo é que não!
A julgar pela informação desportiva, a greve chegou enfim ao futebol. Nada que espante o comum dos cidadãos: todos sabemos que a greve é, em Portugal, o instrumento que os desvalidos usam para, em linguagem popular, fornicar a vida aos inocentes. Neste caso, porém, há uma alteração de monta, que é a total inexistência de vítimas. Ou inocentes.

E a que se deve tão inflamado protesto do sindicato dos jogadores? Nada mais, nada menos que a uma tentativa vil, por parte desse corno ladrão chamado Estado, de rapinar as magras poupanças dos nossos futebolistas, através de uma sujeição de cem por cento dos seus rendimentos ao pagamento de IRS, ao contrário dos sessenta por cento ainda em vigor. Obviamente, o povo não pode permitir tal coisa, já que este é um atentado vergonhoso à liberdade de enriquecimento (direito fundamental protegido pela Constituição material – ou seja, aquela que o aliás douto Prof. Jorge Miranda gosta de imaginar que existe) dos nossos futebolistas. Pior do que isto só a inenarrável ilegalidade cometida aquando desse maravilhoso quarto lugar (para uns, nem sequer o primeiro dos últimos) alcançado pela Selecção Nacional no último Mundial de futebol, quando foi sugerido que os petizes – pobrezinhos – não tinham direito à isenção fiscal do prémio por eles recebido (mais: maravilhosamente merecido!), como devidamente contemplado na lei, o que os colocaria na mesma situação que outros atletas que gozaram de tal privilégio quando atingiram pódios e ganharam medalhas – situação que um quarto lugar, por razões óbvias, jamais permitiria.

Atentemos, então, à ratio da lei. Esta vem criar um regime especial para os desportistas em virtude da curta duração da sua carreira, chegando ao ridículo de os equiparar aos mineiros e aos pescadores. Por essa razão, os desportistas, nomeadamente os futebolistas, estão isentos de pagamento de cerca de quarenta por cento do seu rendimento. Ora, o nosso sistema de impostos é um sistema progressivo e proporcional, ou seja, tem em vista o pagamento de impostos consoante a capacidade contributiva de cada um, o que significa que quanto mais se ganha, mais se paga. Todavia, o regime estabelecido para os futebolistas é semelhante a um regime regressivo, em que quanto mais se ganha menos se paga, o que, se tivermos em conta que os futebolistas trabalham por conta de outrem, é uma violação do princípio da igualdade, inserida numa daquelas cláusulas patetas que alguns doutorados em Direito adoram divulgar, mais conhecida por discriminação positiva, ou seja, uma solução temporária, como as quotas para mulheres no Parlamento. Não se justifica, de forma alguma, que trabalhadores por conta de outrem que, ainda por cima, ganham salários claramente acima da média nacional, tenham direito a um regime especial em que quarenta por cento do seu rendimento está isento de tributação. Regime esse que assenta na premissa de que os futebolistas são demasiado burros para, após a sua profissão em muitos casos milionária, arranjarem um emprego. Mais: é uma clara intromissão do Estado num assunto que em nada lhe diz respeito, dado que nem sequer se visa aqui evitar situações de pobreza extrema, mas de regular uma situação que se prevê que aconteça, sem quaisquer certezas seja do que for.

Sejamos honestos: eu sou liberal, mas não sou parvo. Defendo um regime com taxas de imposto mais baixas, semelhante ao americano e não um regime em que uma cambada de, com o devido desrespeito, “toscos” seja injustificamente beneficiada em detrimento do resto da população. Uma coisa é o mérito, um conceito em muitos casos objectivamente avaliado. Outra, completamente diferente, é a discriminação com base em pressupostos duvidosos e em premissas que roçam uma quase absoluta desonestidade.

Alguns advogarão a parcialidade do critério. Os futebolistas não têm culpa dos salários que auferem. Mais: se os auferem, é porque há gente disposta a pagá-los. Não poderia concordar mais. Os futebolistas devem ganhar o máximo possível. Mas têm de pagar impostos na mesma proporção que qualquer outra pessoa. Ressalvem-se todos os outros desportistas que, no máximo, têm rendimentos provenientes de prémios, não sendo, muitas vezes, trabalhadores por conta de outrem. Não percamos a oportunidade, para os que justifiquem esta isenção recorrendo ao argumento pateta do “não tiveram tempo para estudar”, de realçar o já extremamente benéfico regime de entrada na Universidade de que gozam os desportistas presentes em Selecções Nacionais.

Pelas razões supracitadas é que se impõe um regime específico para os desportistas profissionais que recebam um ordenado como qualquer trabalhador inserido na categoria A do IRS que, por estranho que possa parecer, deverá ser o regime geral aplicável a toda a população. Porque, mais uma vez, o argumento que está na base da formulação da lei é absoluta e totalmente inaplicável a esta situação, já que postula uma clara discriminação com base em pressupostos completamente deturpados da realidade.
 
por JAS às 21:20 | Link | 0 tragédia(s) escrita(s)